Monday, October 06, 2008

Amizade é...ser gay!


Questiono-me muito sobre o valor da amizade, principalmente sobre a amizade entre sexos opostos. Numa das minhas últimas "pesquisas" verifiquei que raras são as pessoas da minha faixa etária que têm um simples e bom amigo do sexo oposto. Conhecidos? Sim. Amigos da borga? Vários. Amigos? Hum... Levanta-se o véu de sempre, a ténue linha que separa um amigo de mais uma pessoa aleatória que passa pela nossa vida. Abençoados os gay friends com as suas piadas hilariantes e a sua sensibilidade caricata e única.
Estes últimos, merecem, de facto uma homenagem, só mesmo eles para nos animarem quando ninguém consegue, dizerem que estamos lindas e a gente acreditar-se, quando de todos os outros poderá não parecer genuíno, espalharem melhor a nossa base quando saímos apressadamente de casa (!). Continuando a conversa, eles entendem melhor que ninguém os nossos guilty pleasures ( nomeadamente ao nível musical e televisivo) e sabem discutir aquele pequeno pormenor de um filme no qual um rapaz do sexo oposto dificilmente reparará. Cliché? Sorry...realité! As pessoas que se vão cruzando na minha existência apenas confirmam estes factos todos e mais alguns. E perderia uma eternidade a falar sobre as vossas qualidades mas apenas digo... bem hajam! Um muito obrigado por existirem nas nossas vidas.

Saturday, October 04, 2008

Sentir vs Reflectir

Uns de nós estão destinados a sentir demais, a anularem um pouco do que são em prol de outrem. Outros...não! Não digo que já não o tenha feito (a tal questão da cedência) mas ,definitivamente, pertenço ao grupo II, aqueles que (invariavelmente) dissecam tudo e se auto-conduzem ao lugar comum típico: o aborto espontâneo.
São noites como as de ontem que me fazem questionar sobre este tipo de coisas:jantar em ambiente acolhedor (surgido do nada) e um encontro com um amigo adorável, que se prolongou pela noite , desta feita não tão aleatória como as usuais. Pode-se dizer que me contento com estes momentos e dispenso cenas fortuitas e ordinárias, e gostaria que isso fosse altamente contagioso.
Como respeitar o sofrimento alheio sem cair em mais clichés? Como mexer em algo rachado e conseguir não parti-lo ainda mais? Bem, sou péssima nisto de confortar o próximo, estou lá, sou eu e talvez isso não baste. Gostaria de dizer algo mais preciso (mais uma vez palavra "pouco sentida", mas foi a que genuinamente me ocorreu ) e menos sensato. Ser menos franca e mais prestável. Sentir e não reflectir. Sentir o efeito de um gesto e não o peso da minha própria inércia. Sentir e não fazer parte da estatuária do Soares dos Reis ( sorry, mates!), para genuinamente dar por terminada esta reflexão, em vez de me tentar convencer de algo que permanece ainda em aberto. Grupo II minha gente, tal como a tinta ruiva que uso: cobre o que interessa e é semi-permanente; sai aos poucos, deixando sempre vestígios... Faz destas últimas palavras mais sentidas o teu próprio veredicto e permite-te ser, sem sombra de dúvidas, mais do que todos os outros ostentam.

Thursday, September 18, 2008

E é tempo de mudança...

Estes últimos dias têm sido atribulados, desde notícias positivas a novidades menos boas. Mais uma pessoa que amo com um problema de saúde. Como sempre reúno uma força sem igual nestes momentos, porque não se trata da minha pessoa mas de alguém que me faz gostar de permanecer neste mundo de dissabores e circunstâncias(por vezes) extenuantes.
Sinto falta dos tempos em que tudo era simples,em que não vívíamos de ilusões e respectivas anulações. Tempos nos quais não haviam surpresas deste género nem outras coisas mais que nos fazem palpitar, nem sempre por um bom motivo. Hoje a exaustão comanda as minhas palavras. Preocupo-me contigo e penso no que me desilude também. Desilude-me o facto de não mais me permitir iludir. Desilude-me ser tão forte em determinados assuntos e tão reticiente noutros, ou melhor ainda, nem sequer reticiente de todo. A ausência de carimbos. Mas aqui fica uma fotografia tua, porque és linda em todos os sentidos, e para isso ainda me resta sensibilidade e bom senso.

(ou tê-lo-ia feito se esta porra estivesse a dar...)

