Thursday, February 21, 2008
...
Mais um desabafo. Obviamente que ainda estou a habituar-me à ideia. É duro, porque condiciona sempre a pessoa. Não é um mau corte de cabelo, ou uns quilos a mais. É uma condição permanente. Talvez as coisas tenham que seguir este rumo para uns de nós aprendermos com isso. Quero lá saber se sou uma "downer" e se isso incomoda muita gentinha mesquinha. O que me incomoda é haver tanta gente idiota que não sente nada, pessoas morrem, pessoas têm problemas reais mas para essa gentinha reles é como se nada fosse. Há sempre o factor "falta de talento" a sussurar-lhes o que têm que fazer para se fazerem notar. Pessoas que não sofrem com nada porque já fazem sofrer muita gente. Deve assentar nessa base o conceito de equílibrio cósmico. Ironia presente em tudo. Posto isto relativamente aquelas criaturas hediondas que não preciso citar individualmente, os quais não têm vida própria, e já agora uma salva de palmas para o Filipe e para a Marta que mostraram a garra de que são feitos, quero que fique registada aqui a minha posição relativamente a este mundinho de intrigas que nos cerca. Grow up, once more, get a dog, a guy, a sexual toy whatever... mas lembrem-se que há pessoas neste preciso momento com problemas reais, algumas das quais que, sinceramente não entendo como conseguem permanacer acordadas, e as quais não têm o mínimo interesse em viver com escumalha como vocês. U make me sick! Ponham as mãos na consciência e pensem em tudo o que não fizeram nestes três anos e meio. Sim, porque são sempre as pessoas menos inteligentes que têm que entrar nestes estratagemas próprios da adolescência. Finalmente posso dormir ciente que tenho muito valor, e que tu ainda mais valor tens por estares aqui neste momento, condicionada mas activa, sem nunca teres tido que calcar ninguém. Amo-te.
Ambiguidades
Sei o que se passa e não o vou negar, trata-se de bipolaridade condescendente, trata-se de uma miscelânea entre o dever e o querer. Trata-se de saudades do boémio ser que sempre fui sem realmente o ser. Não é minha intenção a rima, acho isso uma pirosada pegada, mas as palavras fluem e impelem-me a escrever sobre isto que sinto com aquela alegria efémera e momentânea que neste preciso momento se instalou e que não tarda se desvanece. Não vou agradecer, estou grata todos os dias, por vocês, por ela, pelos momentos de lucidez e clareza de espírito que antecedem ou precedem as pretensiosas oscilações de humor que insistem em se apoderar de mim. É normal, efeitos colaterais que, em breve, também não mais farão parte do meu quotidiano, porque a força, essa sim, é determinante, e mesmo nos momentos de fraqueza não esmoreço. Tantos momentos que passam e os mais belos são colectados, esses passados com todos vocês que me esboçam um sorriso, me mandam uma mensagem e estão comigo para mais um dia de observações pertinentes ou simplesmente para aparvalhar. Amanhã será , concerteza, um belo serão e aguardo com ferocidade o desenrolar dos acontecimentos que se seguem. Ambivalente mas sempre, em todos os momentos presentes e passados, paradoxalmente coerente. Amo-vos!
Thursday, December 27, 2007
Momentos Garden State
É assim que os vou intitular porque na realidade a magia remete-me para a atmosfera desse filme. Momentos mágicos que podem durar singelos instantes, porém fazem-nos reflectir em todas aquelas pausas despropositadas que ocorrem na nossa vida, e quando tudo se mexe em câmara lenta, ganha uma nova significação. Fujo de tanta coisa,evito "I´m an avoider", talvez por isso nunca saiba o que realmente posso ou devo mudar.O que posso ou não posso esperar. Esperas, esperas contínuas, cada vez rebobino mais a minha vida e desgasta-se a fita até perder todo o sentido. Como sempre, anulo-me. Como sempre deambulo e perco-me cada vez mais. Oculto de quase todos o que não acho permitido pensar ou sentir, rapariga prozac, certas coisas permanecem sempre iguais por mais que tentemos enfrentá-las. Quero? Posso? Não, apaga! Experencia a dor, humaniza-te e não desumanizes o que te rodeia. Mas assim? Sempre a questionar o menos óbvio, sempre a esquecer o que o subconsciente teima em trazer ao de cima? Sonhos vãos, esperanças remetidas para o onírico, fuga permanente, teimosia incessante. Vá, desiste de uma vez, ou então para com as anulações e REAGE!Expõe, magoa-te, SENTE! Bebe da tua própria inércia e deixa o desastre natural acontecer, por vezes nem tudo é tão preto no branco, e isso custa. Custa sentir, custa menos anular as peças do meu ser e desfragmentar-me até à exaustão. Até no meu desabafo continuo a correr com medo de me alcançar e tropeçar mesmo na recta final...
Friday, October 05, 2007
Prozac Nation
Vivemos rodeados de angústias, contratempos próprios que a tecnologia trouxe consigo, e consequentemente a cada vez mais acentuada falta de comunicação. Cada um de nós faz uso das mais variadas gradações de cor, critica e aponta, ajuda e corrompe, constrói e destitui o significado das coisas sem pensar em nada. Optamos pelo vazio, não o vazio no sentido de sermos inuteis, mas no sentido de afundarmos as emoções genuínas em detrimento daquilo que nos parece mais lógico. E depois é ver-nos a ingerir supostas pílulas da felicidade, ansiolíticos, recorrer às mais variadas formas de terapia na esperança de deturparmos ainda mais o que verdadeiramente sentimos, como se fosse algo de muito errado e contra-natura. Também eu pertenço à geração prozac, também eu enveneno o mundo e mostro o que não sou, não depositando esperança numa geração que cada vez mais se afunda em drogas para sentir o que não é. Sou contra o consumo de drogas pesadas, não me oponho ao consumo de marijuana apesar de não fazer uso dela como refúgio. Já ingeri grandes quantidades de alcóol, já experimentei algumas drogas e tudo o que experienciei foi essa tal fuga às emoções. Não acho correcto ter que fazer uso de prozac, alprazolam, triticum e psicotrópicos no geral para me sentir melhor, mas o facto é que também eu o faço. Meio adormecida, cansada mas inócua, como sempre fui, porque o veneno que espalho só se reflecte em mim própria. Sou um ser demasiado imperfeito mas que contrariamente a tantos outros não se dá ao trabalho de pisar ninguém, talvez por no fundo ser um ser bondoso apesar de demasiado egoísta como outros tantos.
Não vivi muito nem pouco, não sei qual a justa medida. Sou preguiçosa e simultaneamente hiperactiva, falo de mim e falo do que sinto porque era o que fazia antes e o que sempre farei. Não permito comentários porque vou continuar a escrever, a criticar-me e a criticar-vos como ser livre que sou, queiram depositar o vosso veneno no vosso próprio blog, esta é a minha forma de terapia. Levem-me à letra, sejam idiotas, pensem, ignorem, revoltem-se mas ajam! Existam sem temer as consequências! Não usem as máscaras a que nos habituaram pelo menos no vosso espaço pessoal, se é que fazem uso de um. Em suma... sintam! Dependências enojam-me, por isso sou consciente e sei largar as coisas,auto-medico-me no sentido de moderação, opto por sentir e expor o que tanto incomoda quem não tem coragem de se assumir. Posto isto um bom fim de semana para todos: os supostamente saudáveis e as pessoas reais!
Não vivi muito nem pouco, não sei qual a justa medida. Sou preguiçosa e simultaneamente hiperactiva, falo de mim e falo do que sinto porque era o que fazia antes e o que sempre farei. Não permito comentários porque vou continuar a escrever, a criticar-me e a criticar-vos como ser livre que sou, queiram depositar o vosso veneno no vosso próprio blog, esta é a minha forma de terapia. Levem-me à letra, sejam idiotas, pensem, ignorem, revoltem-se mas ajam! Existam sem temer as consequências! Não usem as máscaras a que nos habituaram pelo menos no vosso espaço pessoal, se é que fazem uso de um. Em suma... sintam! Dependências enojam-me, por isso sou consciente e sei largar as coisas,auto-medico-me no sentido de moderação, opto por sentir e expor o que tanto incomoda quem não tem coragem de se assumir. Posto isto um bom fim de semana para todos: os supostamente saudáveis e as pessoas reais!
Wednesday, September 12, 2007
Addictions

E cá está, na 2ª feira fui com a pessoa mais linda do Mundo ( vá lá não tenhas ciúmes é a minha mãe =P ) , pronto com as duas pessoas mais lindas que conheço ao El Corte Inglês, e fiquei fascinada com o supermercado. Sim, os preços praticados por vezes são um abuso, mas lá encontram-se coisas que não há em mais lado nenhum, e este leite condensado em tubinho é uma delas. Recomendo vivamente,espalhado em bolacha maria, pão de forma, já agora com um topping de chocolate à mistura, há dores de barriga que se justificam! Por trazer ficou o doce de leite, mas será para breve.
E sim, falo de comida as vezes que quiser, venha a comunidade de frustrados buh uh que levou com um post meu, estou à espera de mais desta vida de famosa lolol! Ahaha, o ser humano e os patamares da sua patetice já me deixaram de surpreender! Grow up, get a life, a dog, something!!! Anyway... Tudo isto para dizer que os prazeres da vida continuam a ser muitos e a todos os amantes de leite condensado e afins que não passam o dia com o cu sentado no sofá a ver se ele cresce mais 20 cms, recomendo o merecido doce. Aquelas recentes latas de leite condensado já cozido da nestle também não são más para barrar, mas as latas... Depois aquilo não dá para conservar por mais do que uns 4, 5 dias...
Há que aproveitar os restantes dias de férias para nos perdermos com este tipo de coisas e o Grey´s Anatomy, sim, completamente viciada, séries americanas continuam a rular venha quem quiser com as suas pseudo-críticas pseudo-elaboradas. Enjoy the simple things!!!
Sunday, August 19, 2007
Fluoxetina, mais conhecida como : a nova droga para quem não tem força de vontade
Este post é dedicado às pessoas não sabem lidar com a comida, eu própria tenho as minhas compulsões nocturnas, portanto também me é dedicado, mas tenho a perfeita noção de que enquanto trato as insónias, a forma mais razoável de tratar o (excessivo) apetite e os desvios alimentares é com exercício físico e força de vontade.
Não é comer 4,5 bolos por dia, entupir-me de comida e depois começar a tomar uma droga que basicamente deriva do prozac e nada tem a ver com o tratamento de emagrecimento (!) e espalhar orgulhosamente como perdi 8 kgs num mês, apesar de estar com um aspecto horrível, afinal " sou linda porque estou a ficar mais do que magra".
Eu estou magra, há quem diga demais, eu estou a lidar com os problemas de um emagrecimento feito sem remédios e de uma média de 4 quilos a menos por mês. Amenorreía secundária, oscilações terriveís de humor, isolamento, pesar-me imensas vezes ao dia. Não, nunca cheguei a ser anoréctica e muito menos bulímica, simplesmente gosto demasiado de comer, e o verão passado pensara eu ter sido uma benção a falta de apetite que me motivou a emagrecer. Pensara, na realidade não sabia o que estava para vir. Quando se emagrece muito 200 gramas a mais na balança pesam 5 quilos, ou mais, tudo se trata de "engordaste sua fraca!".
Agora posso dizer que estou melhor, não me peso várias vezes ao dia, aliás não me peso há 3 dias, mas hoje enfrento a balança porque é dia de almoçar com a sogrinha e tenho que ver se "mereço" o meu sundae de caramelo com cobertura extra ou se a comilança nocturna de sábado à noite me estragou os planos.
A minha melhor amiga sente-se bem, pois claro, também eu me sentia quando toda a gente me dizia "que magrinha que estás" e essa cambada de coisas futeís que são deliciosas de se ouvir para quem já teve uns quantos quilos a mais. Mas com uma diferença, ela toma a tal fluoxetina, que se usa em tratamento de distúrbios alimentares, só em certos e críticos casos (bulimia e binge eating, ok, talvez ela se enquadre no segundo caso...) mas que inibe o apetite temporariamente, depois vem a desgraça, aliás já começou,porque uma pessoa que tira o miolo do pão com queijo e resmunga porque lhe serviram com duas fatias em vez de uma... enfim...
"Saí do trabalho só agora comi a barra de limão" (17 horas), diz ela orgulhosamente ao estar de estômago vazio 9 horas seguidas, depois de um pequeno almoço, literalmente. E eu? Eu, amor de pessoa que sou, e farta de lhe mostrar o bicho que me tornei e de a avisar, simplesmente desliguei o telemóvel. Nunca "saltei" um lanche que fosse, podia comer muito pouco mas sempre fiz todas as refeições. Nunca excluí arroz, pão, batata como se eles fossem o culpado da minha gordura excessiva e não o facto de nem dar tempo para digerir os alimentos e ao invés me entupir de bolachas, pão, chocolates e afins (lol!). Caí no erro de usar substitutos de refeição à noite, sim, mas sempre almocei como uma pessoa normal (exluindo fritos obviamente...).
Não entendo como se pode ser tão cego depois de se saber que nem tudo é glamour e que nem sempre um "S" e calças 34/36 resolvem os problemas do ego. Mas pronto, os médicos da treta que continuem a receitar remédios para quem não consegue de outra forma, quando já sem remédios aprendi por minha conta e risco que querer demasiado é estupidez. "só quero 60" . "Só quero 57". E agora? 52, 53, 53.5 já dou margem de manobra para passar dos 52 que nem sequer eram uma hipótese inicialmente. Para ver um número estúpido que nada diz sobre quem sou, mas apenas sobre como as roupas me assentam (que obviamente me servem quando passo os 52 mas que na minha cabeça simbolizam já o caminhar para os 60´s). Sou idiota por ligar a uma coisa destas e mais idiota é quem brinca aos médicos e quem brinca às anoréxicas. Pessoas normais tem problemas reais. Eu tenho um problema bem mais real com o qual lidar, mas o fantasma deste problema ridículo assombra-me sempre, e só por ti, mais uma vez não vos interessa quem, pretendo arrumar a suposta depressão que se vem arrastando há muito, a futilidade de um número que teima em me querer ultrapassar ( mas mais teimosa sou eu damn it!!!) para contemplar uma existência gratificante em continuidade ( oui,o teu valor, esse sim é sempre uma mais valia na minha existência mesquinha).
Não é comer 4,5 bolos por dia, entupir-me de comida e depois começar a tomar uma droga que basicamente deriva do prozac e nada tem a ver com o tratamento de emagrecimento (!) e espalhar orgulhosamente como perdi 8 kgs num mês, apesar de estar com um aspecto horrível, afinal " sou linda porque estou a ficar mais do que magra".
Eu estou magra, há quem diga demais, eu estou a lidar com os problemas de um emagrecimento feito sem remédios e de uma média de 4 quilos a menos por mês. Amenorreía secundária, oscilações terriveís de humor, isolamento, pesar-me imensas vezes ao dia. Não, nunca cheguei a ser anoréctica e muito menos bulímica, simplesmente gosto demasiado de comer, e o verão passado pensara eu ter sido uma benção a falta de apetite que me motivou a emagrecer. Pensara, na realidade não sabia o que estava para vir. Quando se emagrece muito 200 gramas a mais na balança pesam 5 quilos, ou mais, tudo se trata de "engordaste sua fraca!".
Agora posso dizer que estou melhor, não me peso várias vezes ao dia, aliás não me peso há 3 dias, mas hoje enfrento a balança porque é dia de almoçar com a sogrinha e tenho que ver se "mereço" o meu sundae de caramelo com cobertura extra ou se a comilança nocturna de sábado à noite me estragou os planos.
