Gostava de saber porque esperam tanto de mim?! Eu não sei o que esperar no geral, e à minha volta cercam-me com um muro de expectativas enormes, como se eu tivesse alguma aptidão fora do normal... Tudo o que demonstro é uma enorme insatisfação, que é interpretada ora como se fosse capaz de grandes feitos, ora como se tivessem medo do que me podem dizer. De qualquer das formas sinto uma grande pressão, no sentido de desejar que me vissem como realmente sou, talvez "muito capaz de" mas sobretudo " mais frágil do que".
Estou farta de interpelar quem não me diz nada e não dizer o que quero a quem quero! É a minha maior falha, aquela que não vejo meios de superar, que perdurará e se eu não me acautelar irá pôr termo a qualquer vislumbramento de autenticidade. Sou genuinamente pessimista, mas também existe mais do que aquilo que tão intensamente mostro.
Peço-te desde já desculpas, visto que não sei se mesmo a ti, que supostamente conheces tudo de mim, serei capaz de acompanhar sem a maldita máscara dos relacionamentos. Como o Paulo e eu um dia discutimos, é díficil livrarmo-nos de algo que, apesar de nos destruir, sustém as nossas preocupações que tendem a ser exarcebadas...
Wednesday, April 27, 2005
Sunday, April 24, 2005
Is this love that I´m feeling?!
Isto hoje vai assumir a forma de um relato... Sexta fiquei a saber que o Daniel gosta de mim, bem, já tínhamos bebido uns copos e foi muito estranho. Apercebi-me que também gosto dele, apenas tinha medo de o assumir. Somos dois seres loucos: foi preciso beber para confesssar os sentimentos. Ele tinha medo que eu não correspondesse aos seus sentimentos, escusado seria dizer porquê: não sou propriamente uma pessoa afectuosa e que transparece o que sente.
É estranho isto de gostar de uma pessoa que conhecemos há imenso tempo, que sabe quase tudo sobre nós, inclusive as histórias de outras paixões e as noites de bebedeiras desenfreadas... Mas por outro lado, conheço-o o suficiente para confiar nele, e se em cinco anos de amizade nunca nos chateamos, não estou a ver os problemas a surgirem agora...
Eu, que tendenciosamente, complico tudo, sinto-me agora segura e confiante, não sei se já para assumir uma relação, mas para estar com ele, e falarmos sobre isto...
Um post escrito num momento de alegria!!! Isto não costuma acontecer... :))
É estranho isto de gostar de uma pessoa que conhecemos há imenso tempo, que sabe quase tudo sobre nós, inclusive as histórias de outras paixões e as noites de bebedeiras desenfreadas... Mas por outro lado, conheço-o o suficiente para confiar nele, e se em cinco anos de amizade nunca nos chateamos, não estou a ver os problemas a surgirem agora...
Eu, que tendenciosamente, complico tudo, sinto-me agora segura e confiante, não sei se já para assumir uma relação, mas para estar com ele, e falarmos sobre isto...
Um post escrito num momento de alegria!!! Isto não costuma acontecer... :))
Monday, April 18, 2005
Pure Massacre
Encontro-me num seminário na Fundação Serralves e essa música dos Silverchair vai de encontro ao tipo de dor que me estão a infligir... Cada vez mais me sinto numa clausura labiríntica.
"Deformações e distorções", sim, é tudo isso que consigo visualizar momentaneamente... É claro que temos que nos conformar com coisas que nos desagradam profundamente, para conseguirmos transpôr o domínio do nosso amaldiçoado alter-ego, mas será que isto não termina?!
Estou farta deste tipo de pressão, como é que num espaço tão magnificiente quanto este se abordam as coisas de uma forma tão chata, tão estereotipada! Parabéns, acaba de superar um determinado professor a expôr a matéria de uma forma confusa e aborrecida!!! E depois queixam-se que Portugal não avança, e dinamismo? Onde é que ele anda?! Criatividade e interactividade, não?!
Alguns resultados que consigo atingir são satisfatórios, admito-o, mas maioritariamente colho as sementes oriundas dos meus próprios demónios, até que, "talvez um dia" acabe com essa reticiência impertinente!!!
"Deformações e distorções", sim, é tudo isso que consigo visualizar momentaneamente... É claro que temos que nos conformar com coisas que nos desagradam profundamente, para conseguirmos transpôr o domínio do nosso amaldiçoado alter-ego, mas será que isto não termina?!
Estou farta deste tipo de pressão, como é que num espaço tão magnificiente quanto este se abordam as coisas de uma forma tão chata, tão estereotipada! Parabéns, acaba de superar um determinado professor a expôr a matéria de uma forma confusa e aborrecida!!! E depois queixam-se que Portugal não avança, e dinamismo? Onde é que ele anda?! Criatividade e interactividade, não?!