Tuesday, September 09, 2008

Sara Melson - Feel It Coming

that’s it, I’m all better now
Spit up the last of what made me hurt
I feel light as a feather now
At last I finally know my worth

Thought I’d never learn to be alone
Open all the windows wide
Turn the ringer off the phone
Light my orange candles every night

And I’m wishing on a new moon
Something better’s coming
It’s coming soon….
I feel it coming, I feel it coming, I feel it coming

I close my eyes up on the high, high dive
Stretch my arms up to the sky
Endless water is deep below
But somewhere in the air I’ll learn to fly

I’m wishing on a new moon
Something better’s coming
It’s coming soon
I feel it coming, I feel it coming, I feel it coming

It’s so easy to complain
But it’ll make you insane
That same routine
The impulse to be mean
But the grass is oh so green
After winter rain

I feel it coming, I feel it coming, I feel it coming
I feel it coming, I feel it coming, I feel it coming
I feel it coming, I feel it coming, I feel it coming

Saturday, August 23, 2008

Katherine Moennig aka Shane [ L-word]


Bem, a minha 2ª paixão dyke, depois da Lauren Ambrose. Adoro a série, e claro está, tinha que me sentir atraída por esta personagem, não fosse ela, para além de muito atraente, a gaja que literalmente fode todas as outras. E porque sou uma super fag-hag o lesbianismo também não me mete confusão, de todo, apesar da minha orientação sexual ser o comum. Gaja que gosta de gajos, desde os vulgares pseudo-complicados passando pelos característicos acéfalos e tendo como limite os que reúnem todas as qualidades referidas anteriormente (!).
Continuando as divagações num dia de notícias positivas, e que já me puseram a pensar que tenho uma decisão inadiável para tomar, graças a dois grandes amigos, o meu special thanks to Angie & Ricardo, esta actriz merece destaque, a meu ver, tal é o magnetismo da mesma quando nos deparamos com ela no pequeno ecrã.
A título de curiosidade a not-so lovely Shane é capricórnio, o meu 2ª signo de eleição logo após sagitário...

Shane - You're beautiful, and I like you a lot, but I like a lot of people.
[ kinky Shane (",)]

Wednesday, August 20, 2008

Don´t be light

Sim, não tenho sido nada branda nos meus últimos queixumes, mas por alguma razão são dignos de registo. Obrigado por apareceres quando não estou, obrigado a sério pela ajuda. Ironia e sarcasmo, armas de todos aqueles que não sabem lidar com as emoções na altura certa e resolvem exibir o seu charme duvidoso fora de horas, já que executar algo atempadamente seria pedir muito. Não obstante, não te pedi muito, mas peço mais que isto. Ponderando bem a questão, num momento tao fugaz como a tua suposta presença e preocupação, não peço algo mais, retribuir-te-ei tão somente aquilo com que me deixaste. Aguarda para ver. A amizade é isto mesmo. Ver como são os outros quando nada lhes falta. Só aí vemos se realmente são dignos da palavra "amigo". Adivinha lá agora então...

Odeio pessoas!

Apetece-me divagar sobre o tema, porque de facto "odeio pessoas". Quem me conhece mininamente sabe que eu não tenho problemas eu dizer aberta e rudemente as coisas, apesar de, na maioria das vezes, até ser aquela pessoa odiavelmente simpática que disparata sobre tudo. Contudo, o meu genuíno ódio por pessoas transaparece. Indiscriminadamente não tenho paciência para o ser humano com as suas permanentes pseudo-mutações. Permanentes e prevísiveis. Mais uma vez caímos no taylorismo e na estandardização. E, quanto mais odeio o ser humano, mais gosto de mim e de meia dúzia de não-pessoas (Ricardo, Paulinho, Ticha, Alice, Claudia, Hélio, Marina e desculpem lá aqueles dos quais não tenho agora paciência para me lembrar). Não-pessoas porque não correspondem a protótipos defeituosos e mecanizados, e porque genuinamente e manifestadamente com os seus acessos de loucura espontânea (Paulinho amor, lembro-me logo de ti..), realmente vibram com as pequenas grandes coisas. O meu ódio por pessoas remete-me sempre para o meu amor por indivíduos, gosto mais desta palavra, fria e tal, porque poucos são aqueles que o são e que vivem por si, se é que me fiz entender. Mais uma vez, e genuinamente, estou-me mesmo a cagar para tudo no geral, como alguns de vocês bem sabem, mas isto sempre numa perspectiva subjectiva porque por vocês o meu amor bruto transparece e é incondicional. E pronto, afirmação do dia: pessoas... não gosto de vocês! Obrigado a todos :)