A minha melhor amiga sente-se bem, pois claro, também eu me sentia quando toda a gente me dizia "que magrinha que estás" e essa cambada de coisas futeís que são deliciosas de se ouvir para quem já teve uns quantos quilos a mais. Mas com uma diferença, ela toma a tal fluoxetina, que se usa em tratamento de distúrbios alimentares, só em certos e críticos casos (bulimia e binge eating, ok, talvez ela se enquadre no segundo caso...) mas que inibe o apetite temporariamente, depois vem a desgraça, aliás já começou,porque uma pessoa que tira o miolo do pão com queijo e resmunga porque lhe serviram com duas fatias em vez de uma... enfim...
"Saí do trabalho só agora comi a barra de limão" (17 horas), diz ela orgulhosamente ao estar de estômago vazio 9 horas seguidas, depois de um pequeno almoço, literalmente. E eu? Eu, amor de pessoa que sou, e farta de lhe mostrar o bicho que me tornei e de a avisar, simplesmente desliguei o telemóvel. Nunca "saltei" um lanche que fosse, podia comer muito pouco mas sempre fiz todas as refeições. Nunca excluí arroz, pão, batata como se eles fossem o culpado da minha gordura excessiva e não o facto de nem dar tempo para digerir os alimentos e ao invés me entupir de bolachas, pão, chocolates e afins (lol!). Caí no erro de usar substitutos de refeição à noite, sim, mas sempre almocei como uma pessoa normal (exluindo fritos obviamente...).
Não entendo como se pode ser tão cego depois de se saber que nem tudo é glamour e que nem sempre um "S" e calças 34/36 resolvem os problemas do ego. Mas pronto, os médicos da treta que continuem a receitar remédios para quem não consegue de outra forma, quando já sem remédios aprendi por minha conta e risco que querer demasiado é estupidez. "só quero 60" . "Só quero 57". E agora? 52, 53, 53.5 já dou margem de manobra para passar dos 52 que nem sequer eram uma hipótese inicialmente. Para ver um número estúpido que nada diz sobre quem sou, mas apenas sobre como as roupas me assentam (que obviamente me servem quando passo os 52 mas que na minha cabeça simbolizam já o caminhar para os 60´s). Sou idiota por ligar a uma coisa destas e mais idiota é quem brinca aos médicos e quem brinca às anoréxicas. Pessoas normais tem problemas reais. Eu tenho um problema bem mais real com o qual lidar, mas o fantasma deste problema ridículo assombra-me sempre, e só por ti, mais uma vez não vos interessa quem, pretendo arrumar a suposta depressão que se vem arrastando há muito, a futilidade de um número que teima em me querer ultrapassar ( mas mais teimosa sou eu damn it!!!) para contemplar uma existência gratificante em continuidade ( oui,o teu valor, esse sim é sempre uma mais valia na minha existência mesquinha).
Falta de...
das muitas tardes que passavamos a ver filmes asiáticos, filmes de terror ou comédias em vez de irmos para o antro;
das bebedeiras de sábado à noite quando eu e a Claúdia ainda não pensavamos tanto em coisas tão ridículas e nas obrigações inerentes a todo o ser humano;
de não ter preocupações;
de faltar às aulas de manhã para ir comer uma torrada no storia juntamente com um delicioso batido de café ou chocolate;
Basicamente haveria muito mais para dizer... mas o que falta é irresponsabilidade,loucura saudável, alegria e muito fuck you all à mistura ( mais uma vez não pretendo ferir susceptibilidades simplesmente não sou uma "people person", facto inegável e estou pouco me lixando para quem não aguenta o facto);
Não há nada que substitua uns anos de felicidade intensa, em que as pequenas coisas eram grandiosas e nas quais destaco sempre a figura de uma pessoa, sim tu meu amigo, desculpa se tenho tenho negligenciado demasiado ultimamente, no sleep, insane in the brain, acho que é altura ideal para dizer "nothing makes any sense to me, my skin´s coming off & so on...".
Crescer custa, principalmente quando o pack "shrinking things" não vem com instruções e/ou efeitos secundários adversos...
das bebedeiras de sábado à noite quando eu e a Claúdia ainda não pensavamos tanto em coisas tão ridículas e nas obrigações inerentes a todo o ser humano;
de não ter preocupações;
de faltar às aulas de manhã para ir comer uma torrada no storia juntamente com um delicioso batido de café ou chocolate;
Basicamente haveria muito mais para dizer... mas o que falta é irresponsabilidade,loucura saudável, alegria e muito fuck you all à mistura ( mais uma vez não pretendo ferir susceptibilidades simplesmente não sou uma "people person", facto inegável e estou pouco me lixando para quem não aguenta o facto);
Não há nada que substitua uns anos de felicidade intensa, em que as pequenas coisas eram grandiosas e nas quais destaco sempre a figura de uma pessoa, sim tu meu amigo, desculpa se tenho tenho negligenciado demasiado ultimamente, no sleep, insane in the brain, acho que é altura ideal para dizer "nothing makes any sense to me, my skin´s coming off & so on...".
Crescer custa, principalmente quando o pack "shrinking things" não vem com instruções e/ou efeitos secundários adversos...
Friday, June 08, 2007
só por ti
Bem, visto que estou nos meus 15 minutos de fama há que aproveitar para regressar e falar de coisas realmente importantes para mim, e não de um grupinho de pessoas que se acham tãoooo melhores que todas as outras ao ponto de nem uma crítica aguentarem.
Há coisas que vão acontecendo e nos mostram que a parvoíce do ser humano é algo que já está tão enraízado que nem vale a pena perder tempo com isso.
Não ando com inspiração para "bitch about something", talvez porque de momento as minhas prioridades são mesmo estar sossegada sem ter que sustentar sequer a proliferação de ideias absurdas, as quais vos fazem sentir tão mal. Whatever...
Não sou dócil, não sou fácil e muito menos sou vossa amiga. Do meu clube restricto não faz parte a máscara permanente da afirmação da insegurança. Buh uhhh! Cadela raivosa :P
A vida não pára de agitar a nossa consciência e mostrar a pertinência dos nossos actos e desajustes, estou aqui, para ti, de momento dedico-me a ti e não me importa o turbilhão que possa provocar nos outros. Eles são-me indiferentes. Amor é indiferente, amizade também, tudo o que não sejas tu não me importa. Tu que revolves o meu mundo desde sempre com a tua calma e capacidade extrema de apaziguar. Tu que me conquistas cada dia mais e me mostras que nem tudo é vulgaridade. Tu que estarás presente no meu possível futuro. Só tu. Eu anulei-me momentâneamente. Os meus problemas não existem, só tu, e tudo o que choro às escondidas sê-lo-á só por ti, tudo o que faço já há algum tempo o é. E no dia em que me tirarem isso aí sim, podem fazer o que quiserem comigo, porque aí não me importa mais nada. Não deposito esperança em nada, só em ti.
Tu vês o que sou, e agrada-te, agradeço-te também por isso, porque só tu me agradas completamente, só tu preenches as lacunas do meu ser.
Só por ti vivo na falsidade do bem-estar, só por ti me envolvo nesta máscara e me anulo sem sequer me questionar. Talvez tudo isto seja demasiado vago, mas só assim consigo comunicar para ti O MAIS PURO SER.
Não gosto de nada nem de ninguém, não me meto na vossa vidinha porque o lixo humano a mim não me interessa, o vosso, o meu, dane-se tudo o que é acessório. Querem intriga procurem o Perez Hilton!
Claire: "It's like, how many evildoers do you have to kill before you become one yourself?"
Há coisas que vão acontecendo e nos mostram que a parvoíce do ser humano é algo que já está tão enraízado que nem vale a pena perder tempo com isso.
Não ando com inspiração para "bitch about something", talvez porque de momento as minhas prioridades são mesmo estar sossegada sem ter que sustentar sequer a proliferação de ideias absurdas, as quais vos fazem sentir tão mal. Whatever...
Não sou dócil, não sou fácil e muito menos sou vossa amiga. Do meu clube restricto não faz parte a máscara permanente da afirmação da insegurança. Buh uhhh! Cadela raivosa :P
A vida não pára de agitar a nossa consciência e mostrar a pertinência dos nossos actos e desajustes, estou aqui, para ti, de momento dedico-me a ti e não me importa o turbilhão que possa provocar nos outros. Eles são-me indiferentes. Amor é indiferente, amizade também, tudo o que não sejas tu não me importa. Tu que revolves o meu mundo desde sempre com a tua calma e capacidade extrema de apaziguar. Tu que me conquistas cada dia mais e me mostras que nem tudo é vulgaridade. Tu que estarás presente no meu possível futuro. Só tu. Eu anulei-me momentâneamente. Os meus problemas não existem, só tu, e tudo o que choro às escondidas sê-lo-á só por ti, tudo o que faço já há algum tempo o é. E no dia em que me tirarem isso aí sim, podem fazer o que quiserem comigo, porque aí não me importa mais nada. Não deposito esperança em nada, só em ti.
Tu vês o que sou, e agrada-te, agradeço-te também por isso, porque só tu me agradas completamente, só tu preenches as lacunas do meu ser.
Só por ti vivo na falsidade do bem-estar, só por ti me envolvo nesta máscara e me anulo sem sequer me questionar. Talvez tudo isto seja demasiado vago, mas só assim consigo comunicar para ti O MAIS PURO SER.
Não gosto de nada nem de ninguém, não me meto na vossa vidinha porque o lixo humano a mim não me interessa, o vosso, o meu, dane-se tudo o que é acessório. Querem intriga procurem o Perez Hilton!
Claire: "It's like, how many evildoers do you have to kill before you become one yourself?"
Sunday, December 17, 2006
Enfim...
E porque o ser humano é básico, tudo o fere, tudo o agride mesmo quando provém do desconhecido. E sim, falo de vocês e falo de mim, só para deixar aqui bem claro que neste meu blog tão "insultuoso" falo de muitas coisas. Este blog não assenta os seus pilares numa critica exaustiva a um grupo estudantil do cara*** da ESE, essa sim, que merece uma lista de criticas sem fim. Falei de vocês uma vez, UMA VEZ, mas a comunidade resolveu logo juntar-se toda, porque esta menina disse coisas muito más sobre vocês,é que vocês não frequentam o curso menos aborrecido da ESE nem nada. O que me desiludiu é que pensei que logo vocês fossem ignorar o meu pseudo-ataque, mas até imagino como tudo isto possa ter surgido e sinceramente, torno a dizer,o quê? Querem que vá ter com vocês, e vos diga o quão ridículo tudo isto é?! Mas não retiro a mer** do post porque faz parte do que aqui escrevo, faz parte do meu ser e da minha merda pessoal da qual me orgulho de expor, porque se alguns de vocês vivem num mundinho de perfeição, lamento mas ela não existe. Se excluem as pessoas que não vivem num mundinho cor-de rosa, azar o vosso.Falem mal de mim, como até agora fizeram, se vos sabe tão bem. Têm tudo o direito de aliviar a tensão assim, e ficamos numa posição de igualdade. Numa coisa concordo com o meu amigo Batoru, devo ter uns 70 posts, e isso não interessa a ninguém, pois claro ( e ainda bem, porque se aqui não pus fotos nem nada para mostrar ao mundo o meu rosto foi justamente por dirigir isto a mim e às poucas pessoas que do meu mundo fazem parte ou, às poucas que vou acolhendo) , o que importa é um post em que toco nos "intocáveis", naqueles que não admitem falhas no sistema.
Sou, orgulhosamente uma eterna falha! Um ser minimamente robótico mas maioritariamente humano: inteligente/estúpido, triste/alegre, feliz/infeliz, consciente das minhas potencialidades e limitações. E uma bomba na ESE, anyone? Agora falo para o meu o meu "público" do costume, já não basta as razões do costume para odiar aquilo agora a concorrência vai nos levar sem a mínima hipótese para o desemprego. Amigo, isto devia começar a incomodar-nos dado que não andamos a lamber o ass de determinados profs para nos safarmos, e que a nossa presença cada vez se faz notar menos (felizmente!!!) Mas, ainda felizmente, a nossa vida não se baseia só naquele sistema opressivo, haverá sempre alternativas saudáveis para toda aquela praga que CONSCIENTEMENTE ESCOLHEMOS e TEMOS TODO o DIREITO DE CRITICAR. Até já meu adorado amigo, hoje preciso da tua boa dose de humor perspicaz, daquele que será sempre uma boa razão para referenciar aqui e ali no meu blog, inúmeras vezes, visto ser alguém que realmente me importa, como dá para constatar. Love ya****
Sou, orgulhosamente uma eterna falha! Um ser minimamente robótico mas maioritariamente humano: inteligente/estúpido, triste/alegre, feliz/infeliz, consciente das minhas potencialidades e limitações. E uma bomba na ESE, anyone? Agora falo para o meu o meu "público" do costume, já não basta as razões do costume para odiar aquilo agora a concorrência vai nos levar sem a mínima hipótese para o desemprego. Amigo, isto devia começar a incomodar-nos dado que não andamos a lamber o ass de determinados profs para nos safarmos, e que a nossa presença cada vez se faz notar menos (felizmente!!!) Mas, ainda felizmente, a nossa vida não se baseia só naquele sistema opressivo, haverá sempre alternativas saudáveis para toda aquela praga que CONSCIENTEMENTE ESCOLHEMOS e TEMOS TODO o DIREITO DE CRITICAR. Até já meu adorado amigo, hoje preciso da tua boa dose de humor perspicaz, daquele que será sempre uma boa razão para referenciar aqui e ali no meu blog, inúmeras vezes, visto ser alguém que realmente me importa, como dá para constatar. Love ya****
Thursday, December 14, 2006
Orgia alimentar
E pronto, tenho mesmo que dedicar um post à comida! Acabei de comer duas taçonas de chocapic, os meus cereais de eleição, os quais me confortam antes de mais um dia de aulinhas. Amo comer, amo mesmo. Sou uma magra pouco convicta (mas que já completou 6 meses com o novo peso pluma :P), que por mais que se preocupe com coisas de "gaja" (as in: peso) não passa sem uma lista de "comidinhas", e aqui vai uma lista do que ADOROOOOO:
- Cereais e afins = Chocapic, Milfarin, Aveia Integral em Flocos;
- ainda fazendo parte do 1º grupo mas resolvi separar: pão de forma integral sem côdea, pão de mistura, arrufadinhas( aquecidas no micro com planta :P), cacete, bicos de pato;
- sobremesas/doces que costumo ter em casa: provamel de caramelo, chocolate preto (até o de culinária), iogurtes de côco ou adágio magro de chocolate, barras chocapic, bolachas (de soja, aveia, aveia e chocolate, mini-driver, tartelettes, algumas integrais - as que não sabem a palha), kinder délice; os que se seguem não tenho em casa mas saboreio de vez em quando: sundae de caramelo (aos sábados não lhe resisto :P), palmier recheado ( o da Mengos, já não como um há mais de um mês nham), os lanches de santa catarina (anteontem saboreei um, tinha mais saudades dele do que de muita gente!!!), brasileiros, bolo de cenoura, e uma lista extensa de pasteís que não tenho tempo para enumerar e muitos dos quais não como há imenso tempo...
- fruta e legumes: maçã, DIÓSPIRO, morangos, melão, ananás, pêra, banana,uva tangerinas/ bróculos, feijão verde,abóbora, cenoura, couve branca
tubérculos: batataaaaa de preferência cozida ou assada porque fritas são óptimas mas só como uma ou duas vezes por mês;
carne: branca, não gosto muito de carne vermelha principalmente de porco, mas não resisto a uma boa alheira e acabo sempre por passar mal, isto desde os tempos que ainda tinha muita chichinha hehe.
Peixe: truta, faneca, dourada, postas de pescada, delícias do mar (surimi!), linguado... Gosto mesmo muito de peixe,por isso não me custa ter hábitos de alimentação dentro do saudável!
- Massa e arroz com fartura: massa tricolor, canelones, esparguete com direito às mais diversas combinações;
enchidos: linguiça, chouriço, mortadela
no pão: planta ( não consigo resistir-lhe e não tem provocado estragos), compotas (abóbora, cenoura e morango), filadélfia, queijo fresco
evito mas amo ou amo mas evito; nutella, pizza, lasanha, cordon bleu, panados, rissois, emapadas, bolo de chocolate, bolo de massapão, ovos moles, pão de ló de ovar, twix, kit kat, toffee crisp,cadbury, caffe latte, choco latte ...