Alguns resultados que consigo atingir são satisfatórios, admito-o, mas maioritariamente colho as sementes oriundas dos meus próprios demónios, até que, "talvez um dia" acabe com essa reticiência impertinente!!!
Sunday, April 17, 2005
American Beauty
Não, este post não é dedicado a esse excelente filme, mas de qualquer maneira relaciona-se com ele. Toda essa falsa beleza que as pessoas procuram incessantemente, esse ideal irritante. "Beauty is in the eye of the beholder" é uma frase que já não se aplica. Estamos na geração do físico, do ideal supremo da embalagem perfeita, e nulo interesse no conteúdo. Atrevo-me a generalizar, visto que em 90% dos casos é o que se constata.
"Tem pinta". Sim?! E o facto de snifar coca, isso não interessa?! Desculpa amiga, sei que interessou e muito, mas tinha que aludir a esse facto... Falo e também reparo nisso, obviamente, mas já não me desperta o mínimo interesse para além do estético.
Estou farta que falem comigo por me acharem bonitinha, e que não reparem que tenho um cérebro e que funciona plenamente. Fartei-me de conversas cliche, de lugares-comuns, como diria a minha tão amada Claire: "You know what I wish? I wish that just once people wouldn´t act like the cliches that they are".
Atrevo-me a atacar a minha própria geração, que em vez de mostrar que pensa, limita-se a agir pelo instinto animal. Sabem, se temos espírito criativo e construtivo, é por alguma razão... Não é para ser usado apenas nos campos mais básicos...
"Tem pinta". Sim?! E o facto de snifar coca, isso não interessa?! Desculpa amiga, sei que interessou e muito, mas tinha que aludir a esse facto... Falo e também reparo nisso, obviamente, mas já não me desperta o mínimo interesse para além do estético.
Estou farta que falem comigo por me acharem bonitinha, e que não reparem que tenho um cérebro e que funciona plenamente. Fartei-me de conversas cliche, de lugares-comuns, como diria a minha tão amada Claire: "You know what I wish? I wish that just once people wouldn´t act like the cliches that they are".
Atrevo-me a atacar a minha própria geração, que em vez de mostrar que pensa, limita-se a agir pelo instinto animal. Sabem, se temos espírito criativo e construtivo, é por alguma razão... Não é para ser usado apenas nos campos mais básicos...
Saturday, April 16, 2005
(none) feeling
Este post é dedicado ao Daniel, grande amigo, mas também amigo de grandes confusões. Normalmente não falo sobre paixões, não de forma tão explícita, mas hoje apetece-me, até porque, é sobre a falta de paixão( para não variar) que me vou debruçar.
Não percebo o que nos consome, sim, é o desejo, mas ao fim de cinco anos de amizade não é normal, mesmo tendo a pessoa em questão admitido, já há alguns anos que se sentia atraído pela minha estranha pessoa...
Bem, não sei se isto é saudável ou não, mas quando o nosso amigo é, (fisicamente) a perfeição, resistir, é tarefa que não se afigura possível. Hoje será mais uma noite de convívio, ou melhor será dizer, alcoól, e veremos o que se irá suceder. Seja como for, estou farta de ser a "miss non-sex", o celibato acaba por cansar, e , não é por ser com uma pessoa amiga, que até não é boa ideia.
Alguém que nos conhece, e pelo qual o sentimento é apenas de afeição simbólica, não possui o poder de nos magoar, o que, para alguém tão cobarde como eu é perfeito. Falo demais, mas já sei que na prática vou continuar à procura de alguém que não existe para partilhar qualquer rasgo de intimidade física comigo. Too much exposure? Who cares! A pessoa que me interessar, não há de ler isto antes que tal me apeteça. Até lá, obrigado por existires (blog) , aqui ficam mais uns pensamentos de uma miúda overrated...
Não percebo o que nos consome, sim, é o desejo, mas ao fim de cinco anos de amizade não é normal, mesmo tendo a pessoa em questão admitido, já há alguns anos que se sentia atraído pela minha estranha pessoa...
Bem, não sei se isto é saudável ou não, mas quando o nosso amigo é, (fisicamente) a perfeição, resistir, é tarefa que não se afigura possível. Hoje será mais uma noite de convívio, ou melhor será dizer, alcoól, e veremos o que se irá suceder. Seja como for, estou farta de ser a "miss non-sex", o celibato acaba por cansar, e , não é por ser com uma pessoa amiga, que até não é boa ideia.
Alguém que nos conhece, e pelo qual o sentimento é apenas de afeição simbólica, não possui o poder de nos magoar, o que, para alguém tão cobarde como eu é perfeito. Falo demais, mas já sei que na prática vou continuar à procura de alguém que não existe para partilhar qualquer rasgo de intimidade física comigo. Too much exposure? Who cares! A pessoa que me interessar, não há de ler isto antes que tal me apeteça. Até lá, obrigado por existires (blog) , aqui ficam mais uns pensamentos de uma miúda overrated...