Monday, June 30, 2008

Palavras de exaustão

As palavras não se gastam, o que se gasta é o uso desregrado das mesmas. Começo eu com as minhas divagações a propósito do desgaste mental de fim de dia. Uma rotina que, a dados momentos eu não consigo quebrar, mais do que uma necessidade, uma robotização patente em todos aqueles que se questionam demasiado e se conformam com as ocorrências mundanas. Pessoas demasiado genuínas que, não conseguem adaptar-se a uma série de cinrcunstâncias, que, e agora falo pelo que conheço, são não mais do que regras extenuantes que surgiram não de uma necessidade mas , tão somente ,de uma pretensão. Todos nós temos vícios ou manias peculiares, e nesse sentido, ou nos conformamos ou fazemos algo no sentido de os suprir. Pois bem, hoje não tenho moral para falar de combater o que me mantém desperta. De incentivar quem quer que seja a reconsiderar esses mesmos vícios. Hoje,e neste preciso momento, tudo o que posso dizer é que não me acredito em acções contraditórias a predisposições. E hoje estou predisposta a disaparatar comigo mesma, já que é um acto que não prejudica ninguém à minha volta. Egoísta mas consciente. Por mais uns momentos.

Thursday, May 01, 2008

Quebra cabeças

7/Abr/2008 20:25

Fragmentos do meu ser que insistem em obstruir o caminho da união. Por vezes encontrar a combinação certa é demasiado prevísivel, e nenhum de nós gosta de abraçar aquilo que à partida pode alcançar sem esforço. Não falo somente de pessoas, falo também de soluções, de viabilizar algo que à partida poderia dar uma maior constância. Falar de pessoas seria outro lugar-comum, não consigo falar mais de algo que simplesmente morreu no silêncio de actos contraditórios a intenções. Finalmente percebo porquê e, agradeço todo este ponderar que não foi excessivo, tão somente cauteloso. Contra-procedente seria não o ter feito. Supostamente deveria ser impulsiva, no entanto sou demasiado consciente e não vou lutar mais contra a minha natureza. Abraçar os defeitos, aceitar o que , por vezes se revela útil não é, de todo, crime. Posto isto, perco-me em devaneios e fantasias, como é tão caracteristicamente meu, o esboçar de um caminho serpenteado e a perda de tempo com pensamentos perfeitamente inuteís. Não obstante, permanece tudo intacto neste limbo entre o possível e o imaginário, porque a simplicidade, essa não se alcança decompondo uma série de protótipos defeituosos, mas apenas na essência perfeitamente imperfeita de vivências, já por si, decifradas. Não me canso de repetir... Vou sonhar, sonhar com a simplicidade que não existe sem pretensão, com a pretensão que não existe sem insegurança, com os defeitos que não existem sem virtudes...

Isto serve de justificação para todo o processo de libertação, até o blogue foi vitimizado face a uma aplicação inferior... Por vezes é preciso estar ciente da queda para pular a cerca (e há quem o faça, literalmente!)

Saturday, March 01, 2008

Cai mais uma máscara

Somos aquilo que teimamos em não ver,e, por mais que queiramos mostrar aquilo que não somos, as máscaras caem abruptamente. Custa crescer, e mais ainda, é doloroso ver os outros estagnados aos nossos olhos, talvez por ser díficil aceitar a evolução natural das coisas quando por ela já passamos. Exigimos demais, de nós, das circunstâncias que nos rodeiam, quando na realidade nunca estamos inteirados acerca das mesmas.
Por vezes sou frágil, e sou tudo aquilo que teimo em arrumar no sotão, não obstante, a poeira acaba por me cobrir e tudo aquilo que tenciono ofuscar desfaz-se num singelo instante. Se pudesse apagava todos estes momentos de clareza de espírito, e mergulhava na negritude que insisto em escavar nas minhas entranhas, mas de momento só consigo fracassar e ser o reflexo da minha inquietação e ingenuidade. Sou uma sonhadora, porém caio frequentemente dos abismos fantasiosos e surreais que vou criando, expectante e inocentemente. Confundo-me intencionalmente para camuflar o que não me quero permitir sentir. Há formas de masoquismo e auto-flagelação que ultrapassam o domínio físico, e pode-se dizer que adquiri um mestrado nas mesmas. Não me quero questionar nem permitir sentir, todavia o peso das reticiências que são fruto das minhas acções não me dão outra escolha. E, uma vez mais, resolvi anular-me em prol de algo que me supera, até, quem sabe um dia, já não sinta necessidade de desenhar mais um esboço sem qualidade.