- também adoro sopa de legumes e saladas daquelas que levam de tudo: adoro pasta de delícias e pasta de atum!
Não tenho mais tempo disponível, mas como qualquer ex-chubby AMO COMER, só que tenho que moderar, não é? Por isso também tive a sorte de gostar de vários alimentos saudáveis para equilibrar as coisas, ou tentar pelo menos!
Muito estranho em tanto tempo que escrevo não homenagear esta minha paixão, mas tanto que ainda está por escrever pela minha amarga persona! Wanna share food interests? lol****
- Cereais e afins = Chocapic, Milfarin, Aveia Integral em Flocos;
- ainda fazendo parte do 1º grupo mas resolvi separar: pão de forma integral sem côdea, pão de mistura, arrufadinhas( aquecidas no micro com planta :P), cacete, bicos de pato;
- sobremesas/doces que costumo ter em casa: provamel de caramelo, chocolate preto (até o de culinária), iogurtes de côco ou adágio magro de chocolate, barras chocapic, bolachas (de soja, aveia, aveia e chocolate, mini-driver, tartelettes, algumas integrais - as que não sabem a palha), kinder délice; os que se seguem não tenho em casa mas saboreio de vez em quando: sundae de caramelo (aos sábados não lhe resisto :P), palmier recheado ( o da Mengos, já não como um há mais de um mês nham), os lanches de santa catarina (anteontem saboreei um, tinha mais saudades dele do que de muita gente!!!), brasileiros, bolo de cenoura, e uma lista extensa de pasteís que não tenho tempo para enumerar e muitos dos quais não como há imenso tempo...
- fruta e legumes: maçã, DIÓSPIRO, morangos, melão, ananás, pêra, banana,uva tangerinas/ bróculos, feijão verde,abóbora, cenoura, couve branca
tubérculos: batataaaaa de preferência cozida ou assada porque fritas são óptimas mas só como uma ou duas vezes por mês;
carne: branca, não gosto muito de carne vermelha principalmente de porco, mas não resisto a uma boa alheira e acabo sempre por passar mal, isto desde os tempos que ainda tinha muita chichinha hehe.
Peixe: truta, faneca, dourada, postas de pescada, delícias do mar (surimi!), linguado... Gosto mesmo muito de peixe,por isso não me custa ter hábitos de alimentação dentro do saudável!
- Massa e arroz com fartura: massa tricolor, canelones, esparguete com direito às mais diversas combinações;
enchidos: linguiça, chouriço, mortadela
no pão: planta ( não consigo resistir-lhe e não tem provocado estragos), compotas (abóbora, cenoura e morango), filadélfia, queijo fresco
evito mas amo ou amo mas evito; nutella, pizza, lasanha, cordon bleu, panados, rissois, emapadas, bolo de chocolate, bolo de massapão, ovos moles, pão de ló de ovar, twix, kit kat, toffee crisp,cadbury, caffe latte, choco latte ...
- também adoro sopa de legumes e saladas daquelas que levam de tudo: adoro pasta de delícias e pasta de atum!
Não tenho mais tempo disponível, mas como qualquer ex-chubby AMO COMER, só que tenho que moderar, não é? Por isso também tive a sorte de gostar de vários alimentos saudáveis para equilibrar as coisas, ou tentar pelo menos!
Muito estranho em tanto tempo que escrevo não homenagear esta minha paixão, mas tanto que ainda está por escrever pela minha amarga persona! Wanna share food interests? lol****
Monday, December 11, 2006
Sensações
Para sentir não dependemos de ninguém, não precisamos de uma multidão em nosso redor. Quando vou na rua não olho para nada, chamem-me despassarada, eu considero-me atenta. Não vejo caras, não ouço disparates (a não ser os que me são quase gritados, e aos quais respondo por instinto), limito-me a sentir. Sinto o vento na minha face, sinto o frio até aos ossos, sinto o meu ser a flutuar numa liberdade que é a de quem - MOMENTANEAMENTE- não quer saber da companhia dos outros seres, que como eu têm muito para amar e muito para afastar.
Se me perguntarem ainda porque só estou com algumas pessoas e não me dou ao trabalho nem disponibilidade de estar com mais, prontamente respondo: amo a solidão! Não em exagero, nem me considero anti-social mas só algumas pessoas me afectam verdadeira e beneficamente, sendo que uma delas, em jeito de homenagem, é a minha mãe. Essa mesma que me assistiu sempre que precisei, e a qual é das pessoas mais fortes e autênticas que conheço.
Grupinhos? Dispenso, se quero ver uma novela vejo a "Tempo de Viver", tem intrigas e sarcasmo q.b.
No acto de sentir podemos ser seres autónomos, não querendo eu aqui dizer para nos isolarmos permanentemente, pois como referi também "ressaco" algumas pessoas, mas sim para experimentarmos uma nova gama de cores e sabores no silêncio. Jà o Joel diz que "falar constantemente não é necessariamente comunicar". Concordo plenamente! Posto isto, enjoy the silence! Mesmo na confusão do natal e na baixa da cidade, esqueçam o mundo, esqueçam os infelizes ou felizes que por vocês passam e sintam, sintam na plenitude que estão vivos, seja qual for o vosso estado de humor.
Se me perguntarem ainda porque só estou com algumas pessoas e não me dou ao trabalho nem disponibilidade de estar com mais, prontamente respondo: amo a solidão! Não em exagero, nem me considero anti-social mas só algumas pessoas me afectam verdadeira e beneficamente, sendo que uma delas, em jeito de homenagem, é a minha mãe. Essa mesma que me assistiu sempre que precisei, e a qual é das pessoas mais fortes e autênticas que conheço.
Grupinhos? Dispenso, se quero ver uma novela vejo a "Tempo de Viver", tem intrigas e sarcasmo q.b.
No acto de sentir podemos ser seres autónomos, não querendo eu aqui dizer para nos isolarmos permanentemente, pois como referi também "ressaco" algumas pessoas, mas sim para experimentarmos uma nova gama de cores e sabores no silêncio. Jà o Joel diz que "falar constantemente não é necessariamente comunicar". Concordo plenamente! Posto isto, enjoy the silence! Mesmo na confusão do natal e na baixa da cidade, esqueçam o mundo, esqueçam os infelizes ou felizes que por vocês passam e sintam, sintam na plenitude que estão vivos, seja qual for o vosso estado de humor.
Thursday, October 05, 2006
"As if!"

A minha vida já foi como no "as if" mas isso não interessa para nada... Tenho saudades de ver a Sooz, o Jamie & so on. Não tenho nada de importante para relatar, apenas que sinto falta de algumas desventuras, algo de novo, de palpável que me faça "pulsar", e lembrei-me desta série genial, que me entretinha ao ponto de dar seca aos amigos, também por ser um retato muito próximo do quotidiano de um grupo de jovens. Á Emily Corrie os meus parabéns, mais uma promessa de actriz ao estilo da Lauren Ambrose. E neste dia resta-me descansar, já que amanhã vou ter uma aula interessante, outra menos interessante, rodeada de pessoas que não me interessam para nada. Afinal,quem envelheceu prematuramente no meio desta infestação de gente entediante, surpresa das surpresas, fui eu! E cada vez mais me coloco ao nível de uma estátua, não só controlo as emoções, como todas as outras funções em busca de uma imperfeição socialmente aceite. Esqueçam lá, há estátuas bem mais expressivas!
Wednesday, September 27, 2006
Datas "especiais"
Datas especiais, ou não! Porque de especiais não têm nada, o mood farrapo humano vai ter que me abandonar, mas primeiro deixem-me descarregar o que penso sobre aniversários. Desculpa-me Sandra, porque gosto bastante de ti, mas desagrada-me isto de só estar com certos amigos quase exclusivamente nestas alturas. Parece uma imposição. Parece que toda a gente só atribui importância a festejar mais um dia como os outros. "Estou a celebrar mais um ano de existência, uau, e ainda ontem estava a rogar pragas a todos os aspectos da minha vida!"
Pessoalmente odeio fazer anos, este ano o meu namorado fez-me uma festinha supresa, foi um querido, cheio de óptimas intenções, e assim até me soube bem. Mas agora andar a combinar jantar, falar com pessoas para celebrar mais um estúpido dia, quando sei que metade não vai, porque essas pessoas só estão interessadas no seu próprio aniversário, desculpem-me mas estou farta de tudo isso. Toda a gente tem a desculpa perfeita, a minha não o é. Não vou mentir como os outros que não vão porque não querem gastar o seu precioso dinheiro e inventam mentiras parvas, eu não quero simplesmente ir porque sei que quando sou eu só posso contar com duas ou três pessoas. Deixemo-nos de hipocrisias, serei para os outros o reflexo da amizade que eles têm por mim. Não vou para encher a mesa, fartei-me disso. Posso não estar rodeada de amigos, e por isso mesmo não vou fingir que estou para agradar outrém. Vou apenas aqueles aniversários que não são uma fachada, nos quais não sou um improviso de última hora, sou demasiado egoísta, quero lá saber, mas não sou mais egoísta que o resto dos meus supostos amigos, nem me vou armar em boa samaritana. Se leres isto Sandra, fica chateada, não fico minimamente importada. Sinceramente tenho problemas maiores com que ocupar o meu imenso ego, e um deles neste momento é estar saturada com o ser humano em geral. De todas as mesquinhices do bando de egoístas que somos. Talvez eu seja uma dessas pessoas que vive melhor sem as bolinhas e a p*** da estrela na árvore de natal ( mais uma época de pretensões, esta pseudo-metáfora encaixou-se na perfeição).
Pessoalmente odeio fazer anos, este ano o meu namorado fez-me uma festinha supresa, foi um querido, cheio de óptimas intenções, e assim até me soube bem. Mas agora andar a combinar jantar, falar com pessoas para celebrar mais um estúpido dia, quando sei que metade não vai, porque essas pessoas só estão interessadas no seu próprio aniversário, desculpem-me mas estou farta de tudo isso. Toda a gente tem a desculpa perfeita, a minha não o é. Não vou mentir como os outros que não vão porque não querem gastar o seu precioso dinheiro e inventam mentiras parvas, eu não quero simplesmente ir porque sei que quando sou eu só posso contar com duas ou três pessoas. Deixemo-nos de hipocrisias, serei para os outros o reflexo da amizade que eles têm por mim. Não vou para encher a mesa, fartei-me disso. Posso não estar rodeada de amigos, e por isso mesmo não vou fingir que estou para agradar outrém. Vou apenas aqueles aniversários que não são uma fachada, nos quais não sou um improviso de última hora, sou demasiado egoísta, quero lá saber, mas não sou mais egoísta que o resto dos meus supostos amigos, nem me vou armar em boa samaritana. Se leres isto Sandra, fica chateada, não fico minimamente importada. Sinceramente tenho problemas maiores com que ocupar o meu imenso ego, e um deles neste momento é estar saturada com o ser humano em geral. De todas as mesquinhices do bando de egoístas que somos. Talvez eu seja uma dessas pessoas que vive melhor sem as bolinhas e a p*** da estrela na árvore de natal ( mais uma época de pretensões, esta pseudo-metáfora encaixou-se na perfeição).
Tuesday, September 26, 2006
Chega do mood farrapo humano!
Nada de substancial para relatar, a não ser o facto de que apesar de me sentir um lixo, não vou ceder mais às investidas do meu egocentrismo quotidiano. 2º dia de aulas e até agora não me posso queixar de nada, o novo professor ( museologia) parece ser um bom profissional, do Sérgio Veludo também não tenho motivos de queixa, nem da Inês Pinho, digam o que disserem dela. Não estou para confraternizações com a respectiva turma, mas reconheço que também tem algumas pessoas simpáticas. Continuo a sentir um sufoco sempre que piso aquela instituição, mas focando-me no que é importante, o curso, não tenciono começar a cambalear novamente. As coisas poderão não correr bem, mas tenciono esforçar-me no sentido contrário.
Se todos morremos sozinhos porque atribuímos tanta importância ao ambiente que nos rodeia? Porque é que aquele cerco me aperta, se não me desperta o mínimo de interesse? Se me estou a borrifar para todos os aspectos na minha vida, se continuo a ser uma desistente assídua, já agora completo o ciclo e desisto também de desistir! Nada é dramático nem intenso demais, mas por isso mesmo me dedico demais a sabotar a minha própria inércia injustificada. Paro de pensar, insatisfações somadas, se não tenho paciência para mim mesma pelo menos vou sobrecarregar esta existência que não deveria ser um fardo, como coisas uteís. Estão aborrecidos que chegue com esta data de coisas chatas? Pois eu não... Aborreci-me de tanto aborrecimento,de tanto medo de fracassar, quando o maior fracasso e este "nada" que me invadiu. Se me quiser divertir recorro a umas cervejinhas, já que alegria natural não está em alta. Para já quero encarar a realidade: pessoas aborrecidas são pessoas que não se interessam por nada nem por ninguém, o que corresponde (na plenitude) ao meu retrato actual que pretendo rasgar pedacinho a pedacinho. 2ª feira tenho consulta na psicóloga da ESE, não sei bem porque o fiz nem o que me aguarda. Pensem o que quiserem.
Se todos morremos sozinhos porque atribuímos tanta importância ao ambiente que nos rodeia? Porque é que aquele cerco me aperta, se não me desperta o mínimo de interesse? Se me estou a borrifar para todos os aspectos na minha vida, se continuo a ser uma desistente assídua, já agora completo o ciclo e desisto também de desistir! Nada é dramático nem intenso demais, mas por isso mesmo me dedico demais a sabotar a minha própria inércia injustificada. Paro de pensar, insatisfações somadas, se não tenho paciência para mim mesma pelo menos vou sobrecarregar esta existência que não deveria ser um fardo, como coisas uteís. Estão aborrecidos que chegue com esta data de coisas chatas? Pois eu não... Aborreci-me de tanto aborrecimento,de tanto medo de fracassar, quando o maior fracasso e este "nada" que me invadiu. Se me quiser divertir recorro a umas cervejinhas, já que alegria natural não está em alta. Para já quero encarar a realidade: pessoas aborrecidas são pessoas que não se interessam por nada nem por ninguém, o que corresponde (na plenitude) ao meu retrato actual que pretendo rasgar pedacinho a pedacinho. 2ª feira tenho consulta na psicóloga da ESE, não sei bem porque o fiz nem o que me aguarda. Pensem o que quiserem.
Sunday, September 10, 2006
E as queixas não cessam...
Não me dei ao trabalho de pensar num título porque tudo o que me apetece agora é simplesmente queixar. Queixar-me desta reprodução deslavada do meu ser que insisto em perpetuar. Imaginas a vida sem o seu lado descontraído? Bem, é tudo o que é preciso para me teres na mente. Sou composta de 90% nervosismo, 10% irritação. O que aconteceu à menina bem disposta e alegre? Metáfora barata: tropeçou algures e não se tornou a levantar. O orgulho faz-nos sentir que somos detentores da razão e por vezes não passa de mera estupidez. Sinto-me absurda, desprovida de bom senso, inerte, ainda mais paradoxal do que o que já era e perto da insanidade, apesar de não saber até que ponto é que não somos todos assim sem tirar nem acrescentar nada.
As ruas já não me dizem nada, as pessoas saturam-me, a noite é uma perda de tempo e tudo isto porque eu perdi o interesse que tinha por mim. É fácil reprovar e sentenciar os comportamentos dos outros, é fácil desligarmo-nos emocionalmente do mundo em nosso redor, quando o problema está em nós.
Admirar as imperfeições, aceitá-las, eis o ideal de quem não é tolo e gosta do que tem. Negar a nossa essência e não a confrontar, a cobardia daqueles que não ousam expôr a sua merda para que todos gritem bem alto: "Afinal vive algo dentro de ti!".