Thursday, February 17, 2005
And... It´s February!!!
Não me perguntem por que motivo gosto dos títulos em inglês, serei obrigada a responder que é por me parecerem mais reais. Bem, posto isto já comecei a divagar e cá estou eu num momento importante para mim, insignificante para tantos outros: o meu ódio vago por este país de merda. Não tenho escrito nada, mas não é por não ter sobre o que escrever, estive em Londres e apesar dos contratempos que tive que enfrentar, desta vez sem um rasgo de culpa, o facto é que ao voltar senti mais uma vez tudo o que odeio... Apatia, tédio, tudo isso que me faz agir como se fosse uma cabra ingrata quando no fundo até sou uma cabra agradecida.
Não espero que alguém me entenda, eu sou mesmo um ser inexplicável, só quero que saibam que apesar de todo o nevoeiro ainda existe uma fatia de bolo de chocolate à vossa espera( tinha que brincar com comida, visto ser uma das minhas adições ridículas).
Também não entendo a razão da minha exposição, já que a vulnerabilidade que me é intrínseca causa-me nauseas, e apesar de hoje não estar a escrever merda nenhuma continuo a fazê-lo. Parece que agora estou oficialmente sem talento para o quer que seja. Preciso voltar a sair daqui urgentemente, em Londres vislumbrava-se um brilho no meu rosto, alegria, mas agora com mais estes problemas dos quais me recuso a falar isso não fará parte dos meus próximos projectos.
Bye 4 now*
Não espero que alguém me entenda, eu sou mesmo um ser inexplicável, só quero que saibam que apesar de todo o nevoeiro ainda existe uma fatia de bolo de chocolate à vossa espera( tinha que brincar com comida, visto ser uma das minhas adições ridículas).
Também não entendo a razão da minha exposição, já que a vulnerabilidade que me é intrínseca causa-me nauseas, e apesar de hoje não estar a escrever merda nenhuma continuo a fazê-lo. Parece que agora estou oficialmente sem talento para o quer que seja. Preciso voltar a sair daqui urgentemente, em Londres vislumbrava-se um brilho no meu rosto, alegria, mas agora com mais estes problemas dos quais me recuso a falar isso não fará parte dos meus próximos projectos.
Bye 4 now*
Sunday, January 23, 2005
Psychological needs
Tanta dor, não sei por que motivo me atacaste ultimamente... Tudo isto que não quero sentir, mas que se me impõe e me faz desfocar a lente, uma vez mais. Daqui a uma semana vou tirar férias de tudo isto, quem sabe, até da minha própria identidade, e assumir novas formas, formas essas, espero eu, mais aliciantes. Não consigo perceber o motivo de tanta ansiedade, talvez a nulidade do ser humano me assuste demasiado. Talvez esteja farta de todas estas conversas banais, pessoas sem conteúdo que se cruzam no meu caminho e que, inevitavelmente, acabo por rejeitar. Rejeito-as tal como rejeito o meu exterior. Nada se afigura mais importante do que a personalidade, se bem que também seria hipócrita se fingisse que a aparência não importa...
Onde estão todos esses que me entendem? São poucos os que falam a mesma linguagem do que eu. Recentemente incluí outra pessoa na categoria de "good achievements": a Ana Raquel. Não me admira que nos chateemos no futuro, mas já há muito tempo que não encontrava alguém com uma personalidade extra-ordinária( sim, sei que não é assim que se escreve, mas é para que entendam o que pretendo dizer...). De resto, só vejo mais e mais pessoas desbotadas e outras tais que são idiotas demais para merecerem uma qualquer forma de catalogação. "Eu quero", efectivamente, quero. Quero mudar e quero deixar de me afectar por toda a banalidade que me cerca. Um dia virá ao meu encontro, ou eu darei o derradeiro passo para enaltecer algo mais... Não será uma pessoa, essas são naturalmente enaltecidas quando surgem e me conquistam, tarefa tão árdua...
Onde estão todos esses que me entendem? São poucos os que falam a mesma linguagem do que eu. Recentemente incluí outra pessoa na categoria de "good achievements": a Ana Raquel. Não me admira que nos chateemos no futuro, mas já há muito tempo que não encontrava alguém com uma personalidade extra-ordinária( sim, sei que não é assim que se escreve, mas é para que entendam o que pretendo dizer...). De resto, só vejo mais e mais pessoas desbotadas e outras tais que são idiotas demais para merecerem uma qualquer forma de catalogação. "Eu quero", efectivamente, quero. Quero mudar e quero deixar de me afectar por toda a banalidade que me cerca. Um dia virá ao meu encontro, ou eu darei o derradeiro passo para enaltecer algo mais... Não será uma pessoa, essas são naturalmente enaltecidas quando surgem e me conquistam, tarefa tão árdua...