"Honestly, what will become of me
Don't like reality
It's way too clear to me
But really life is dandy
We are what we don't see
Miss everything daydreaming"

8 e 18, sóbria e demasiado coerente...

Thursday, February 21, 2008

Dedicated to...

A partir de amanhã o tempo livre escasseia, posto isto só posso perder tempo com mais nostalgia pós-fim de ano hoje. Só hoje puderei pensar até à exaustão antes de me embrulhar em relatórios, trabalhos e coisas afins de final de curso. São as Claúdias, Hélio,Baixinha, Ricardo, Filipa, PJ, Ju, Ana Raquel e mais pessoas (ou talvez não!) que não me apetece pensar (se estes surgem por naturalidade por alguma razão o é), que fazem parte da minha vida e me ajudam neste permanente desafio que é lidar com o equilíbrio entre a responsabilidade e a inquietação, o que é permitido fazer e dizer, as coisas monótonas do dia a dia e as surpresas espectaculares proporcionadas pelos mais simples gestos. São todos estes que agitam a minha consciência, mesmo quando dou o tão característico corte e me enfio na toca por tempo indeterminado. Por vezes quero estar só, mas nunca desejei estar sozinha. São vocês que me entendem e completam, e mesmo assim não exigem nada de mim ao qual eu não poderia corresponder. Imperfeita, egoísta, egocêntrica... humana! Sinto tanta coisa ( hoje sem querer permiti-me sentir um pouco mais), revolvem-se pensamentos dentro de mim e quero, quero mesmo sair daqui e fazer acontecer. Mas o medo é cada vez maior, o medo de não ser suficientemente eficaz, palavra exacta, não consigo abandonar este lado robótico. Um dia destes um de vocês espantou-se de eu sorrir mesmo estando assim tão adormecida, mas de que vale sorrir por instantes para logo depois cair no erro de questionar tudo, como se nada pudesse ser natural, como se este plano exaustivo, o qual aplico no trabalho, se revelasse, uma vez mais, eficaz e mecânico em quase tudo que tenciono pôr em prática. Outro de vocês viu uma foto dos meus 16 anos e viu uma energia e um "I couldn´t care less" genuíno e vibrou com isso, como é extraordinário o que aquele momento captado em jeito de brincadeira mostra em relação às máscaras que, outrora, não existiam, pelo menos não deste jeito vincado. Adoro-vos, não o digo vezes suficiente, posso não ser a pessoa mais afectuosa mas por tudo isso sou eu. Penso muito em todos vocês (de formas diferentes,por razões diferentes e todos vocês são completamente distintos). Nunca me enquadrei em clichés de grupinhos ou tribos urbanas. Considero isso extremamente redutor, como tal só posso concluir que os fragmentos que me compõem se devem a todos vocês, ao meu carácter simultaneamente despegado e demasiado carente, ao facto de eu não viver em função de muitos, mas sim (e admito desavergonhadamente) de poucos e bons. Whatever, crappy thoughts de liberdade não me interessam : eu dependo de algumas pessoas, pessoas mágicas como vocês, por mais que por vezes me afaste, admito serem as que me dão vida. Vocês e a minha mãe que tanto amo, e que sei que brevemente estará ainda com mais força. E que força! Pessoas que não perdem tempo com parvalheiras e vivem, que não dependem de ansiolíticos e comprimidos para dormir para respirarem livremente, pessoas que souberam valorizar a sua existência em vez de estarem inertes sem um motivo válido. Pessoas que sentem, agem, irriadiam energia positiva, Pessoas e não esquemas robóticos. (bela tacada, ah?!). Porém estou aqui e continuarei, se depender deste corpo ao qual já me habituei e com o qual convivo confortavelmente, e desta mente repleta de pensamentos coerentes e parodoxos existenciais, como tantos outros.

Fragilidade sustentada

Depois de mais uma compulsão alimentar está a chegar a hora do alívio, quero estar contigo, abraçar-te e mimar-te até à exaustão. Tu que nunca choraste, nunca deixaste de sorrir por mais que estivesses ao meu lado a vomitar e a adormecer-me com as tuas doces palavras. Tu, para quem não consigo proferir discursos elaborados , simplesmente porque é a tua leveza a razão pela qual permaneço aqui, a sorrir e a pairar na esperança de um dia alcançar esse estado zen. Amo-te e mais não sei. Consigo afastar-me de tudo, esquecer pessoas,enlouquecer e disparatar pelas coisas mais irrisórias mas a ti seria incapaz sequer de magoar. Sou bruta por vezes, mas acho que a doçura que outras tantas vezes me acompanha se deve a ti, e a tudo o que me mostraste. Queria enaltrecer a tua pessoa de uma forma única mas não consigo, porque a tua existência já de si é singular. Não tarda estarei ao teu lado,e só isso basta para me sentir viva. Dos amigos falo muitas vezes, mas em ti penso mais ainda. Não és apenas linda, és indescrítivel. Amo-te mãe e já estou aqui a aguardar a hora, hora que por mim seria este exacto momento, contudo continuo nesta espera interminável . Já só faltam 3 horas, mas porque motivo é que elas se insistem em desdobrar em dias?!