Não me apetece falar, não me apetece atender o telemóvel, não me levem a mal, mas tudo o que me apetece é o cliché de me isolar e confrontar a minha merda antes de a despejar na próxima vítima. Uma vida regular, sem grandes sobressaltos, uma vida por construir à imagem de uma pessoa sem fortes raízes mas também sem grandes pretensões.Feito!
As ruas já não me dizem nada, as pessoas saturam-me, a noite é uma perda de tempo e tudo isto porque eu perdi o interesse que tinha por mim. É fácil reprovar e sentenciar os comportamentos dos outros, é fácil desligarmo-nos emocionalmente do mundo em nosso redor, quando o problema está em nós.
Admirar as imperfeições, aceitá-las, eis o ideal de quem não é tolo e gosta do que tem. Negar a nossa essência e não a confrontar, a cobardia daqueles que não ousam expôr a sua merda para que todos gritem bem alto: "Afinal vive algo dentro de ti!".
Não me apetece falar, não me apetece atender o telemóvel, não me levem a mal, mas tudo o que me apetece é o cliché de me isolar e confrontar a minha merda antes de a despejar na próxima vítima. Uma vida regular, sem grandes sobressaltos, uma vida por construir à imagem de uma pessoa sem fortes raízes mas também sem grandes pretensões.Feito!
Sunday, June 11, 2006
I don´t need more image issues...
Título da treta para um post de treta... Um desabafo, nada mais. Por mais que me tente adaptar ( e desta vez falo de mim e para mim! ), não se adivinha uma solução. Depositamos as nossas amarguras na comida, deixamos de depositar e o vazio passa a povoar o estômago e a mente, até que deixa de sequer passar pelo estômago para abarrotar a nossa mente. Tinha uns quantos quilos a mais, agora aparentemente sou normal, a chegar à fronteira do magro, mas quem quer saber? Olho para mim e também não vejo nada de muito significativo, não perco mais peso para não me rotularem de anoréxica. Não obrigado! O que como mantenho no estômago, e se como menos, não deixo de fazer as refeições todas, portanto arranjem algo mais para "trashar". Se durante anos me sentia mal pela barriguinha e pelo culote/coxas proeminentes, agora sinto-me mal simplesmente porque não sou uma pessoa feliz. Algo que o entusiasmo inicial de vestir "S" e calças 1 e até mm 2 números abaixo não se pode converter em factor de alegria. Num país onde me sinto sufocar, numa instituição onde não faço um uso proveitoso das minhas capacidades, nada me pode contentar mais que o meu descontentamento e a minha apatia, vulgo pura preguiça. Poupem-me os sermões, quem quiser que lute pelos seus objectivos e pela sua própria felicidade, eu queixo-me e nada faço, até algo mais me conduzir para fora daqui...
Tuesday, May 16, 2006
Presa por um fio de metal...
Traçamos objectivos ao longo do nosso percurso existencial, executamos autênticos esquemas de acção para nos perdermos na imensidão dos nossos pensamentos e num objectivo ainda maior: permanecer inquebráveis. Falo no plural, como sempre ,para parecer menos egoísta e perdida nas minhas contradições, falo dessa forma na terna esperança que alguém não faça juízos sobre os meus desvarios e de alguma forma se identifique.
Cada um de nós tem a sua própria capa protectora, a minha é a estranheza, mas num sentido pejorativo e aparentemente desajustado. Se sou uma pessoa especial para uns, também sou uma valente merda para outros, aqueles que me julgam sem me conhecer, tal como eu o faço com outras pessoas. Há pessoas que têm o poder de nos irritar e de exarcebar o que de menos bom possuímos, trata-se do ciclo da vida, e neste momento o meu objectivo já não é ser amada ou desamada mas apenas ser o que sou, com quem me sinto bem. Tantos pensamentos que se anulam, como o ser humano se anula todos os dias. Ninguém é um poço de virtudes, mas se há algo que valorizo são pessoas com valores: não ideologias baratas próprias da adolescência mas valores genuínos, que se transmitem nos mais simples actos. Sei quais os meus valores e os meus pontos fracos, sei porque me anulo, só não sei deixar de me alienar do que me incomoda e gritar bem alto, BASTA!!! Tudo o que sei é criticar e ser mais um ser perfeitamente imperfeito, que aparenta estar dormente mas na realidade está apenas oculto. Vou sonhar, sonhar com a simplicidade que não existe sem pretensão, com a pretensão que não existe sem insegurança, com os defeitos que não existem sem virtudes...
Cada um de nós tem a sua própria capa protectora, a minha é a estranheza, mas num sentido pejorativo e aparentemente desajustado. Se sou uma pessoa especial para uns, também sou uma valente merda para outros, aqueles que me julgam sem me conhecer, tal como eu o faço com outras pessoas. Há pessoas que têm o poder de nos irritar e de exarcebar o que de menos bom possuímos, trata-se do ciclo da vida, e neste momento o meu objectivo já não é ser amada ou desamada mas apenas ser o que sou, com quem me sinto bem. Tantos pensamentos que se anulam, como o ser humano se anula todos os dias. Ninguém é um poço de virtudes, mas se há algo que valorizo são pessoas com valores: não ideologias baratas próprias da adolescência mas valores genuínos, que se transmitem nos mais simples actos. Sei quais os meus valores e os meus pontos fracos, sei porque me anulo, só não sei deixar de me alienar do que me incomoda e gritar bem alto, BASTA!!! Tudo o que sei é criticar e ser mais um ser perfeitamente imperfeito, que aparenta estar dormente mas na realidade está apenas oculto. Vou sonhar, sonhar com a simplicidade que não existe sem pretensão, com a pretensão que não existe sem insegurança, com os defeitos que não existem sem virtudes...
Friday, April 14, 2006
Oniricamente descontente
"No one has normal relationships", acabei de ver Six Feet Under, um tremendo poço de inspiração, e como eu entendo a Brenda! O medo da intimidade é algo que persegue o ser humano, quanto mais gostamos de alguém, maior é a vontade de sabotar tudo,de reparar nos pormenores mais insólitos, para que o escape às responsabilidades pareça pertinente.
Parece que tudo se constitui não como uma clausura, como muita gente parece defender, mas sim como um labirinto temeroso, onde as nossas razões se confundem nas razões de outrém, alheio aos nossos pensamentos mais sórdidos.
Por mais que me tente debater não encontro uma solução que se afigure consciente, amordacei-me de tal forma que até os meus pensamentos condeno, os pensamentos que se fossem proferidos poderiam me ajudar nesta altura de tensão psicológica.
Sonho com tudo isto,e de uma forma puramente metafórica , o meu descontentamento traduz-se na inquietação constante dos meus sonhos surrealistas.
Porque é tão difícil enfrentarmos estas pequenas grandes coisas? Porque me custa tanto revelar o que me faz sentir tonta todo o tempo? Terei assim tanto medo de demonstrar que não estou a adaptar-me facilmente? Que no íntimo do meu ser ainda falta ouvir uma parte de mim?
Quando nos pomos de parte por uns instantes que seja, os próximos passos que damos parecem repletos de egoísmo. Um egoísmo como que desumano. É humano ser egoísta, ser frágil e ter momentos de solidão pertinentes, certo? Quero soltar a minha voz, largar esta angústia que me persegue sem perder nada do que ganhei. Egoísmo mais uma vez, o egoísmo típico de quem se sente inseguro e não quer abdicar de nada. Não consigo produzir nada mais que este desabafo que, até a mim, me parece incoerente. Nas minhas próprias palavras encontrei e desviei simultaneamente a solução. Tudo isto, presentemente, não serviu de muito. Servirá para um dia sonhar sem encargos, soltar o meu descontentamento e rumar pelo caminho daqueles que ousam enfrentar os sonhos!
Parece que tudo se constitui não como uma clausura, como muita gente parece defender, mas sim como um labirinto temeroso, onde as nossas razões se confundem nas razões de outrém, alheio aos nossos pensamentos mais sórdidos.
Por mais que me tente debater não encontro uma solução que se afigure consciente, amordacei-me de tal forma que até os meus pensamentos condeno, os pensamentos que se fossem proferidos poderiam me ajudar nesta altura de tensão psicológica.
Sonho com tudo isto,e de uma forma puramente metafórica , o meu descontentamento traduz-se na inquietação constante dos meus sonhos surrealistas.
Porque é tão difícil enfrentarmos estas pequenas grandes coisas? Porque me custa tanto revelar o que me faz sentir tonta todo o tempo? Terei assim tanto medo de demonstrar que não estou a adaptar-me facilmente? Que no íntimo do meu ser ainda falta ouvir uma parte de mim?
Quando nos pomos de parte por uns instantes que seja, os próximos passos que damos parecem repletos de egoísmo. Um egoísmo como que desumano. É humano ser egoísta, ser frágil e ter momentos de solidão pertinentes, certo? Quero soltar a minha voz, largar esta angústia que me persegue sem perder nada do que ganhei. Egoísmo mais uma vez, o egoísmo típico de quem se sente inseguro e não quer abdicar de nada. Não consigo produzir nada mais que este desabafo que, até a mim, me parece incoerente. Nas minhas próprias palavras encontrei e desviei simultaneamente a solução. Tudo isto, presentemente, não serviu de muito. Servirá para um dia sonhar sem encargos, soltar o meu descontentamento e rumar pelo caminho daqueles que ousam enfrentar os sonhos!
Wednesday, April 12, 2006
Extreme makeover
Camuflagem dita camuflagem, e tudo não passa de mais um ciclo vicioso e desvirtuoso. Por mais que tentemos escapar a rótulos, na verdade sempre seremos rotulados:não pelo que somos, mas pelo que ostentamos ser. Mais um paradoxo da minha singela existência, sigo a corrente, e continuo a julgar o que vejo sem sequer o sentir genuinamente.
Sou uma daquelas pessoas que se adapta muito facilmente, visto uma máscara, dispo e visto outra em questão de segundos. Não são máscaras incutidas de malícia, mas máscaras extremas, nas quais acabamos por ter dificuldade em nos reconhecermos.
Quando falo de extreme makeover, é porque se trata de um processo similar ao ditado em prol do ideal de beleza: mudamos radicalmente a nossa forma,não de ser, mas de agir, em função do que pretendemos demonstrar perante outrém.
A natureza do ser humano, e a sua pequenez e finitude leva-o a criticar o que o rodeia de uma forma minuciosa. A barreira constroí-se quando as críticas deixam de ser constructivas e passam a ser apenas esboços de maldade. Ser maldoso, arrogante ou brincalhão torna-se perigosamente divertido. Quantos de nós não o somos nem que por breves instantes apenas? Quantos de nós o são constantemente, não é amigo? Lembrei-me de ti, obviamente, e não fosses tu assim tudo seria diferente e sem graça, mas apenas porque conheço o recheio(as restantes facetas). Já te questionaste sobre como as pessoas te vêem? E como isso nem sequer te afecta? Penso demais, e agrada-me como a tua suposta malícia não deixa de ser algo deveras interessante. E como, estando eu num "suposto meio-termo" prefiro a malícia genuína e até a apatia à felicidade utópica e hipócrita de muitos( isto vai ao encontro do último post do teorias...).
Façamos uma extreme makeover, mas uma na qual não o façamos para agradar outrém, apenas uma adaptação rotineira das nossas facetas, ok? Apenas algo no qual a noção da nossa realidade humana continue confusa,mas presente. Chega de hinos à felicidade,só assim os instantes em que não somos egocêntricos e conflituosos serão verdadeiramente aproveitados. Chega de simulações e de risos quando só queremos agir em prol do que nos faz falta: seja algo bom e humanitário ou apenas mais uma necessidade oca e materialmente humana!
Sou uma daquelas pessoas que se adapta muito facilmente, visto uma máscara, dispo e visto outra em questão de segundos. Não são máscaras incutidas de malícia, mas máscaras extremas, nas quais acabamos por ter dificuldade em nos reconhecermos.
Quando falo de extreme makeover, é porque se trata de um processo similar ao ditado em prol do ideal de beleza: mudamos radicalmente a nossa forma,não de ser, mas de agir, em função do que pretendemos demonstrar perante outrém.
A natureza do ser humano, e a sua pequenez e finitude leva-o a criticar o que o rodeia de uma forma minuciosa. A barreira constroí-se quando as críticas deixam de ser constructivas e passam a ser apenas esboços de maldade. Ser maldoso, arrogante ou brincalhão torna-se perigosamente divertido. Quantos de nós não o somos nem que por breves instantes apenas? Quantos de nós o são constantemente, não é amigo? Lembrei-me de ti, obviamente, e não fosses tu assim tudo seria diferente e sem graça, mas apenas porque conheço o recheio(as restantes facetas). Já te questionaste sobre como as pessoas te vêem? E como isso nem sequer te afecta? Penso demais, e agrada-me como a tua suposta malícia não deixa de ser algo deveras interessante. E como, estando eu num "suposto meio-termo" prefiro a malícia genuína e até a apatia à felicidade utópica e hipócrita de muitos( isto vai ao encontro do último post do teorias...).
Façamos uma extreme makeover, mas uma na qual não o façamos para agradar outrém, apenas uma adaptação rotineira das nossas facetas, ok? Apenas algo no qual a noção da nossa realidade humana continue confusa,mas presente. Chega de hinos à felicidade,só assim os instantes em que não somos egocêntricos e conflituosos serão verdadeiramente aproveitados. Chega de simulações e de risos quando só queremos agir em prol do que nos faz falta: seja algo bom e humanitário ou apenas mais uma necessidade oca e materialmente humana!
Monday, April 10, 2006
Breve homenagem ao Batô
Neste sábado revisitei o Batô, já não ia lá desde 2000! É um daqueles sítios dos que quais retenho boas memórias, aliás "apenas" bons momentos passados numa altura que só me queria divertir sem preocupações, sem vislumbramento de amores, apenas com o meu grupo de amigos de então. Amigos que no fundo são apenas bons colegas, bastante separados pelas circunstâncias da vida, mas daqueles que se pensa sempre com carinho e com os quais ainda se mantém algum nível de contacto.
Desta feita, fui como o meu amor e com um grupo de pessoas dos quais destaco duas: A Ângela e o Bruno, os quais considero grandes amigos. Revivi a diversão de outrora, dançando incessantemente músicas que já são um habituée na casa, e umas quantas novas no reportório. Um local mágico, onde uma pessoa se sente bem. Um local acolhedor, na sua dimensão modesta e decoração criativa.
A noite de sábado assumiu-se como uma passagem de momentos tão ou ainda mais mágicos do que os que passei no decorrer do ano 2000, razão pela qual confesso um certo receio de voltar lá. Quando a magia é muita uma pessoa tenta resguardá-la o máximo possível, para um dia mais tarde a saborear, porque se um dia o sabor muda, a recordação também assume outra configuração. Em 2000 o sabor foi constante, mas tanta coisa que se transformou, que o mais acertado seria guardar um pouco do sabor que revivi. Não digo que é o que vou fazer, neste momento não tomo esse tipo de resoluções drásticas, quero aproveitar o gosto da Primavera ao máximo, com as suas tonalidades ricas e vivas. Reviver e também prosseguir, pensar sem ofuscar demasiado o brilho das coisas. Acima de tudo sentir! E porque senti o Batô, porque tudo o que ele era permanece intacto, e não foi corrompido por uma sociedade onde o mágico é rapidamento esquecido em detrimento do Roço & Bacanal, perdão R&B ,ficam aqui algumas palavras de afecto, dedicadas a um sítio que merece mais a minha atenção do que a estupidez de determinados seres humanos.
Desta feita, fui como o meu amor e com um grupo de pessoas dos quais destaco duas: A Ângela e o Bruno, os quais considero grandes amigos. Revivi a diversão de outrora, dançando incessantemente músicas que já são um habituée na casa, e umas quantas novas no reportório. Um local mágico, onde uma pessoa se sente bem. Um local acolhedor, na sua dimensão modesta e decoração criativa.