Saturday, January 01, 2005
Sentes a forma como te odeias? Odeias a forma como te sentes?
Estou a ouvir Bush, e a sentir toda uma ligação com esta música. Já há muito tempo que me apercebi que a minha verdadeira natureza não é a outra face da moeda. Tudo de trás para a frente, tudo uma distorção constante, a junção dos factos já não me amedronta, estou consciente de que não posso desistir desta luta, ou então nunca mais serei capaz de me reencontrar algures, onde alguém será capaz de ver tudo o que encobri neste nevoeiro dissimulado. Continuo a interpretar a minha vida como um quebra-cabeças, sei que existe uma mensagem subliminar que me vai ajudar a ser o que amo mas também tudo aquilo que ainda não fui capaz de apaziguar, num lugar de destaque do meu ser. Sei que a razão destes momentos de angústia está intimamente relacionada com o meu medo de ser feliz, e com todas as corrosões que deixei adormecidas dentro da minha mente. Já não gosto tanto de sonhar acordada, sinto que a minha imaginação foi catapultada, no entanto, quando me limito a sentir, nem tudo se perspectiva de uma forma tão negra como um dia quis pensar que assim o era. Foi tomada de assalto, e eu não ofereci a mínima resistência, porque deixei de reinventar o meu quotidiano, deixei subsistir uma pobreza de espírito, que parecia tão inofensiva mas poderia ter sido letal, se não a tivesse travado. Questiono-me se a terei travado a tempo e tudo o que sei é que, por mais momentos de inércia que viva, não me acomodo mais, o meu sofrimento absurdo mantém-me desperta, até que um dia, puderei resgatar o que perdi e reverter o que não cheguei a sentir...
Thursday, December 30, 2004
Dias prescindíveis...
Nestes últimos dias não tenho feito outra coisa senão sair à noite, a vontade é pouca, mas como a companhia é boa, lá arrasto o meu ego para mais uma descida vertiginosa. Não sei que se passa, sempre fui uma rapariga que adorava a noite e divertia-me sempre muito, porém, ultimamente, tal não se passa bem assim. Estou cansada desta cidade, provavelmente é isso, aliado ao facto de eu odiar terminantemente a ESE que me anda a afectar. Cheguei agora a casa, e apetece-me ficar uns dias sozinha, nem me apetece sair no Ano Novo. Espero que isto me passe depressa, recuso-me a entrar em depressão. Não obstante a minha conturbada existência, sempre me soube divertir, sempre fui uma pessoa disfuncional mas animada. Ainda bem que quase ninguém lê isto, hoje está a ser demasiado pessoal, mas não me importo. Pelo menos passo para aqui o que me perturba, em vez de simplesmente fazer de conta que está tudo bem. Mais uma vez é tudo culpa da maldita visão mundana que me faz aperceber só dos contras, porquê os contras?! Por que motivo somos tão egocêntricos ao ponto de nos debatermos com coisas tão absurdas? A pequenez do ser humano assusta-me, assim como também toda a sua imensidão. Ser uma pessoa de extremos é muito desconfortável, ora está tudo bem, ora tudo se transforma de uma maneira irrisória. Mas já me estou a prolongar demais para um dia em que não tenho nada de pertinente para dizer.
Monday, December 27, 2004
Aborrecimento justificado... [bored to hell]
Cheguei agora a casa, estou tão entediada que achei que o melhor era escrever, assim pode ser que entenda o porquê deste estado de espírito tão impertinente...
Acordei na casa do Hélio, um bocado cansada, mas aí ainda estava bem, foi de tarde que isto se apoderou de mim. Olhei à minha volta e só vi protótipos defeituosos... Tudo se movimenta sem energia, sem um sorriso genuíno. É um "temos que" constante, um ciclo tão vicioso quanto vertiginoso. Apeteceu-me interpelar quem passava e dar-lhes um empurrão para ver se, dessa forma, constatavam o nada no qual se acomodaram. A dado momento apercebi-me que o problema é só meu, sou eu que rejeito o que desconheço, sou eu que o rotulo,mas se o faço é porque até agora niguém me maravilhou... Culpem-me e eu continuarei a culpar-vos também, pois somos todos uma descarga emocional descontínua e constantemente interrompida. Desculpa, deixas-me acabar?! Estou a dar um sentido ao que sinto, ou melhor dizendo, à falta de sentimentos. Quero que chegue depressa o dia em que vou sair daqui, para já será só espacialmente, mas "talvez um dia" o seja espiritualmente. Acredito-me que há algo mais do que isto, visto que sou uma fã acérrima da amizade e do convívio, só gostava de não me fartar tanto das imperfeições da vida. Todos somos seres incompletos e imperfeitos, todavia damo-nos ao trabalho de nos importunarmos só porque a um dado dia nos sentimos deslocados e desprovidos de sentido.