...

Mais um desabafo. Obviamente que ainda estou a habituar-me à ideia. É duro, porque condiciona sempre a pessoa. Não é um mau corte de cabelo, ou uns quilos a mais. É uma condição permanente. Talvez as coisas tenham que seguir este rumo para uns de nós aprendermos com isso. Quero lá saber se sou uma "downer" e se isso incomoda muita gentinha mesquinha. O que me incomoda é haver tanta gente idiota que não sente nada, pessoas morrem, pessoas têm problemas reais mas para essa gentinha reles é como se nada fosse. Há sempre o factor "falta de talento" a sussurar-lhes o que têm que fazer para se fazerem notar. Pessoas que não sofrem com nada porque já fazem sofrer muita gente. Deve assentar nessa base o conceito de equílibrio cósmico. Ironia presente em tudo. Posto isto relativamente aquelas criaturas hediondas que não preciso citar individualmente, os quais não têm vida própria, e já agora uma salva de palmas para o Filipe e para a Marta que mostraram a garra de que são feitos, quero que fique registada aqui a minha posição relativamente a este mundinho de intrigas que nos cerca. Grow up, once more, get a dog, a guy, a sexual toy whatever... mas lembrem-se que há pessoas neste preciso momento com problemas reais, algumas das quais que, sinceramente não entendo como conseguem permanacer acordadas, e as quais não têm o mínimo interesse em viver com escumalha como vocês. U make me sick! Ponham as mãos na consciência e pensem em tudo o que não fizeram nestes três anos e meio. Sim, porque são sempre as pessoas menos inteligentes que têm que entrar nestes estratagemas próprios da adolescência. Finalmente posso dormir ciente que tenho muito valor, e que tu ainda mais valor tens por estares aqui neste momento, condicionada mas activa, sem nunca teres tido que calcar ninguém. Amo-te.

Ambiguidades

Sei o que se passa e não o vou negar, trata-se de bipolaridade condescendente, trata-se de uma miscelânea entre o dever e o querer. Trata-se de saudades do boémio ser que sempre fui sem realmente o ser. Não é minha intenção a rima, acho isso uma pirosada pegada, mas as palavras fluem e impelem-me a escrever sobre isto que sinto com aquela alegria efémera e momentânea que neste preciso momento se instalou e que não tarda se desvanece. Não vou agradecer, estou grata todos os dias, por vocês, por ela, pelos momentos de lucidez e clareza de espírito que antecedem ou precedem as pretensiosas oscilações de humor que insistem em se apoderar de mim. É normal, efeitos colaterais que, em breve, também não mais farão parte do meu quotidiano, porque a força, essa sim, é determinante, e mesmo nos momentos de fraqueza não esmoreço. Tantos momentos que passam e os mais belos são colectados, esses passados com todos vocês que me esboçam um sorriso, me mandam uma mensagem e estão comigo para mais um dia de observações pertinentes ou simplesmente para aparvalhar. Amanhã será , concerteza, um belo serão e aguardo com ferocidade o desenrolar dos acontecimentos que se seguem. Ambivalente mas sempre, em todos os momentos presentes e passados, paradoxalmente coerente. Amo-vos!