A noite de sábado assumiu-se como uma passagem de momentos tão ou ainda mais mágicos do que os que passei no decorrer do ano 2000, razão pela qual confesso um certo receio de voltar lá. Quando a magia é muita uma pessoa tenta resguardá-la o máximo possível, para um dia mais tarde a saborear, porque se um dia o sabor muda, a recordação também assume outra configuração. Em 2000 o sabor foi constante, mas tanta coisa que se transformou, que o mais acertado seria guardar um pouco do sabor que revivi. Não digo que é o que vou fazer, neste momento não tomo esse tipo de resoluções drásticas, quero aproveitar o gosto da Primavera ao máximo, com as suas tonalidades ricas e vivas. Reviver e também prosseguir, pensar sem ofuscar demasiado o brilho das coisas. Acima de tudo sentir! E porque senti o Batô, porque tudo o que ele era permanece intacto, e não foi corrompido por uma sociedade onde o mágico é rapidamento esquecido em detrimento do Roço & Bacanal, perdão R&B ,ficam aqui algumas palavras de afecto, dedicadas a um sítio que merece mais a minha atenção do que a estupidez de determinados seres humanos.
Wednesday, April 05, 2006
Sunday, April 02, 2006
Trainspotting Revisited

Uma parte da nossa geração está numa de trainspotting, com um ego imenso, pensa que pode submeter-se e "controlar" tudo. Bem, o que se vê é um estado de degradação acentuado, no qual as pessoas fazem coisas que ultrapassam a sua própria compreensão e as repetem incessantemente.
Algo que me deixa indignada, pois a informação é cada vez mais e os exemplos ibid e no entanto certas e determinadas pessoas continuam a achar-se tão especiais ao ponto de chegarem onde nenhum homem chegou, e depois é o que se vê: flashes de mamas e etc. Não, não aguentei, porque quando me escondem coisas que fico a saber por terceiros a revolta é muita. Os amigos verdadeiros não escondem as coisas, por piores que essas sejam admitem-no. Bem, talvez na cabeça desta pessoa o que ela faz é tão superior que eu não posso saber, mas tudo se sabe, e nada melhor que aproveitá-lo para um dos meus textos e falar de algo que sinto: uma raiva profunda de quem abusa das drogas por falta de personalidade. Pessoas com falta de cáracter que optam por seguir o rebanho, para parecer bem.
O Trainspotting tinha um ponto, e o Ewan Mcgregor quis transmitir algo no seu excelente papel, não foi propriamente "sou o maior drogado, follow me!". Como tenho casos na família fico mais sensível a esta questão, porque tendo parentes próximos envolvidos nisso, não posso deixar de achar quem se mete nisso nos nossos dias incrivelmente estúpido.
INCRIVELMENTE ESTÚPIDA & NO FURTHER COMMENTS!!!
Thursday, February 16, 2006
Mais um novelo de emoções...
Já não gosto de sonhar acordada, nem de sonhar em geral. Sinto que a minha imaginação foi catapultada para longe do meu ser. Tudo isto foi tomado de assalto e eu não ofereci a mínima resistência. Deixei que a minha magia me fosse retirada e o tédio se tornasse em algo característicamente meu.
O aborrecimento deriva da falta de imaginação, do conformismo, da estandartização de valores e ideais. É penoso admitir mas é isto que me acontece.
O que promove o esquecimento? A ausência de carimbos? De marcas eminentes? As emoções são frágeis, delicadas, mas quem esmorece somos nós, cada um de nós é o autor do abandono das respectivas emoções. Nada disto importa de momento. O fracasso é que nos obriga a procurar objectos de reflexão ilegítimos, não mais do que imposições para o depositar num canto em vez de o enfrentar.
Devemos abandonar os que pouco nos importam? Aqueles que feito o balanço são insignificantes aos nossos olhos? Penso que sim. A hipocrisia consistia em continuar a alimentar a "semente má". O problema é que, maioritariamente, não existem sementes más apenas meros transeuntes que, desconhecendo a porcaria em que estão submersos, depositam esperanças ilimitadas na amizade. Encontros e confrontos, algo pelo qual todos passamos, por mais que alguns o queiram ocultar.
Nem tudo é alegria, a alegria é transitória, razão pela qual tem tanto valor. Por isso permito que os pensamentos se enovelem, se deformem e se misturem ilimitadamente. A todos aqueles que "adoram viver" só tenho algo a dizer: alguém que aprecie verdadeiramente a vida não tem que citar constantemente lugares-comuns para se sentir "iluminado". A verdadeira luz interior vem das nossas acções e não de palavras rascas, provenientes de pessoas mentecaptas.
Não me sinto iluminada mas conheço quem o seja, através de gestos simples que não necessitam de descrições vulgares :)
O aborrecimento deriva da falta de imaginação, do conformismo, da estandartização de valores e ideais. É penoso admitir mas é isto que me acontece.
O que promove o esquecimento? A ausência de carimbos? De marcas eminentes? As emoções são frágeis, delicadas, mas quem esmorece somos nós, cada um de nós é o autor do abandono das respectivas emoções. Nada disto importa de momento. O fracasso é que nos obriga a procurar objectos de reflexão ilegítimos, não mais do que imposições para o depositar num canto em vez de o enfrentar.
Devemos abandonar os que pouco nos importam? Aqueles que feito o balanço são insignificantes aos nossos olhos? Penso que sim. A hipocrisia consistia em continuar a alimentar a "semente má". O problema é que, maioritariamente, não existem sementes más apenas meros transeuntes que, desconhecendo a porcaria em que estão submersos, depositam esperanças ilimitadas na amizade. Encontros e confrontos, algo pelo qual todos passamos, por mais que alguns o queiram ocultar.
Nem tudo é alegria, a alegria é transitória, razão pela qual tem tanto valor. Por isso permito que os pensamentos se enovelem, se deformem e se misturem ilimitadamente. A todos aqueles que "adoram viver" só tenho algo a dizer: alguém que aprecie verdadeiramente a vida não tem que citar constantemente lugares-comuns para se sentir "iluminado". A verdadeira luz interior vem das nossas acções e não de palavras rascas, provenientes de pessoas mentecaptas.
Não me sinto iluminada mas conheço quem o seja, através de gestos simples que não necessitam de descrições vulgares :)
Wednesday, February 08, 2006
Anime Weekend

Para todos os fãs de anime/harajuku aproveito este espaço para vos dizer que entre o dias 16 e 19 do presente mês, vai decorrer no parque de exposições de aveiro o evento "Anime Weekend", uma amostra e uma aposta interessante na cultura japonesa.
Como amante confessa da cultura japonesa vou fazer os possiveís para lá passar e aproveitar esta oportunidade de conhecer um pouco mais desta cultura, que apenas testemunho pela internet, em livros ou em eventos cinematográficos. De facto, seria óptimo se nesta cidade onde habito existisse um espaço onde me pudesse expressar livremente, sem ter que observar a reacção das pessoas: retrógadas e idiotas, perdoem-me a generalização.
Harajuku é um distrito de Tokyo onde habitam adolescentes que adoptam os mais variados estilos de vida, sem qualquer tipo de censura, os trajes que usam, que aqui até no carnaval seriam considerados exagerados, são apenas uma das particularidades aí vigentes.
Em suma, liberdade de espírito, liberdade no seu sentido mais amplo, algo que eu invejo/ idolatro profundamente.
Relativamente às outras vertentes, nomeadamente a mais relevante, a anime, é uma boa oportunidade de amantes de séries como azumanga daioh, ghost in the shell, evangelion descobrirem novas séries com qualidade/diversão qb.
Deixo aqui o link, a quem estiver interessado :P
http://animeweekend.aveiroexpo.pt/
Monday, February 06, 2006
O verdadeiro espírito da consagrada instituição
Hoje faço apenas um breve comentário sobre o que vi esta manhã... Ora bem, hoje de manhã tive um exame de uma cadeira que nem sabia que tinha ( fui notificada por carta já na ultima semana da dita aula), pormenores, quando vou à wc e observo que todas as referidas instalações sanitárias estão repletas de merda e papel higiénico, ou seja, a relectirem o verdadeiro espírito da espelunca que frequento.
Nunca saberei quem foram os autores mas é bom saber que não sou a única a achar aquela pretensa instituição um depósito de merda. A todo o grupo que o fez os meus parabéns, já que eu era incapaz de profanar aquela dita merda, não tinha estofo para tal porém, estou certa que tal como eu, mais pessoas entenderam o vosso propósito e não choraram pelos cantos pela profanação daquela seita social.
Quanto ao pessoal que se põe a tirar fotos, sabe-se lá para quê, pelo menos podiam-se explicar, não? Bem, hoje só quero aproveitar o dia para relaxar, posso não ser uma defensora acérrima da vida, mas amo esta sensação de liberdade pós-exame! E esta semana de férias vai ser maravilhosa, sabendo que a próxima também o será para mim e para algumas pessoas :) Fantas, sem dúvida um marco bem mais importante que uma vida profissional ainda indefinida!!!
Nunca saberei quem foram os autores mas é bom saber que não sou a única a achar aquela pretensa instituição um depósito de merda. A todo o grupo que o fez os meus parabéns, já que eu era incapaz de profanar aquela dita merda, não tinha estofo para tal porém, estou certa que tal como eu, mais pessoas entenderam o vosso propósito e não choraram pelos cantos pela profanação daquela seita social.
Quanto ao pessoal que se põe a tirar fotos, sabe-se lá para quê, pelo menos podiam-se explicar, não? Bem, hoje só quero aproveitar o dia para relaxar, posso não ser uma defensora acérrima da vida, mas amo esta sensação de liberdade pós-exame! E esta semana de férias vai ser maravilhosa, sabendo que a próxima também o será para mim e para algumas pessoas :) Fantas, sem dúvida um marco bem mais importante que uma vida profissional ainda indefinida!!!
Sunday, February 05, 2006
Dependência tecnológica
Já abordei este tema anteriormente contudo, sinto necessidade de voltar a desabafar sobre isto, porque o que se verifica nos dias que correm é uma total artificialização e robotização social. Hi5, orktut, msn messenger, e muitos mais meios de destruir relações reais e constituir as falsas ideais.
Também eu tenho algumas destas coisas que, apesar de serem um desperdício de tempo e sanidade mental, prendem o nosso lado automatizado. Quais os benefícios que daí podem advir? Estabelecer contacto com pessoas que vemos menos vezes, mas até que ponto isso constitui uma vantagem? Não é melhor falar pessoalmente das aventuras que nos vão acontecendo do que tratar disso de uma forma tão impessoal? Estamos imiscuídos num meio que nos rouba a magia e a identidade, e cá estou eu a publicar pensamentos contraditórios onde? Pois, na internet! Mas tenho que excluir este espaço, porque aqui podemos escrever as coisas mais absurdas possiveís sem que ninguém saiba quem somos, e um blogspot difere muito de uma central do engate, ups, desculpem-me, hi5!
Nos dias que correm há inclusive pessoas que "respiram internet", fecham-se no quarto e passam o tempo neste meio, que, apesar de ser muito útil, como é óbvio, e de nos permitir obter as mais variadas informações (de uma forma muito simples)também consegue transformar certas pessoas em autênticos vegetais, em pessoas completamente anti-sociais.
Pessoas que procuram o amor neste meio, e que o encontram, mas que não têm uma história engraçada para contar, apenas um amor simulado, por vezes um amor oriundo do desespero. É a evolução da espécie, mas também é a condenação de muitos actos naturais, ainda mais do que aqueles que o ser humano opta por condenar. Será possível, com isto tudo vermos beleza nas coisas mais simples? Ou será que vivemos numa sociedade demasiado redutora para tal?
Compras online, amor online, inscrições para ginásios online(sim, esta parece-me demasiado absurda), qualquer dia para quê sair de casa?
Eu, que sou uma amante acérrima da cidade e da tecnologia, vejo que cada vez mais ela nos torna em seres preguiçosos e desprovidos de emoções autênticas. Dou por mim a ver cada vez mais filmes em casa e principalmente em casa de amigos, em vez de me deslocar para o cinema, sim, é bom fazê-lo no conforto de um lar, mas são estas pequenas coisas "confortáveis" que nos retiram alguns dos verdadeiros prazeres de vida.
Hipocrisias à parte e em suma: internet sim, mas com moderação! ( o alcoól é deixá-lo continuar em alta :P)
Também eu tenho algumas destas coisas que, apesar de serem um desperdício de tempo e sanidade mental, prendem o nosso lado automatizado. Quais os benefícios que daí podem advir? Estabelecer contacto com pessoas que vemos menos vezes, mas até que ponto isso constitui uma vantagem? Não é melhor falar pessoalmente das aventuras que nos vão acontecendo do que tratar disso de uma forma tão impessoal? Estamos imiscuídos num meio que nos rouba a magia e a identidade, e cá estou eu a publicar pensamentos contraditórios onde? Pois, na internet! Mas tenho que excluir este espaço, porque aqui podemos escrever as coisas mais absurdas possiveís sem que ninguém saiba quem somos, e um blogspot difere muito de uma central do engate, ups, desculpem-me, hi5!
Nos dias que correm há inclusive pessoas que "respiram internet", fecham-se no quarto e passam o tempo neste meio, que, apesar de ser muito útil, como é óbvio, e de nos permitir obter as mais variadas informações (de uma forma muito simples)também consegue transformar certas pessoas em autênticos vegetais, em pessoas completamente anti-sociais.
Pessoas que procuram o amor neste meio, e que o encontram, mas que não têm uma história engraçada para contar, apenas um amor simulado, por vezes um amor oriundo do desespero. É a evolução da espécie, mas também é a condenação de muitos actos naturais, ainda mais do que aqueles que o ser humano opta por condenar. Será possível, com isto tudo vermos beleza nas coisas mais simples? Ou será que vivemos numa sociedade demasiado redutora para tal?
Compras online, amor online, inscrições para ginásios online(sim, esta parece-me demasiado absurda), qualquer dia para quê sair de casa?
Eu, que sou uma amante acérrima da cidade e da tecnologia, vejo que cada vez mais ela nos torna em seres preguiçosos e desprovidos de emoções autênticas. Dou por mim a ver cada vez mais filmes em casa e principalmente em casa de amigos, em vez de me deslocar para o cinema, sim, é bom fazê-lo no conforto de um lar, mas são estas pequenas coisas "confortáveis" que nos retiram alguns dos verdadeiros prazeres de vida.
Hipocrisias à parte e em suma: internet sim, mas com moderação! ( o alcoól é deixá-lo continuar em alta :P)
Sunday, January 29, 2006
Garden State

Ontem revi e revivi este excelente filme, que a meu ver é uma excelente crítica aos mais variados temas, e que me supreendeu pelo seu toque de simplicidade e realismo. Na sua cidade natal Largeman redescobre-se, com a ajuda dos seus amigos e de uma adorável mentirosa compulsiva. Larga a medicação, prescrevida desde os seus dez anos pelo seu próprio pai, e é nesta pequena cidade, e não em Los Angeles, onde se refugiou nos últimos dez anos, que começa a sentir tudo aquilo de que foi privado, as coisas simples da vida, que para ele ganham uma nova siginificação.
Este filme mostra a realidade para todos aqueles que se escondem e ocultam os seus receios através de uma dose elevada de químicos, todos aqueles que, não padecendo de um desequilíbrio químico significativo, optam por adormecer por um extenso período de tempo, e que, um dia "acordam"desorientados, porém dispostos a sentir, nem que seja uma intensa dor psicológica.
Os seus amigos são tudo menos equilibrados, porém são essas mesmas características que incutem a magia neste filme. Num mundo em que muita gente tem grandes aspirações, os seus amigos limitam-se a fazer o que lhes dá prazer, não se preocupando em serem bem-sucedidos. A sua relação com Sam mostra-se cada vez mais profunda, apesar de, na duração do filme ser de apenas quatro dias.