Nunca gostei muito de rosa, sempre fui uma rapariga mais virada para o vermelho, para a paixão, para a indagação,mas chega! Nem todos os dias são uma descoberta positiva, o que é relevante é zangarmo-nos com o mundo por uma razão plausível. A minha razão hoje é a falta de paixão a que assisto diariamente, obrigado por me afectarem! Sempre quer dizer que vos repugno tanto por estar apaixonada pela minha vida mesmo quando ela não aquece nem arrefece o meu paladar! A minha magia permanece, apenas adormeceu por momentos...
Acordei na casa do Hélio, um bocado cansada, mas aí ainda estava bem, foi de tarde que isto se apoderou de mim. Olhei à minha volta e só vi protótipos defeituosos... Tudo se movimenta sem energia, sem um sorriso genuíno. É um "temos que" constante, um ciclo tão vicioso quanto vertiginoso. Apeteceu-me interpelar quem passava e dar-lhes um empurrão para ver se, dessa forma, constatavam o nada no qual se acomodaram. A dado momento apercebi-me que o problema é só meu, sou eu que rejeito o que desconheço, sou eu que o rotulo,mas se o faço é porque até agora niguém me maravilhou... Culpem-me e eu continuarei a culpar-vos também, pois somos todos uma descarga emocional descontínua e constantemente interrompida. Desculpa, deixas-me acabar?! Estou a dar um sentido ao que sinto, ou melhor dizendo, à falta de sentimentos. Quero que chegue depressa o dia em que vou sair daqui, para já será só espacialmente, mas "talvez um dia" o seja espiritualmente. Acredito-me que há algo mais do que isto, visto que sou uma fã acérrima da amizade e do convívio, só gostava de não me fartar tanto das imperfeições da vida. Todos somos seres incompletos e imperfeitos, todavia damo-nos ao trabalho de nos importunarmos só porque a um dado dia nos sentimos deslocados e desprovidos de sentido.
Nunca gostei muito de rosa, sempre fui uma rapariga mais virada para o vermelho, para a paixão, para a indagação,mas chega! Nem todos os dias são uma descoberta positiva, o que é relevante é zangarmo-nos com o mundo por uma razão plausível. A minha razão hoje é a falta de paixão a que assisto diariamente, obrigado por me afectarem! Sempre quer dizer que vos repugno tanto por estar apaixonada pela minha vida mesmo quando ela não aquece nem arrefece o meu paladar! A minha magia permanece, apenas adormeceu por momentos...
Amo a Lauren Ambrose!

Ok... Isto do fanatismo pelas stars já teve os seus dias de glória, ou não.... Não me interessa, só sei que gosto mesmo muito da Lauren Ambrose, ela está excelente no papel de Claire no Six Feet Under, quem é que não tem um pouco de Claire?! Apatia, inteligência, e uma sensibilidade extraordinária muito camuflada (ok... os nerds não contam...). A minha obsessão não acaba aqui... A Lauren Ambrose é linda, simplesmente uma actriz genial, quando já se começava a pensar que estavamos numa geração de "modelos", eis que algúem se destaca pela positiva. Sim, todos esses jovens que não sabem representar mas têm um maldito paminho de cara, todos essas malditas barbies e kens... well fuck them! Já agora, acabei de me lembrar( por falar em modelos...), há sempre uma ou outra excepção, os meus parabéns também ao Ashton Kutcher, que está muito bem no "That 70´s Show", não sou fã dele mas o Kelso é um personagem hilariante...
Sunday, December 19, 2004
Não quero pensar mais...
Fartei-me de tudo isto, tudo o que me faz adoecer e envelhecer a cada dia que passa. Ando bem, e de um momento para o outro tudo se desmorona. Não quero pensar mais, quero viver! Porque é que esta busca pelo equilíbrio não se afigura possível? Não quero que gostem de mim, só quero que me aceitem, como sou. Não sou um ser excepcional, não sou calma e, não, não gosto de fingir-me bem quando não me sinto assim. Quando estou serena, é quando menos penso nos outros, mas nestas alturas em que tudo entra em rota de colisão, penso e não gosto do que percepciono. Perdi a fé na espécie humana, e disso não posso culpar ninguém. Perdi-me algures e peço desculpa a quem não tenho prestado atenção, não o faço propositadamente, simplesmente estou entediada e uso a máscara da apatia, que cada vez menos me encaixa na perfeição...
Wednesday, December 15, 2004
Menininha infeliz...
Bem, este post é dedicado à Angie, que julgava ser grande amiga minha mas que se está a revelar mais uma decepção...