Thursday, December 27, 2007

Momentos Garden State

É assim que os vou intitular porque na realidade a magia remete-me para a atmosfera desse filme. Momentos mágicos que podem durar singelos instantes, porém fazem-nos reflectir em todas aquelas pausas despropositadas que ocorrem na nossa vida, e quando tudo se mexe em câmara lenta, ganha uma nova significação. Fujo de tanta coisa,evito "I´m an avoider", talvez por isso nunca saiba o que realmente posso ou devo mudar.O que posso ou não posso esperar. Esperas, esperas contínuas, cada vez rebobino mais a minha vida e desgasta-se a fita até perder todo o sentido. Como sempre, anulo-me. Como sempre deambulo e perco-me cada vez mais. Oculto de quase todos o que não acho permitido pensar ou sentir, rapariga prozac, certas coisas permanecem sempre iguais por mais que tentemos enfrentá-las. Quero? Posso? Não, apaga! Experencia a dor, humaniza-te e não desumanizes o que te rodeia. Mas assim? Sempre a questionar o menos óbvio, sempre a esquecer o que o subconsciente teima em trazer ao de cima? Sonhos vãos, esperanças remetidas para o onírico, fuga permanente, teimosia incessante. Vá, desiste de uma vez, ou então para com as anulações e REAGE!Expõe, magoa-te, SENTE! Bebe da tua própria inércia e deixa o desastre natural acontecer, por vezes nem tudo é tão preto no branco, e isso custa. Custa sentir, custa menos anular as peças do meu ser e desfragmentar-me até à exaustão. Até no meu desabafo continuo a correr com medo de me alcançar e tropeçar mesmo na recta final...

Friday, October 05, 2007

Prozac Nation

Vivemos rodeados de angústias, contratempos próprios que a tecnologia trouxe consigo, e consequentemente a cada vez mais acentuada falta de comunicação. Cada um de nós faz uso das mais variadas gradações de cor, critica e aponta, ajuda e corrompe, constrói e destitui o significado das coisas sem pensar em nada. Optamos pelo vazio, não o vazio no sentido de sermos inuteis, mas no sentido de afundarmos as emoções genuínas em detrimento daquilo que nos parece mais lógico. E depois é ver-nos a ingerir supostas pílulas da felicidade, ansiolíticos, recorrer às mais variadas formas de terapia na esperança de deturparmos ainda mais o que verdadeiramente sentimos, como se fosse algo de muito errado e contra-natura. Também eu pertenço à geração prozac, também eu enveneno o mundo e mostro o que não sou, não depositando esperança numa geração que cada vez mais se afunda em drogas para sentir o que não é. Sou contra o consumo de drogas pesadas, não me oponho ao consumo de marijuana apesar de não fazer uso dela como refúgio. Já ingeri grandes quantidades de alcóol, já experimentei algumas drogas e tudo o que experienciei foi essa tal fuga às emoções. Não acho correcto ter que fazer uso de prozac, alprazolam, triticum e psicotrópicos no geral para me sentir melhor, mas o facto é que também eu o faço. Meio adormecida, cansada mas inócua, como sempre fui, porque o veneno que espalho só se reflecte em mim própria. Sou um ser demasiado imperfeito mas que contrariamente a tantos outros não se dá ao trabalho de pisar ninguém, talvez por no fundo ser um ser bondoso apesar de demasiado egoísta como outros tantos.
Não vivi muito nem pouco, não sei qual a justa medida. Sou preguiçosa e simultaneamente hiperactiva, falo de mim e falo do que sinto porque era o que fazia antes e o que sempre farei. Não permito comentários porque vou continuar a escrever, a criticar-me e a criticar-vos como ser livre que sou, queiram depositar o vosso veneno no vosso próprio blog, esta é a minha forma de terapia. Levem-me à letra, sejam idiotas, pensem, ignorem, revoltem-se mas ajam! Existam sem temer as consequências! Não usem as máscaras a que nos habituaram pelo menos no vosso espaço pessoal, se é que fazem uso de um. Em suma... sintam! Dependências enojam-me, por isso sou consciente e sei largar as coisas,auto-medico-me no sentido de moderação, opto por sentir e expor o que tanto incomoda quem não tem coragem de se assumir. Posto isto um bom fim de semana para todos: os supostamente saudáveis e as pessoas reais!

Wednesday, September 12, 2007

Addictions


E cá está, na 2ª feira fui com a pessoa mais linda do Mundo ( vá lá não tenhas ciúmes é a minha mãe =P ) , pronto com as duas pessoas mais lindas que conheço ao El Corte Inglês, e fiquei fascinada com o supermercado. Sim, os preços praticados por vezes são um abuso, mas lá encontram-se coisas que não há em mais lado nenhum, e este leite condensado em tubinho é uma delas. Recomendo vivamente,espalhado em bolacha maria, pão de forma, já agora com um topping de chocolate à mistura, há dores de barriga que se justificam! Por trazer ficou o doce de leite, mas será para breve.
E sim, falo de comida as vezes que quiser, venha a comunidade de frustrados buh uh que levou com um post meu, estou à espera de mais desta vida de famosa lolol! Ahaha, o ser humano e os patamares da sua patetice já me deixaram de surpreender! Grow up, get a life, a dog, something!!! Anyway... Tudo isto para dizer que os prazeres da vida continuam a ser muitos e a todos os amantes de leite condensado e afins que não passam o dia com o cu sentado no sofá a ver se ele cresce mais 20 cms, recomendo o merecido doce. Aquelas recentes latas de leite condensado já cozido da nestle também não são más para barrar, mas as latas... Depois aquilo não dá para conservar por mais do que uns 4, 5 dias...
Há que aproveitar os restantes dias de férias para nos perdermos com este tipo de coisas e o Grey´s Anatomy, sim, completamente viciada, séries americanas continuam a rular venha quem quiser com as suas pseudo-críticas pseudo-elaboradas. Enjoy the simple things!!!