Apesar de amar quase a totalidade das personagens deste filme, pela sua sinceridade crua, os meus parabéns para a Natalie Portman, que revela aqui os seus dotes como actriz, como nunca o havia feito, na minha opinião. A sua personagem capta-nos pela sua doçura e simultânea capacidade de "brincar" com a sua própria "doença", pela forma como contagia Largeman, pela importância que atribui a pormenores que para muitas pessoas são absurdos, pelo facto da sua doença não prejudicar mas sim ajudar outrém na redescoberta do seu próprio abismo.
Ao Zach Braff os meus parabéns pela realização deste interessante filme, e pela forma como entra num registo tão diferente daquele a que estamos habituados a vê-lo e se completa nele.
Em suma, este filme transporta-nos para um sítio onde é possível reinventarmo-nos através da nossa esssência, e não dos sítios ordinários para onde vamos e das pessoas irritantes que somos forçados a ver. Ficam aqui algumas citações que me tocaram particularmente...
Sam: OK, so... so... sometimes I lie. I mean, I'm weird, man. About random stuff too, I don't even know why I do it. It´s like... it's like a tick, I mean sometimes I hear myself say something and think, Wow, that wasn't even remotely true.
Sam:If you can't laugh at yourself, life's gonna seem a whole lot longer than you like.
Andrew Largeman: All right, so what are we laughing at you about?
Sam: I lied again... I have epilepsy.
Andrew Largeman: Which part are we laughing about?
Sam: had a seizure at the law office where I work, and they told me their insurance wouldn't cover me unless I wore preventative covering.
Andrew Largeman: What's preventative covering?
Sam: The helmet I was wearing... Oh come on, that's funny. That's really funny, I mean I'm the only person who wears a helmet to work who isn't putting out fires or racing for NASCAR. But what do you do, I can't quit... their insurance is amazing, what do you do? You laugh. I'm not saying I don't cry but in between I laugh and I realize how silly it is to take anything too seriously. Plus, I look forward to a good cry. It feels pretty good.
Sam: That's life. If nothing else, its life. It's real, and sometimes it fuckin' hurts, but it's sort of all we have.
Mark: I'm okay with being unimpressive. I sleep better.
Sam: I haven't even lied in like, the past two days.
Andrew Largeman: Is that true?
Sam: No.
Andrew Largeman: Hey Albert? Good luck exploring the infinite abyss.
Albert: Thanks. Hey, you too.
Saturday, January 28, 2006
Bombardeamento aos pseudo-idiotas
Por mais que o evitemos, a racionalização persegue-nos das mais variadas formas. Se alguém me diz que não o faz sou obrigada a desacreditar essa pessoa. A racionalização é mais uma forma de egoísmo como todas as outras, a que nós, seres humanos, estamos tendencialmente predispostos.
Não me acredito em ideais nem em filosofias de vida, porque nos dias que correm o altruísmo assume-se como um "mito social". O egocentrismo está patente em tudo o que fazemos, e é por tal motivo que as coisas ganham significação. Se tudo isto fosse uma chachada hindi, não passavamos de formas de vida robotizadas. Não me acredito em nada transcendental, apenas em mim e nos meus pensamentos, e mesmo esses estão propícios a mudanças. Acredito-me que há pessoas interessantes, pessoas que não tentam impingir modos de viver, pessoas que simplesmente tornam o nosso dia a dia num toque de veludo, por mais que até nos afectem negativamente em certas ocasiões. Pessoas que nunca conhecemos totalmente, e nos acompanham nos dissabores da vida. Pessoas parecidas connosco, pessoas completamente diferentes, pessoas e não formas de vida homogeneamente inuteís.
A quem me acha demasiado fria e zangada com a vida ( cliché dos psicólogos) só posso dizer uma coisa: estamos aqui para exprimir o que sentimos, não o que a mer** da vossa comunidade gostava que eu sentisse, e sim, este é o meu ataque pessoal a todos aqueles que são tolos demais e superficiais ( ser superficial não é só gastar dinhero em "bens materiais" mas também não ter a mínima sensibilidade e auto-respeito para pensar por si próprio) para saberem valorizar a sua existência como seres autónomos.
Não me acredito em ideais nem em filosofias de vida, porque nos dias que correm o altruísmo assume-se como um "mito social". O egocentrismo está patente em tudo o que fazemos, e é por tal motivo que as coisas ganham significação. Se tudo isto fosse uma chachada hindi, não passavamos de formas de vida robotizadas. Não me acredito em nada transcendental, apenas em mim e nos meus pensamentos, e mesmo esses estão propícios a mudanças. Acredito-me que há pessoas interessantes, pessoas que não tentam impingir modos de viver, pessoas que simplesmente tornam o nosso dia a dia num toque de veludo, por mais que até nos afectem negativamente em certas ocasiões. Pessoas que nunca conhecemos totalmente, e nos acompanham nos dissabores da vida. Pessoas parecidas connosco, pessoas completamente diferentes, pessoas e não formas de vida homogeneamente inuteís.
A quem me acha demasiado fria e zangada com a vida ( cliché dos psicólogos) só posso dizer uma coisa: estamos aqui para exprimir o que sentimos, não o que a mer** da vossa comunidade gostava que eu sentisse, e sim, este é o meu ataque pessoal a todos aqueles que são tolos demais e superficiais ( ser superficial não é só gastar dinhero em "bens materiais" mas também não ter a mínima sensibilidade e auto-respeito para pensar por si próprio) para saberem valorizar a sua existência como seres autónomos.
Tuesday, January 24, 2006
Uma questão "sócio-cultural"
Sim, eu sou uma daquelas pessoas "desprezáveis" que se queixa de (quase) tudo. Não, eu não sou mais um "social-toy", designação da minha autoria para aqueles que seguem piamente tudo o que lhes é dito, e fazem coisas, sem as perceberem na sua essência só porque é " socialmente correcto".
"Correcto", a meu ver, é ter uma vocação, não é seguir um caminho imposto, cheio de regras que se contradizem brutalmente, e de lacunas inadmissíveis. É acordar e respirar livremente, porque se o cliché "vive cada dia como se fosse o último" fosse verdadeiramente aplicável, constatava-se que estamos quase todos em coma permanente.
Gosto de falar sem medo das repercussões possíveis, sem ter que medir todas as palavras, sem ter que me sentir mais um "objecto inanimado". Este tema aborrece-me de morte, mas estou farta de ser julgada por me mexer livremente, ao contrário de uns e outros. Não há magia num lugar onde nos sentimos permanentemente monitorizados, logo não há rasgos de criatividade: PARABÉNS!!! Para 90% dos seres ( irrelevantes) que me rodeiam isso é fantástico, pessoas que não são capazes de pensar por si próprias, que adoram a hipocrisia de se sentirem úteis, e fazerem-se de amiguinhos... Excluo daqui os bons 10% que não são assim, incluindo aí algumas pessoas que pouco conheço. Aos outros o meu sincero obrigado por me mostrarem o quão superior sou.
A minha Claire mostrou aos telespectadores o que é estar vivo, e sim, a ironia de tudo isto reside no facto de uma série de televisão mostrar o que é ter atitude, e de ser preciso retratá-lo na televisão, de uma forma construtiva, para que alguma emoção passe para a vida (ir)real de muitos.
Mais uma critica, descontextualizada mas sentida: a todos aqueles que dizem ser despojados de bens materiais, e que não vêem televisão: preocupem-se mais com a vossa vida, em vez de apregoarem falsas filosofias de vida, o que não gastam em "bens materiais" gastam em drogas, uau! Admiro-vos muito por serem uns parasitas sociais sem personalidade própria!!!
Beijos para quem me ama...
"Correcto", a meu ver, é ter uma vocação, não é seguir um caminho imposto, cheio de regras que se contradizem brutalmente, e de lacunas inadmissíveis. É acordar e respirar livremente, porque se o cliché "vive cada dia como se fosse o último" fosse verdadeiramente aplicável, constatava-se que estamos quase todos em coma permanente.
Gosto de falar sem medo das repercussões possíveis, sem ter que medir todas as palavras, sem ter que me sentir mais um "objecto inanimado". Este tema aborrece-me de morte, mas estou farta de ser julgada por me mexer livremente, ao contrário de uns e outros. Não há magia num lugar onde nos sentimos permanentemente monitorizados, logo não há rasgos de criatividade: PARABÉNS!!! Para 90% dos seres ( irrelevantes) que me rodeiam isso é fantástico, pessoas que não são capazes de pensar por si próprias, que adoram a hipocrisia de se sentirem úteis, e fazerem-se de amiguinhos... Excluo daqui os bons 10% que não são assim, incluindo aí algumas pessoas que pouco conheço. Aos outros o meu sincero obrigado por me mostrarem o quão superior sou.
A minha Claire mostrou aos telespectadores o que é estar vivo, e sim, a ironia de tudo isto reside no facto de uma série de televisão mostrar o que é ter atitude, e de ser preciso retratá-lo na televisão, de uma forma construtiva, para que alguma emoção passe para a vida (ir)real de muitos.
Mais uma critica, descontextualizada mas sentida: a todos aqueles que dizem ser despojados de bens materiais, e que não vêem televisão: preocupem-se mais com a vossa vida, em vez de apregoarem falsas filosofias de vida, o que não gastam em "bens materiais" gastam em drogas, uau! Admiro-vos muito por serem uns parasitas sociais sem personalidade própria!!!
Beijos para quem me ama...
Wednesday, October 26, 2005
Love,actually!
Hoje é um dia especial para mim e para o meu pequenino :) Finalmente vou escrever um post sobre algo de extremamente bom, e não sobre mais uma lamúria. Cinco meses em que aprendemos bastante um com o outro, especialmente a valorizar um sentimento que não surge todos os dias, nem com uma carga emocional tão positiva. Cliché ou não, os opostos atraem-se, não é que sejamos assim tão diferentes, mas os pontos em que diferimos servem para que a relação seja enriquecedora e nos respeitemos ainda mais, por não concordarmos em tudo e conseguirmos entender o outro.
Na realidade não quero partilhar com o mundo o que tenho, quem o tem percebe bem porquê, apenas prestar uma breve, mas sincera homenagem a tudo o que sentimos.
Adoro todos os momentos que passo contigo: adoro ouvir-te tocar, mesmo quando me farto de ouvir reggae(hehe...), adoro os nossos momentos de reflexão, os nossos momentos de brincadeiras estúpidas ets etc etc... Adoro o teu sorriso meigo, a tua carinha linda, os teus olhinhos rasgados, até a dormir és lindo meu bébé...
Se pudesse escolher, terias sido só meu desde há muito tempo, mas o que interessa é que apareceste de uma forma espontânea e natural, de uma forma tão singela quanto apaixonante, Deste sentido à expressão "amor à primeira vista", foi de facto o que senti, de uma forma tão intensa que não podia deixar escapar uma oportunidade para voltar a estar contigo.
Irradias a tua luz tão própria, tens um brilho ofuscante, e como bem sabes gosto dos teus momentos de inocência, e da tua inocência no geral, que me fez acreditar que ainda há pessoas genuinamente belas neste Mundo. Há pessoas das quais vale a pena nos rodearmos, porque trazem-nos um bem-estar e um equilíbrio que as coisas mundanas nos vão roubando aos poucos, e tu, tu és um exemplo prático disso mesmo.
Enfim...amo-te muito, muito!!! ( ps: não saõ lamechices, mas sentimentos puros...)
Na realidade não quero partilhar com o mundo o que tenho, quem o tem percebe bem porquê, apenas prestar uma breve, mas sincera homenagem a tudo o que sentimos.
Adoro todos os momentos que passo contigo: adoro ouvir-te tocar, mesmo quando me farto de ouvir reggae(hehe...), adoro os nossos momentos de reflexão, os nossos momentos de brincadeiras estúpidas ets etc etc... Adoro o teu sorriso meigo, a tua carinha linda, os teus olhinhos rasgados, até a dormir és lindo meu bébé...
Se pudesse escolher, terias sido só meu desde há muito tempo, mas o que interessa é que apareceste de uma forma espontânea e natural, de uma forma tão singela quanto apaixonante, Deste sentido à expressão "amor à primeira vista", foi de facto o que senti, de uma forma tão intensa que não podia deixar escapar uma oportunidade para voltar a estar contigo.
Irradias a tua luz tão própria, tens um brilho ofuscante, e como bem sabes gosto dos teus momentos de inocência, e da tua inocência no geral, que me fez acreditar que ainda há pessoas genuinamente belas neste Mundo. Há pessoas das quais vale a pena nos rodearmos, porque trazem-nos um bem-estar e um equilíbrio que as coisas mundanas nos vão roubando aos poucos, e tu, tu és um exemplo prático disso mesmo.
Enfim...amo-te muito, muito!!! ( ps: não saõ lamechices, mas sentimentos puros...)
Tuesday, October 25, 2005
Fiquem com a teoria, continuo à espera da prática..
Este post é um plágio, mas o meu querido amigo Ricardo não se importa, só estou a plagiar a ideia base... A asfixia já é tanta, e como na prática faço o mesmo que a querida ESE ( literalmente nada!) tenho que aproveitar este espaço para me queixar... teoricamente!!!
Elegi o dia de hoje, e o meu blog, para deixar aqui patente que a obrigatoriedade dos senhores doutores do Instituto Politécnico do Porto, que insistem em nos obrigar a frequentar assiduamente as aulas, "apenas" me estão a desmotivar por completo de ter o nobre (!) curso de Gestão do Património acabado...
Belo edíficio , que tantas gripes me patrocinou, e onde tive que chegar ao cúmulo de ir buscar uma mesa e uma cadeira para poder dar-me ao luxo de ir fazer um teste! Ou então, quando turmas de cursos diferentes têm que efectuar exames na mesma sala, nada melhor não?! Pouco confuso... Para não falar dos senhores funcionários da secretaria que nos enxutam para o IPP e vice-versa, aqui uma salvaguarda ao Félix, que é o único que se vai mantendo informado.
E o bar? Se meia dúzia de mesas e cadeiras chegam para cerca de 1300 alunos, ok, quem sou eu para reclamar? Tanto que poderia ser dito, e que justifica na plenitude o aumento das propinas a que estamos sujeitos... Tantas melhorias que vi o ano passado ( a sinalização nas casas de banho e a pintura das paredes, uau, senti mesmo que o meu dinheiro foi útil para a melhoria da qualidade de vida na minha querida e amada escola!!!).
O meu tempo é escasso para falar desta merda... Mas aqui ficam alguns toques pelos quais me sinto priveligiada por frequentar o ensino superior!!!
Elegi o dia de hoje, e o meu blog, para deixar aqui patente que a obrigatoriedade dos senhores doutores do Instituto Politécnico do Porto, que insistem em nos obrigar a frequentar assiduamente as aulas, "apenas" me estão a desmotivar por completo de ter o nobre (!) curso de Gestão do Património acabado...
Belo edíficio , que tantas gripes me patrocinou, e onde tive que chegar ao cúmulo de ir buscar uma mesa e uma cadeira para poder dar-me ao luxo de ir fazer um teste! Ou então, quando turmas de cursos diferentes têm que efectuar exames na mesma sala, nada melhor não?! Pouco confuso... Para não falar dos senhores funcionários da secretaria que nos enxutam para o IPP e vice-versa, aqui uma salvaguarda ao Félix, que é o único que se vai mantendo informado.
E o bar? Se meia dúzia de mesas e cadeiras chegam para cerca de 1300 alunos, ok, quem sou eu para reclamar? Tanto que poderia ser dito, e que justifica na plenitude o aumento das propinas a que estamos sujeitos... Tantas melhorias que vi o ano passado ( a sinalização nas casas de banho e a pintura das paredes, uau, senti mesmo que o meu dinheiro foi útil para a melhoria da qualidade de vida na minha querida e amada escola!!!).