Odeio pessoas que têm a mania que são altruístas quando são é umas egoístas de merda! Hoje não vou ter classe nenhuma porque isto é acima de tudo um desabafo.... Somos todos egoístas, essa é uma das condições básicas do ser humano, e eu sou daquelas pessoas que não tem qualquer tipo de problemas em admitir: eu, eu, as minhas coisas e depois as pessoas importantes para mim. Agora pessoas mentirosas, compulsivamente, e egoístas até para os melhores amigos, hum... FUCK THEM!Gosto muito de ti mas estou farta que interpretes o papel da menininha infeliz quando tens algum interesse. Olha para o espelho: ao menos assume que tal como eu também és uma cabra. E bem pior, porque eu posso ser fria mas não sou fingida. Sorry, estou farta de lamechices. Ao Ricardo, Claudinha, Ju e PJ os meus parabéns!! Estou farta de pessoas dissimuladas e vocês, para o melhor,ou não... são sempre genuínos!
Odeio pessoas que têm a mania que são altruístas quando são é umas egoístas de merda! Hoje não vou ter classe nenhuma porque isto é acima de tudo um desabafo.... Somos todos egoístas, essa é uma das condições básicas do ser humano, e eu sou daquelas pessoas que não tem qualquer tipo de problemas em admitir: eu, eu, as minhas coisas e depois as pessoas importantes para mim. Agora pessoas mentirosas, compulsivamente, e egoístas até para os melhores amigos, hum... FUCK THEM!Gosto muito de ti mas estou farta que interpretes o papel da menininha infeliz quando tens algum interesse. Olha para o espelho: ao menos assume que tal como eu também és uma cabra. E bem pior, porque eu posso ser fria mas não sou fingida. Sorry, estou farta de lamechices. Ao Ricardo, Claudinha, Ju e PJ os meus parabéns!! Estou farta de pessoas dissimuladas e vocês, para o melhor,ou não... são sempre genuínos!
Sunday, December 12, 2004
Querida ESE...
Não me venham com tretas, como pode ser saudável contradizer o que sentimos, quando o que sentimos já constitui por si só uma grande contradição? Nesta fase pré-adulta idolatrarmo-nos é o "ideal supremo". O falso ideal de todos aqueles que só conhecem aquilo que, surpreendentemente, ainda conseguem ver (!) e que mesmo assim opinam sobre tudo e todos como se fossem o centro do universo e a sapiência deles fosse invulgar. A palavre - chave que encontro para caracterizar essas pessoas, sim, estereotipar( deixemo-nos de cinismos) é precisamente VULGARIDADE. Viver em função dos outros é o culminar de um projecto mal elaborado que não foi alvo de rectificação, ainda mais, quando se tratam dos anormais que frequentam a ESE( às raras excepções não preciso de pedir desculpa, é óbvio que vocês sabem que não têm lugar junto destes mental-retards). Desagradarmo-nos com as nossas atitudes patéticas é estarmos receptivos à mudança. Tudo uma questão de personalidade, ou, no vosso caso, da falta dela...
Tuesday, December 07, 2004
Assumption meets protection
I am here but still anywhere...
I am aware, I am afraid, but either way... I am not!
I am to blame,but still do not feel any kind of shame...
Feeling should be everything...
When you feel you are too lost to be real, what do you assume?
If something´s getting in the way surely it´s doom...
Misfortune is not a condition,
only a state of deadly addiction,
In this sudden chaos getting into your own mind should be the most difficult task,
or else, everything you ever wanted( and still don´t have) won´t last,
Continuous deceptive appearances can lead into unknown receptive experiences,
Listening to myself made things clear: I am not a mess,
I just want to think like that and to feel less!
Protect yourself but,please, stop being your own reject!
Aula de história de arte do ano passado...hum... p/vezes até era produtiva!!
I am aware, I am afraid, but either way... I am not!
I am to blame,but still do not feel any kind of shame...
Feeling should be everything...
When you feel you are too lost to be real, what do you assume?
If something´s getting in the way surely it´s doom...
Misfortune is not a condition,
only a state of deadly addiction,
In this sudden chaos getting into your own mind should be the most difficult task,
or else, everything you ever wanted( and still don´t have) won´t last,
Continuous deceptive appearances can lead into unknown receptive experiences,
Listening to myself made things clear: I am not a mess,
I just want to think like that and to feel less!
Protect yourself but,please, stop being your own reject!
Aula de história de arte do ano passado...hum... p/vezes até era produtiva!!