Sunday, August 19, 2007

Fluoxetina, mais conhecida como : a nova droga para quem não tem força de vontade

Este post é dedicado às pessoas não sabem lidar com a comida, eu própria tenho as minhas compulsões nocturnas, portanto também me é dedicado, mas tenho a perfeita noção de que enquanto trato as insónias, a forma mais razoável de tratar o (excessivo) apetite e os desvios alimentares é com exercício físico e força de vontade.
Não é comer 4,5 bolos por dia, entupir-me de comida e depois começar a tomar uma droga que basicamente deriva do prozac e nada tem a ver com o tratamento de emagrecimento (!) e espalhar orgulhosamente como perdi 8 kgs num mês, apesar de estar com um aspecto horrível, afinal " sou linda porque estou a ficar mais do que magra".
Eu estou magra, há quem diga demais, eu estou a lidar com os problemas de um emagrecimento feito sem remédios e de uma média de 4 quilos a menos por mês. Amenorreía secundária, oscilações terriveís de humor, isolamento, pesar-me imensas vezes ao dia. Não, nunca cheguei a ser anoréctica e muito menos bulímica, simplesmente gosto demasiado de comer, e o verão passado pensara eu ter sido uma benção a falta de apetite que me motivou a emagrecer. Pensara, na realidade não sabia o que estava para vir. Quando se emagrece muito 200 gramas a mais na balança pesam 5 quilos, ou mais, tudo se trata de "engordaste sua fraca!".
Agora posso dizer que estou melhor, não me peso várias vezes ao dia, aliás não me peso há 3 dias, mas hoje enfrento a balança porque é dia de almoçar com a sogrinha e tenho que ver se "mereço" o meu sundae de caramelo com cobertura extra ou se a comilança nocturna de sábado à noite me estragou os planos.
A minha melhor amiga sente-se bem, pois claro, também eu me sentia quando toda a gente me dizia "que magrinha que estás" e essa cambada de coisas futeís que são deliciosas de se ouvir para quem já teve uns quantos quilos a mais. Mas com uma diferença, ela toma a tal fluoxetina, que se usa em tratamento de distúrbios alimentares, só em certos e críticos casos (bulimia e binge eating, ok, talvez ela se enquadre no segundo caso...) mas que inibe o apetite temporariamente, depois vem a desgraça, aliás já começou,porque uma pessoa que tira o miolo do pão com queijo e resmunga porque lhe serviram com duas fatias em vez de uma... enfim...
"Saí do trabalho só agora comi a barra de limão" (17 horas), diz ela orgulhosamente ao estar de estômago vazio 9 horas seguidas, depois de um pequeno almoço, literalmente. E eu? Eu, amor de pessoa que sou, e farta de lhe mostrar o bicho que me tornei e de a avisar, simplesmente desliguei o telemóvel. Nunca "saltei" um lanche que fosse, podia comer muito pouco mas sempre fiz todas as refeições. Nunca excluí arroz, pão, batata como se eles fossem o culpado da minha gordura excessiva e não o facto de nem dar tempo para digerir os alimentos e ao invés me entupir de bolachas, pão, chocolates e afins (lol!). Caí no erro de usar substitutos de refeição à noite, sim, mas sempre almocei como uma pessoa normal (exluindo fritos obviamente...).
Não entendo como se pode ser tão cego depois de se saber que nem tudo é glamour e que nem sempre um "S" e calças 34/36 resolvem os problemas do ego. Mas pronto, os médicos da treta que continuem a receitar remédios para quem não consegue de outra forma, quando já sem remédios aprendi por minha conta e risco que querer demasiado é estupidez. "só quero 60" . "Só quero 57". E agora? 52, 53, 53.5 já dou margem de manobra para passar dos 52 que nem sequer eram uma hipótese inicialmente. Para ver um número estúpido que nada diz sobre quem sou, mas apenas sobre como as roupas me assentam (que obviamente me servem quando passo os 52 mas que na minha cabeça simbolizam já o caminhar para os 60´s). Sou idiota por ligar a uma coisa destas e mais idiota é quem brinca aos médicos e quem brinca às anoréxicas. Pessoas normais tem problemas reais. Eu tenho um problema bem mais real com o qual lidar, mas o fantasma deste problema ridículo assombra-me sempre, e só por ti, mais uma vez não vos interessa quem, pretendo arrumar a suposta depressão que se vem arrastando há muito, a futilidade de um número que teima em me querer ultrapassar ( mas mais teimosa sou eu damn it!!!) para contemplar uma existência gratificante em continuidade ( oui,o teu valor, esse sim é sempre uma mais valia na minha existência mesquinha).