O meu tempo é escasso para falar desta merda... Mas aqui ficam alguns toques pelos quais me sinto priveligiada por frequentar o ensino superior!!!
Sunday, October 23, 2005
Portuguese Prejudice
Já não postava há algum tempo e eis que hoje me ocorreu algo sobre o que reclamar (!) : a sociedade preconceituosa em que vivemos... Não se pode fazer ou ter algo que não corresponda aos padrões usuais da banalidade de um povo conformista, que algum indíviduo desprovido de cerébro olha para nós como se fossemos aberrações iguais aos serial killers dos filmes de terror duvidosos, mas aos quais não resistimos ver.
Um "freak-show", triste espectáculo patrocionado por espectadores oriundos da idade da pedra... Por isso não me orgulho de ser portuguesa se ser português é ser meskinho, sim, sei perfeitamente que a mesquinhez não é característca de uma nação em particular, mas na nossa, é um ponto contra e encontra-se em larga escala!
Vivemos num cantinho sossegado mas pouco civilizado também: um cantinho onde ainda há muitas pessoas que só falam do que não sabem e não têm a curiosidade necessária para aprenderem coisas uteís ao seu crescimento pessoal.
Há pouco tempo, numa determinada aula ouvi uma rapariga dizer que no norte não havia falsidade: ela transpirava falsidade, tal é a ironia das coisas... Preconceituosos e com ar de superioridade: é assim que caracterizo os mentecaptos que por aí circulam, como se fossem o exemplo da virtude e da beleza eterna!!!
Sou uma criatura imperfeita e ao meu jeito pessoal algo imcompleta, mas pelo menos os padrões de vida diferentes do meus não me incomodam e consigo auto-avaliar-me como pessoa... A quem percebeu o meu ponto, um obrigado, aqueles que estão neste momento com um ar de reprovação só vos digo: a escolha é vossa, criaturas ridículas ...
Um "freak-show", triste espectáculo patrocionado por espectadores oriundos da idade da pedra... Por isso não me orgulho de ser portuguesa se ser português é ser meskinho, sim, sei perfeitamente que a mesquinhez não é característca de uma nação em particular, mas na nossa, é um ponto contra e encontra-se em larga escala!
Vivemos num cantinho sossegado mas pouco civilizado também: um cantinho onde ainda há muitas pessoas que só falam do que não sabem e não têm a curiosidade necessária para aprenderem coisas uteís ao seu crescimento pessoal.
Há pouco tempo, numa determinada aula ouvi uma rapariga dizer que no norte não havia falsidade: ela transpirava falsidade, tal é a ironia das coisas... Preconceituosos e com ar de superioridade: é assim que caracterizo os mentecaptos que por aí circulam, como se fossem o exemplo da virtude e da beleza eterna!!!
Sou uma criatura imperfeita e ao meu jeito pessoal algo imcompleta, mas pelo menos os padrões de vida diferentes do meus não me incomodam e consigo auto-avaliar-me como pessoa... A quem percebeu o meu ponto, um obrigado, aqueles que estão neste momento com um ar de reprovação só vos digo: a escolha é vossa, criaturas ridículas ...
Sunday, July 24, 2005
O tipo certo de errado/ perfeitamente imperfeito
Eis como te defino em poucas palavras... Num mundo de incertezas constantes, o que me assegura alguma estabilidade és tu, tu que és tão desigual do meu meio, mas por isso mesmo a tua singularidade me fascina... Tudo o que sei é que a cada momento que passa questiono-me menos sobre como deveria ser, o que deveria ter, porque desvendo a perfeição de ter alguém que me surpreende mesmo sendo algo diferente do que idealizamos...
O mistério da equação não é procurar por caracteristicas similares mas sim encontrar nas diferenças referências comuns... Quero-te cada vez mais e desejo mostrar ao mundo que não precisamos de excibicionismos para sentirmo-nos realizados, basta tão somente termos a compreensão e o entendimento do que parece escapar ao nosso mundinho tão obtuso, o mundinho no qual nos fechamos por questões de inércia e pretensas justificações de segurança (!) ... Sinto muita coisa que não devo, por breves instantes parece que desejo inconscientemente sabotar o que de tão precioso adquiri, mas sei que no fundo não o farei visto que tudo isto que já construímos ainda só é um belo início para algo ainda mais magnificiente...
O mistério da equação não é procurar por caracteristicas similares mas sim encontrar nas diferenças referências comuns... Quero-te cada vez mais e desejo mostrar ao mundo que não precisamos de excibicionismos para sentirmo-nos realizados, basta tão somente termos a compreensão e o entendimento do que parece escapar ao nosso mundinho tão obtuso, o mundinho no qual nos fechamos por questões de inércia e pretensas justificações de segurança (!) ... Sinto muita coisa que não devo, por breves instantes parece que desejo inconscientemente sabotar o que de tão precioso adquiri, mas sei que no fundo não o farei visto que tudo isto que já construímos ainda só é um belo início para algo ainda mais magnificiente...
Sunday, July 10, 2005
Menino Ambiguamente Determinado: Liot
Por vezes surpreendemo-nos com o que se passa à nossa volta, mas muitas vezes a maior surpresa é aquela que vai tomando o seu rumo. É assim que te vejo, como uma surpresa em permanente evolução, vais-te desvendando e simultaneamente te escondendo num turbilhão de actos e pensamentos positivos e confusos, como todo o labirinto que te percorre e zigzagueia o ambiente que te circunda... As pessoas mais interessantes são, de facto, aquelas que nos põem a pensar, mesmo quando as situações são simples e bastante objectivas. Alguém que consegue contagiar os outros com um grande sorriso só pode ser alguém que entra permanentemente na nossa vida, por mais que a distância real seja grande (!).
Num mundo de protótipos defeituosos, eis que as tuas imperfeições cativam aqueles que como eu apreciam um amigo complicado, com o qual dá para abstrair da vida, mas também para falar das coisas mais incomodativas e até mesmo embaraçosas.
A tua rota, a tua estrada perdida que constroís com determinação é o reflexo da tua aura onírica, é a tua imagística, simbolizando as opções indeterminadas para tantos outros, mas precisas para ti. Aproveita o teu potencial, isto é só um post,em breve dedico-te algo mais...
Num mundo de protótipos defeituosos, eis que as tuas imperfeições cativam aqueles que como eu apreciam um amigo complicado, com o qual dá para abstrair da vida, mas também para falar das coisas mais incomodativas e até mesmo embaraçosas.
A tua rota, a tua estrada perdida que constroís com determinação é o reflexo da tua aura onírica, é a tua imagística, simbolizando as opções indeterminadas para tantos outros, mas precisas para ti. Aproveita o teu potencial, isto é só um post,em breve dedico-te algo mais...
Wednesday, July 06, 2005
Tentativa de fracassar...
Mais um dia de pensamentos errantes e insatisfatórios... A inércia é isto mesmo, escrever, não obstante é uma forma de aliviar tudo isto que surge, assim, de rompante e me torna em mais uma pessoa disfórica e perturbada. Um estado de espírito que me invade por vagas, e, que cada vez mais, me faz aperceber da estupificação que é sentir, quando o que sinto é precisamente a falta de... A falta de coerência interior, toda essa coerência que tanto abomino e que intitulo de rotina, mas que nestes momentos seria uma mais valia. Palavras sem nexo, que assaltam uma pessoa desconectada, mesmo que, por ínfimos instantes. Pode ser que daqui a cinco minutos já sinta precisamente o oposto do que registei agora mesmo... Pode ser que esta vaga de disforia que insiste em me percorrer se perca, ou então, me faça perder de vez...
Tuesday, June 21, 2005
karmacoma
"You sure you want to be with me
I´ve nothing to give
won´t lie and say this lovin´s best
leave us in emotional peace
take a walk, take a rest
no, taste the rest
I see you are digging a hole in your neighborhood
you are crazy, but you are lazy
no need to live in a lean-to
your troubles must be seen to be seen to
money like it´s paper with faces I remember
I drink on a daily basis
though it seldom cools my temper
it never cools my temper
walking through the suburbs though not exactly lovers
(:::)
don´t want to be on top of your list
phenomenally and properly kissed
we overcome in sixty seconds
with the strenght we have to together
but for now, emotional ties they stay severed
when there´s trust there will be treats
(:::)
deflowering me my baby, you are my baby mate
I must be crazy, see I´m swazy"
Karmacoma, Jamaica´aroma, eis uma música que reflecte o meu ponto de vista sobre as relações...
I´ve nothing to give
won´t lie and say this lovin´s best
leave us in emotional peace
take a walk, take a rest
no, taste the rest
I see you are digging a hole in your neighborhood
you are crazy, but you are lazy
no need to live in a lean-to
your troubles must be seen to be seen to
money like it´s paper with faces I remember
I drink on a daily basis
though it seldom cools my temper
it never cools my temper
walking through the suburbs though not exactly lovers
(:::)
don´t want to be on top of your list
phenomenally and properly kissed
we overcome in sixty seconds
with the strenght we have to together
but for now, emotional ties they stay severed
when there´s trust there will be treats
(:::)
deflowering me my baby, you are my baby mate
I must be crazy, see I´m swazy"
Karmacoma, Jamaica´aroma, eis uma música que reflecte o meu ponto de vista sobre as relações...
Monday, June 13, 2005
Pensamentos taciturnos
Durante a noite as pessoas revelam integralmente o que o pensam, o que são, ou então ofuscam tudo numa bela pintura [pouco!] impressionista, é o néctar, esse néctar que nos liberta de tantos recalcamentos escusados...
A noite pode ser um jogo macabro, onde todos os ignorantes apostam e perdem, cada vez mais [ a noção de si próprios...] O que determina o bem estar é a nossa capacidade de nos conseguirmos amar e entender, quando estamos no extremo oposto retrocedemos, que foi o que me aconteceu por diversas vezes...
Cada vez perco menos, dado que apesar da minha configuração não ser, de todo, previsível já me rendi a mim mesma, e sei amar o meu ser, espero que tu também o faças sempre e não te percas no limiar do egoísmo que todos possuímos, e que, quando não-assumido nos leva a contemplar coisas oriundas dos nossos pesadelos, não obstante, todo o crescimento interior que esses últimos nos proporcionam.
A todos aqueles, que tal como eu, se perdem um pouco com coisas menores, os meus parabéns por tudo aquilo que conseguem demonstrar e, efectivamente, ser, não são precisas mais palavras para falar de quem habita no meu coração conturbado...
A noite pode ser um jogo macabro, onde todos os ignorantes apostam e perdem, cada vez mais [ a noção de si próprios...] O que determina o bem estar é a nossa capacidade de nos conseguirmos amar e entender, quando estamos no extremo oposto retrocedemos, que foi o que me aconteceu por diversas vezes...
Cada vez perco menos, dado que apesar da minha configuração não ser, de todo, previsível já me rendi a mim mesma, e sei amar o meu ser, espero que tu também o faças sempre e não te percas no limiar do egoísmo que todos possuímos, e que, quando não-assumido nos leva a contemplar coisas oriundas dos nossos pesadelos, não obstante, todo o crescimento interior que esses últimos nos proporcionam.
A todos aqueles, que tal como eu, se perdem um pouco com coisas menores, os meus parabéns por tudo aquilo que conseguem demonstrar e, efectivamente, ser, não são precisas mais palavras para falar de quem habita no meu coração conturbado...
Lost highway
Tal como esse inspirador filme do David Lynch, é assim que me sinto... Por vezes lutamos contra quem somos e isso até nos torna mais fortes, mas simultaneamente perdemo-nos pois acabamos por não saber o que realmente desejamos tão avidamente. Quero-te, desejo-te, no entanto não esqueço acontecimentos de um passado recente que ainda me provocam sérias nauseas... Gostava que me respondessem de forma objectiva e clara, estou farta de interrogações retóricas.
Pode ser que este quebra-cabeças no qual ofusquei mais uma reticiência seja mais uma consequência do meu medo de arriscar... Arriscar é ter consciência de que uma opção nem sempre nos é benéfica, mas sim apenas mais uma representação da realidade, realidade essa que nos solta do mundo fantasmagórico que insistimos em criar (!).
Temo as minhas fraquezas, logo custa-me desvendá-las perante o olhar expectante de outrem. Desculpa-me por todos os momentos em que não falo do que sinto, em que me desequilibro brutalmente e sem razão aparente, em que divago e não sou correcta, em que me torno demasiado obtusa. Talvez não seja de fácil compreensão , mas o que demonstro ser é uma pequena parte do meu genuíno e imperfeitamente belo ser, tal como todos esses que me rodeiam e dos quais nunca me vou esquecer...
Pode ser que este quebra-cabeças no qual ofusquei mais uma reticiência seja mais uma consequência do meu medo de arriscar... Arriscar é ter consciência de que uma opção nem sempre nos é benéfica, mas sim apenas mais uma representação da realidade, realidade essa que nos solta do mundo fantasmagórico que insistimos em criar (!).
Temo as minhas fraquezas, logo custa-me desvendá-las perante o olhar expectante de outrem. Desculpa-me por todos os momentos em que não falo do que sinto, em que me desequilibro brutalmente e sem razão aparente, em que divago e não sou correcta, em que me torno demasiado obtusa. Talvez não seja de fácil compreensão , mas o que demonstro ser é uma pequena parte do meu genuíno e imperfeitamente belo ser, tal como todos esses que me rodeiam e dos quais nunca me vou esquecer...
Saturday, June 11, 2005
Misunderstanding myself
Bem, mais um post sobre um momento em que tudo o que sei é que as incompatibilidades existem, e o risco de se acentuarem é cada vez maior. É absurdo como idealizamos tanto algo que, provavelmente, só existe dentro do nosso imaginário, e que, mesmo assim, é capaz de destruir o que de tão benéfico possuímos.
Gostava de conseguir contentar-me com o que tenho, porém o meu dia assim o diz: "Dia 28 - É um sonhador. Tem todas as chances do mundo de chegar ao topo, mas contenta-se apenas em sonhar com isso por pura preguiça. Ama a liberdade e sofre com freqüência por causa das limitações que a vida impõe. Avesso a convenções, gosta de fazer as coisas a sua maneira".
Desculpa se não sou perfeita, tu também tens a tua pesada carga de imperfeições (!), o pior é que tu não as admites... Pode ser que isto tudo acabe, todavia, desta feita, terás uma boa parcela da culpa, não se deve negar o que é evidente, a negação é uma forma de não-assunção do que poderia ser contornado... Pode ser que tudo isto se modifique com o tempo, ou que, no pior dos casos, nos conduza a um ponto de ruptura incontornável... Espero que, pelo menos, caso tenha que cessar, seja um cessar-fogo e não uma explosão de alta dimensão e loucura (!), visto que, por mais perturbada que me encontre, não quero perder o que de valioso [ainda] conseguimos construir...
Gostava de conseguir contentar-me com o que tenho, porém o meu dia assim o diz: "Dia 28 - É um sonhador. Tem todas as chances do mundo de chegar ao topo, mas contenta-se apenas em sonhar com isso por pura preguiça. Ama a liberdade e sofre com freqüência por causa das limitações que a vida impõe. Avesso a convenções, gosta de fazer as coisas a sua maneira".
Desculpa se não sou perfeita, tu também tens a tua pesada carga de imperfeições (!), o pior é que tu não as admites... Pode ser que isto tudo acabe, todavia, desta feita, terás uma boa parcela da culpa, não se deve negar o que é evidente, a negação é uma forma de não-assunção do que poderia ser contornado... Pode ser que tudo isto se modifique com o tempo, ou que, no pior dos casos, nos conduza a um ponto de ruptura incontornável... Espero que, pelo menos, caso tenha que cessar, seja um cessar-fogo e não uma explosão de alta dimensão e loucura (!), visto que, por mais perturbada que me encontre, não quero perder o que de valioso [ainda] conseguimos construir...