Imbuídos na ignorância
Por vezes agimos de forma tão contra-natura que nem sentimos o que estamos a fazer. Magoamo-nos pois queremos modificar algo que já seguiu o seu rumo,cujos frutos representarão o que será acertado,não obstante a falcatrua recriada intencionalmente e simultaneamente de uma forma tão irracional! Estive doente física e emocionalmente, não conseguindo transparecer o que me preocupava. A mesma falésia persistia na obstrução do caminho já por si deturpado... Não recolhia forças para conseguir imperar nesse território tão vasto e desconhecido, não de uma forma tão abrupta. Assim como esperava que a mutualidade que estava implícita num negócio de difícil negociação fosse cumprida. Vulnerável,desinteressada e desinteressante, era assim que me via nesse reflexo surrealista. Opções mal delineadas,sentimentos embrulhados em papel demasiado gasto para não se rasgar.... À medida que se rasgava o seu conteúdo tornava-se translúcido. Tudo assumiu uma nova configuração: previsível e pouco arrojada. Tanta confusão é rapidamente arrumada numa arca no sotão e aí perdurará,esquecida...
Wednesday, November 10, 2004
A fuga de um sentimento distorcido
Um desafio, não mais custoso do que o habitual, apenas penoso na medida em que a minha mente deturpa os acontecimentos. Gostava de te acompanhar, porém deambulo numa estrada infindável também ela repleta de sinuosas curvas, onde qualquer atalho pode conduzir a um possível desastre. Tento ser paciente, reter tudo o que sinto algures. Longe do teu alcance, não obstante, a linha avizinha-se tão ténue que a minha negritude transparece. Desculpa-me. Não sou a pessoa certa para ti, transformei tudo o que temos numa hipérbole porque tu não passas de mais uma reticência. A distância entre o "talvez se" e o propriamente dito continua imensurável. Quero-te, porém aborreces-me. Deixo-te mas vou sentir falta de te desprezar e de gostar de ti da forma doce à qual te habituei. Não há nenhum elo forte, mas as nossas barreiras, essas são também só da responsabilidade da tua maldita doença. Essa, que não tem razão de ser, o teu pretexto para não cresceres. Porém, não te posso exigir nada visto que a tua idade mental condiciona tudo. Não és maduro, mas és alguém digno, apesar de entediante. Crescerás quando te aperceberes do que podes ser se saíres desse mundo tão obtuso. A ti, deixo-te uma vírgula, a vírgula do que poderás continuar a escrever... ( mais uma aula chata...)
Monday, April 07, 2003
Generalizações moribundas
Já adormeceste de tal forma que te sentiste morto? Já te induziste a pensar que a morte é o pensamento dominante do teu quotidiano? Então, já reduziste a morte ao aborrecimento... Reflectimos tanto, estabelecemos comparações patéticas para culpabilizarmos a nossa inércia. Soa melhor ver a morte como a companheira fiel, sempre prestes a ajudar ( sem nunca o realmente fazer...). Queres abraçá-la simplesmente para soltar os males oriundos dos teus pensamentos! Morte, vida, ambas são de extrema consideração. Não sou uma fã acérrima da vida, nem uma defensora incondicional da morte. Pode ser que a morte corresponda a uma espécie de libertação, no entanto só nos podemos libertar quando realmente estivermos presos a algo. Gostava de me prender à vida e, então se permanecesse insatisfeita, aí sim, libertar-me-ia! Pela frustração de não alcançar nenhum dos extremos é que não hei de passar! Vou então amarrar-me ao que tens para me oferecer para descobrir se de facto joguei o teu jogo(vida) e, simultaneamente, lutar contra este coma( inércia) para justificar o meu insucesso...
Cidade Suja
Voltei a um estado fantasioso... Fantasio com uma vida efémera mas preenchida de diferentes emoções, diferentes cores e menos dissabores...
Há algo que me está a empurrar para um sítio oportuno, espero eu! Embora a inquietação continue a manifestar-se desequilibradamente, sinto uma mudança para breve [ ou então encontro-me num abismo de tal ordem que a anseio com ferocidade!]
Tanta coisa que já não faz sentido algum, que não passou de uma mera ilusão, folgo em ter visto o que mais tardiamente me iria afectar negativamente. Assim, contemplei a paisagem toda e o pano de fundo que se assemelhava a um azul-céu não passa de um pano cinzento, denegrido por motivos que me são alheios e aos quais não darei um único rasgo de consideração... jamais!
Nesta cidade cinzenta e suja, a inocência é uma benção.
Não podendo permanecer inocente, tento distanciar-me relativamente a tudo que me causa náuseas interiores... Não é fácil! Invejo a alegria de quem não atribui demasiada importância a toda esta desmoralização. Quem se deixa afectar, tal como eu o faço, não consegue ser verdadeiramente feliz.
Desejo avidamente recuperar a alegria que tinha com quinze anos e fazê-lo exclusivamente por mim, sem o auxílio de ninguem! A minha veia apaixonada é algo que tenho que resguardar, para que este objectivo seja cumprido com precisão...