Falta de...

das muitas tardes que passavamos a ver filmes asiáticos, filmes de terror ou comédias em vez de irmos para o antro;
das bebedeiras de sábado à noite quando eu e a Claúdia ainda não pensavamos tanto em coisas tão ridículas e nas obrigações inerentes a todo o ser humano;
de não ter preocupações;
de faltar às aulas de manhã para ir comer uma torrada no storia juntamente com um delicioso batido de café ou chocolate;
Basicamente haveria muito mais para dizer... mas o que falta é irresponsabilidade,loucura saudável, alegria e muito fuck you all à mistura ( mais uma vez não pretendo ferir susceptibilidades simplesmente não sou uma "people person", facto inegável e estou pouco me lixando para quem não aguenta o facto);
Não há nada que substitua uns anos de felicidade intensa, em que as pequenas coisas eram grandiosas e nas quais destaco sempre a figura de uma pessoa, sim tu meu amigo, desculpa se tenho tenho negligenciado demasiado ultimamente, no sleep, insane in the brain, acho que é altura ideal para dizer "nothing makes any sense to me, my skin´s coming off & so on...".
Crescer custa, principalmente quando o pack "shrinking things" não vem com instruções e/ou efeitos secundários adversos...

Friday, June 08, 2007

só por ti

Bem, visto que estou nos meus 15 minutos de fama há que aproveitar para regressar e falar de coisas realmente importantes para mim, e não de um grupinho de pessoas que se acham tãoooo melhores que todas as outras ao ponto de nem uma crítica aguentarem.
Há coisas que vão acontecendo e nos mostram que a parvoíce do ser humano é algo que já está tão enraízado que nem vale a pena perder tempo com isso.
Não ando com inspiração para "bitch about something", talvez porque de momento as minhas prioridades são mesmo estar sossegada sem ter que sustentar sequer a proliferação de ideias absurdas, as quais vos fazem sentir tão mal. Whatever...
Não sou dócil, não sou fácil e muito menos sou vossa amiga. Do meu clube restricto não faz parte a máscara permanente da afirmação da insegurança. Buh uhhh! Cadela raivosa :P
A vida não pára de agitar a nossa consciência e mostrar a pertinência dos nossos actos e desajustes, estou aqui, para ti, de momento dedico-me a ti e não me importa o turbilhão que possa provocar nos outros. Eles são-me indiferentes. Amor é indiferente, amizade também, tudo o que não sejas tu não me importa. Tu que revolves o meu mundo desde sempre com a tua calma e capacidade extrema de apaziguar. Tu que me conquistas cada dia mais e me mostras que nem tudo é vulgaridade. Tu que estarás presente no meu possível futuro. Só tu. Eu anulei-me momentâneamente. Os meus problemas não existem, só tu, e tudo o que choro às escondidas sê-lo-á só por ti, tudo o que faço já há algum tempo o é. E no dia em que me tirarem isso aí sim, podem fazer o que quiserem comigo, porque aí não me importa mais nada. Não deposito esperança em nada, só em ti.
Tu vês o que sou, e agrada-te, agradeço-te também por isso, porque só tu me agradas completamente, só tu preenches as lacunas do meu ser.
Só por ti vivo na falsidade do bem-estar, só por ti me envolvo nesta máscara e me anulo sem sequer me questionar. Talvez tudo isto seja demasiado vago, mas só assim consigo comunicar para ti O MAIS PURO SER.
Não gosto de nada nem de ninguém, não me meto na vossa vidinha porque o lixo humano a mim não me interessa, o vosso, o meu, dane-se tudo o que é acessório. Querem intriga procurem o Perez Hilton!

Claire: "It's like, how many evildoers do you have to kill before you become one yourself?"