Há algo que me está a empurrar para um sítio oportuno, espero eu! Embora a inquietação continue a manifestar-se desequilibradamente, sinto uma mudança para breve [ ou então encontro-me num abismo de tal ordem que a anseio com ferocidade!]
Tanta coisa que já não faz sentido algum, que não passou de uma mera ilusão, folgo em ter visto o que mais tardiamente me iria afectar negativamente. Assim, contemplei a paisagem toda e o pano de fundo que se assemelhava a um azul-céu não passa de um pano cinzento, denegrido por motivos que me são alheios e aos quais não darei um único rasgo de consideração... jamais!
Nesta cidade cinzenta e suja, a inocência é uma benção.
Não podendo permanecer inocente, tento distanciar-me relativamente a tudo que me causa náuseas interiores... Não é fácil! Invejo a alegria de quem não atribui demasiada importância a toda esta desmoralização. Quem se deixa afectar, tal como eu o faço, não consegue ser verdadeiramente feliz.
Desejo avidamente recuperar a alegria que tinha com quinze anos e fazê-lo exclusivamente por mim, sem o auxílio de ninguem! A minha veia apaixonada é algo que tenho que resguardar, para que este objectivo seja cumprido com precisão...
Monday, February 03, 2003
O bichinho estranho de há dois anos atrás....
Mais uma fuga na minha vida... Outra fuga pouco sentida. A não-identificação leva à desvalorização de tudo o que nos é proporcionado pela natureza.
Tanto as boas como as más recordações nos fazem sofrer... As boas, visto não estarem mais ao nosso alcance, as más dado que nos continuam a perseguir. Um sofrimento paradoxal e parasitário que se alimenta da nossa felicidade, sugando-a até ao limite do nosso absurdo.
Criamos dependências irrisórias na tentativa de preenchermos as lacunas da nossa existência. Aprendemos a ser o que abominávamos outrora...
Os que vivem fora de tudo isto...nem sei se os admiro verdadeiramente, teria que conhecer o meio em que se movimentam... Encontro-me numa zona de quarentena. Até a crueldade alheia deixou de ser incutida de uma ponta de criatividade...
A tecnologia não compra o tédio,como se só é acessível a quem dela menos carece?! Estou a ser uma cabra generalista, mas não era melhor viver sem ela se todas as nossas acções fossem determinantes? Não nego a sua utilidade mas não perdemos já demasiado como seres portadores de uma alma? Vá, atrevam-se a responder-me! Provem-me que estou terminantemente errada!
Sou uma HIPÓCRITA, também me rendi à tecnologia e a minha relação de amor-ódio,essa é a minha droga. A droga de vida que escolhi por ser tão... pequena! Valorizar algo agora, é um atrevimento! E a pobre menina nunca foi pessoa de tal acto! Oh,como é simples permanecer nesta lixeira! Como é fácil arranjar uma justificação para não me dar ao trabalho de reciclar!
Tudo o que sinto é díspar do que tu sentes, não há unissonância,jamais houve... Não me acho detentora da razão mas isso fica para outra oportunidade... De tal forma ignóbeis, apenas poderemos alcançar a sapiência se nos dignarmos a partilhar...
Tanto as boas como as más recordações nos fazem sofrer... As boas, visto não estarem mais ao nosso alcance, as más dado que nos continuam a perseguir. Um sofrimento paradoxal e parasitário que se alimenta da nossa felicidade, sugando-a até ao limite do nosso absurdo.
Criamos dependências irrisórias na tentativa de preenchermos as lacunas da nossa existência. Aprendemos a ser o que abominávamos outrora...
Os que vivem fora de tudo isto...nem sei se os admiro verdadeiramente, teria que conhecer o meio em que se movimentam... Encontro-me numa zona de quarentena. Até a crueldade alheia deixou de ser incutida de uma ponta de criatividade...
A tecnologia não compra o tédio,como se só é acessível a quem dela menos carece?! Estou a ser uma cabra generalista, mas não era melhor viver sem ela se todas as nossas acções fossem determinantes? Não nego a sua utilidade mas não perdemos já demasiado como seres portadores de uma alma? Vá, atrevam-se a responder-me! Provem-me que estou terminantemente errada!
Sou uma HIPÓCRITA, também me rendi à tecnologia e a minha relação de amor-ódio,essa é a minha droga. A droga de vida que escolhi por ser tão... pequena! Valorizar algo agora, é um atrevimento! E a pobre menina nunca foi pessoa de tal acto! Oh,como é simples permanecer nesta lixeira! Como é fácil arranjar uma justificação para não me dar ao trabalho de reciclar!
Tudo o que sinto é díspar do que tu sentes, não há unissonância,jamais houve... Não me acho detentora da razão mas isso fica para outra oportunidade... De tal forma ignóbeis, apenas poderemos alcançar a sapiência se nos dignarmos a partilhar...
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