Monday, May 30, 2005
Momento de felicidade intensa
Sim, não é um título propriamente original, mas neste momento é-me díficil dizê-lo de outra forma: obrigada por existires e por seres um dos 10%, o que, como a Ana Raquel sabe, existem no meio de toda a lixeira cósmica em que por vezes submergimos...
Espero que tudo aquilo que mostras se mantenha por muito tempo, e que, com o acréscimo dos dias haja também um acréscimo de significação de tudo aquilo que demonstras ser. Não sei se estarei a ser demasiado optimista, só sei que fartei-me de pensar nos contras e desejo viver avidamente estes momentos de felicidade que me foram concedidos na montanha russa da vida, já que sou um pouco impulsiva, há que deixar este rasgo de ânimo transbordar e não adormecer ou então viver na inquietação de quem só vê o que não existe...
És tu... Só por isso obrigado!
Espero que tudo aquilo que mostras se mantenha por muito tempo, e que, com o acréscimo dos dias haja também um acréscimo de significação de tudo aquilo que demonstras ser. Não sei se estarei a ser demasiado optimista, só sei que fartei-me de pensar nos contras e desejo viver avidamente estes momentos de felicidade que me foram concedidos na montanha russa da vida, já que sou um pouco impulsiva, há que deixar este rasgo de ânimo transbordar e não adormecer ou então viver na inquietação de quem só vê o que não existe...
És tu... Só por isso obrigado!
Thursday, May 26, 2005
Dedicado a ti! "Weiming" [2004 ?!]
" O materialismo ensinou-me,
primeiro o material, depois o espiritual,
o material é o fundamento de tudo,
a forma é o conteúdo"
Beijing doll
A filosofia de vida de quem se assume, chamem-me triste, eu chamo-me Sónia e sou um ser desprezível e adorável como tantos outros que por aí andam... O meu maior defeito é desprezar e adorar em demasia, possuo um temperamento deveras difícil... E já estou a divagar, demasiadamente, sobre mim. Tudo o que consegui abandonar ainda não foi suficiente, ainda me pesam as costas e esse maldito orgão que insiste em impôr-se à racionalidade...
Resta-me sonhar contigo, "Weiming", contigo que continuas tão submerso, perdoa-me se sou negligente, até pode ser intencional, mas se soubesses por que motivos me tornei assim, entender-me-ias, penso eu...
primeiro o material, depois o espiritual,
o material é o fundamento de tudo,
a forma é o conteúdo"
Beijing doll
A filosofia de vida de quem se assume, chamem-me triste, eu chamo-me Sónia e sou um ser desprezível e adorável como tantos outros que por aí andam... O meu maior defeito é desprezar e adorar em demasia, possuo um temperamento deveras difícil... E já estou a divagar, demasiadamente, sobre mim. Tudo o que consegui abandonar ainda não foi suficiente, ainda me pesam as costas e esse maldito orgão que insiste em impôr-se à racionalidade...
Resta-me sonhar contigo, "Weiming", contigo que continuas tão submerso, perdoa-me se sou negligente, até pode ser intencional, mas se soubesses por que motivos me tornei assim, entender-me-ias, penso eu...
Old complaints [2003 leia-se...]
Bad temper
Maybe I should be less enthusiastic,
There´s not such a thing in this world we can validate as"fantastic",
why do I get so attached?
To things I should really forget?
This fucking glass makes me feel weak,
but, either way, I will never be thick,
Friends or something like that,
I don´t feel ready to know you, that is a fact.
I feel such a rage,
I know it must be an outrage,
Knowing you aren´t to blame,
Why do I have such an huge shame?
Deceptive appearances, persecute me all around,
Sorry, this is just what I have already found...
Life sucks, then we die,
private jokes make me cry,
´cause all the dolts are happy,
guess why?
Maybe if you try hard,
you´ll find you are really sad,
´cause you are already dead...
ps: Já se passou algum tempo, já não sou assim taaaaaaaaaao anormal ;P
Maybe I should be less enthusiastic,
There´s not such a thing in this world we can validate as"fantastic",
why do I get so attached?
To things I should really forget?
This fucking glass makes me feel weak,
but, either way, I will never be thick,
Friends or something like that,
I don´t feel ready to know you, that is a fact.
I feel such a rage,
I know it must be an outrage,
Knowing you aren´t to blame,
Why do I have such an huge shame?
Deceptive appearances, persecute me all around,
Sorry, this is just what I have already found...
Life sucks, then we die,
private jokes make me cry,
´cause all the dolts are happy,
guess why?
Maybe if you try hard,
you´ll find you are really sad,
´cause you are already dead...
ps: Já se passou algum tempo, já não sou assim taaaaaaaaaao anormal ;P
Fabio I guess [ escrito algures em 2003)
Penso em ti, mal te conheço, "I´m a simple selfish son". Quando esta angústia se apodera de mim, os pensamentos avançam velozmente e com voracidade, não me permitindo uma visão coerente do que realmente se passa à minha volta. Sim, nós somos capazes de, a muito custo, distinguir uma ilusão de uma "deceptive appearance", de uma imposição infiel à nossa maneira de sentir.
Provavelmente quando te voltar a ver, tudo isto vai perder a sua significação, vai-se tornar num ridículo momento de loucura improvisada. O desconhecido atrai-me, porque pode ser perfeitamente imperfeito, o tipo certo de errado, tudo aquilo que me desagrada, contudo, me exalta. Como teria sido se naquela noite tivesse cedido às tuas investidas?!
Chega uma altura em que tudo se transforma, a evolução ocorre e o repúdio juntamente com o recalcamento causam a "extrema aversão".
Mudei, mas o meu lado fantasioso não esmoreceu, serei sempre uma criança imaginativa, engenhosa, e, nesse sentido, recuso-me a crescer! Só gostava de ter a capacidade,ou habilidade, mais concretamente, de delinear melhor a distância entre os dois campos.
Ser uma "Amélie Poulain" não é exactamente uma boa resolução a longo prazo. Um dia serei forçada a enfrentar a realidade mundana da qual tento tão avidamente desconectar-me...
Provavelmente quando te voltar a ver, tudo isto vai perder a sua significação, vai-se tornar num ridículo momento de loucura improvisada. O desconhecido atrai-me, porque pode ser perfeitamente imperfeito, o tipo certo de errado, tudo aquilo que me desagrada, contudo, me exalta. Como teria sido se naquela noite tivesse cedido às tuas investidas?!
Chega uma altura em que tudo se transforma, a evolução ocorre e o repúdio juntamente com o recalcamento causam a "extrema aversão".
Mudei, mas o meu lado fantasioso não esmoreceu, serei sempre uma criança imaginativa, engenhosa, e, nesse sentido, recuso-me a crescer! Só gostava de ter a capacidade,ou habilidade, mais concretamente, de delinear melhor a distância entre os dois campos.
Ser uma "Amélie Poulain" não é exactamente uma boa resolução a longo prazo. Um dia serei forçada a enfrentar a realidade mundana da qual tento tão avidamente desconectar-me...
Another strange place
Venho por este meio reflectir sobre mais um acontecimento duvidoso que ocorreu recentemente, mais precisamente ontem ( não subscrevi qual o dia exacto!). Há pessoas que possuem uma magia tal, que , mal as conhecemos temos vontade de descobrir ainda mais sobre a sua singela existência. É a tal inocência, que tanto me agrada , e que não é muito frequente nos tempos em que nos encontramos.
Alguém que ainda possuiu um brilho genuíno é algo díficil de vislumbrar, não obstante, o diamante não necessitou sequer de ser lapidado, tal é o brilho que emana e que imediatamente me ofuscou.
Provavelmente, daqui a uns dias nem sequer me lembro da tua peculiar existência, no entanto permanecerás aqui relembrado, porque pareces-me digno de tal acto. Talvez seja a treta do sexto sentido, talvez apenas o lado menos recalcado do meu ser, no entanto tenho plena consciência de que estou correcta. Provalvelmente a inocência não é um valor dominante para a maioria das pessoas, porém, para o meu estranho ser, continua a merecer lugar de destaque...
Ps: Não sei precisar quando é que isto foi escrito, mas foi algures no início deste mês...
Alguém que ainda possuiu um brilho genuíno é algo díficil de vislumbrar, não obstante, o diamante não necessitou sequer de ser lapidado, tal é o brilho que emana e que imediatamente me ofuscou.
Provavelmente, daqui a uns dias nem sequer me lembro da tua peculiar existência, no entanto permanecerás aqui relembrado, porque pareces-me digno de tal acto. Talvez seja a treta do sexto sentido, talvez apenas o lado menos recalcado do meu ser, no entanto tenho plena consciência de que estou correcta. Provalvelmente a inocência não é um valor dominante para a maioria das pessoas, porém, para o meu estranho ser, continua a merecer lugar de destaque...
Ps: Não sei precisar quando é que isto foi escrito, mas foi algures no início deste mês...
Monday, May 23, 2005
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Sim, estava a rever o filme, uma vez mais, e não resisti a postar sobre uma das mais belas obras de arte cinematográficas que já vi... O filme retrata na perfeição a vida pré-adulta/adulta: todas as confusões e questões que se desenrolam labirínticamente e acabam por conduzir a um mesmo caminho de encruzilhadas constantes (!). A Clementine, escusado será dizer, é mais uma personagem com a qual me identifico de uma forma assustadora, pela forma de pensar, tão impulsiva e ao mesmo tempo tão directa, o que nos dias que correm é algo cada vez mais raro... As pessoas limitam-se a ocultar tudo, a serem "Joels" com a lame excuse de que : "Constantly talking is not necessarily communicating." Admito, por vezes exageramos e falo por mim, que talvez fale demasiado de coisas muitas pessoais, por vezes, para noutras alturas esconder tudo num baú repleto de ferrugem, devido a todas essas pessoas que agem como "Joels looks-a like" e preferem permanecer secretamente confusas.
Ser adulto é viver rodeado de incertezas, um misto de alegria e infelicidade que alternam como o nosso estado de espírito oscila após uma ressaca violenta, mas desta feita com o contra de estarmos demasiado conscientes e sabermos que não se trata de um desequilíbrio quimico, mas sim de uma condição inerente a todo e qualquer frágil ser humano. Vejam este filme e sintam os problemas das personagens como se de os vossos próprios se tratassem... Resta-me deixar três das citações mais significativas deste magnífico filme...
Mary: "It´s beautiful, you look at a baby and it´s so beautiful, so free, so clean and adults are like this mess of sadness and phobias."
Clementine: "Joel I´m not a concept, I´m just a fucked up girl who is looking for my own piece of mind, don´t assign me yours, I´m not perfect."
Joel: "Why do I fall in love with every woman I see who shows a little bit of attention for me?"
Ser adulto é viver rodeado de incertezas, um misto de alegria e infelicidade que alternam como o nosso estado de espírito oscila após uma ressaca violenta, mas desta feita com o contra de estarmos demasiado conscientes e sabermos que não se trata de um desequilíbrio quimico, mas sim de uma condição inerente a todo e qualquer frágil ser humano. Vejam este filme e sintam os problemas das personagens como se de os vossos próprios se tratassem... Resta-me deixar três das citações mais significativas deste magnífico filme...
Mary: "It´s beautiful, you look at a baby and it´s so beautiful, so free, so clean and adults are like this mess of sadness and phobias."
Clementine: "Joel I´m not a concept, I´m just a fucked up girl who is looking for my own piece of mind, don´t assign me yours, I´m not perfect."
Joel: "Why do I fall in love with every woman I see who shows a little bit of attention for me?"
Sunday, May 22, 2005
Boys wanna fight!
Esta música dos garbage descreve bem o caos em que mergulhamos, de cabeça... Todas aquelas sensações e situações que experienciamos sem percebermos como nem porquê...Ontem saí com a Claudinha e lembrei-me de muita coisa, a música remeteu-me para os tempos do saloon, e quando deu a tribe dos soufly eu e a Clau ficamos simplesmente histéricas! Estive com o Daniel e não senti absolutamente nada, como é possível pensarmos que estamos apaixonados e desapaixonarmo-nos com uma facilidade tremenda?! Insanidade temporária?! É libertador não estarmos presos a alguém que nem sequer preenche os nossos requisitos idílicos...
Quando o constrangimento é demasiado elevado acabamos por sabotar qualquer resto de prazer imediato. Desculpem-me mas não consigo: não consigo estar com um amigo sem pensar que é errado, com tabus e joguinhos mentais próprios da adolescência, agora que estou algures na minha "second coming of age" , prefiro ficar-me pelo que não conheço, para não complicar mais o que só conheço de uma forma superficial e controversa. Se realmente fores meu amigo vais perceber isso, senão só te digo isto: vai para a pilha dos itens inuteis e permanece aí, que é provavelmente o que mereces [ só tu o podes determinar...]
Ando sem paciência para os filmes independentes que os rapazes, aparentemente ainda na puberdade, se dão ao trabalho de realizar, mas de uma qualidade muito inferior à dos ditos filmes. Tanta complicação, tantos problemas que não são meus e que não deviam ser transportados para mim, o saco do aspirador está cheio, se quiseres vai tu comprar os próximos...
"They know best how they can mess with us
Nursing an opinion´s getting dangerous
and in a world where good´s not good enough
Let´s get loaded and kick up a fuss
[...]
I´m sick sick sick of saying nothing
Sick sick sick sick of doing nothing
I´m sick sick sick of saying nothing
But let´s get loaded"
Quando o constrangimento é demasiado elevado acabamos por sabotar qualquer resto de prazer imediato. Desculpem-me mas não consigo: não consigo estar com um amigo sem pensar que é errado, com tabus e joguinhos mentais próprios da adolescência, agora que estou algures na minha "second coming of age" , prefiro ficar-me pelo que não conheço, para não complicar mais o que só conheço de uma forma superficial e controversa. Se realmente fores meu amigo vais perceber isso, senão só te digo isto: vai para a pilha dos itens inuteis e permanece aí, que é provavelmente o que mereces [ só tu o podes determinar...]
Ando sem paciência para os filmes independentes que os rapazes, aparentemente ainda na puberdade, se dão ao trabalho de realizar, mas de uma qualidade muito inferior à dos ditos filmes. Tanta complicação, tantos problemas que não são meus e que não deviam ser transportados para mim, o saco do aspirador está cheio, se quiseres vai tu comprar os próximos...
"They know best how they can mess with us
Nursing an opinion´s getting dangerous
and in a world where good´s not good enough
Let´s get loaded and kick up a fuss
[...]
I´m sick sick sick of saying nothing
Sick sick sick sick of doing nothing
I´m sick sick sick of saying nothing
But let´s get loaded"
Saturday, May 14, 2005
Página dilacerada
Aproveito mais esta espera na minha vida, aqui sentada em frente à biblioteca Almeida Garrett, para falar de mais uma reticência... Não dá para entender as opções das pessoas quando estas contradizem o que nós tendencialmente supomos, ou até mesmo o que elas outrora afirmaram tão veementemente...
Não fosse eu um pseudo-depósito de compreensão e tudo isto já teria sido abortado, tudo isto que só me faz sentir cada vez mais e mais bipolar. Ofendo vezes sem conta quem padece de tal desequilíbrio químico, mas é assim que me marcam, como se de dois extremos me tratasse e esticassem cada extremo até ao limite pelo prazer de rebentar com ambos. Ambos, ambivalência, mais um conceito que me é familiar, quanto mais não seja do filme "Girl,Interrupted", que é como por vezes me sinto, "ambi", "os dois"...
Este tempo é inspirador, esta espera só faz com que seja invadida de pensamentos irrisórios e errantes... O tempo de harmonia virá, estou certa disso, ainda a semana passada assim o foi, encontra-se junto de determinadas pessoas, assim como outras me levam a este estado deplorável de auto-comiseração. Todavia, por mais que assim o façam [estas últimas] continuarei a pessoa forte e combativa na qual me tornei, e aprenderei mais sobre a minha pessoa, a mais lúcida e importante de todas!
I tend to forget
I tend to interiorize
But it´s time not to let
This fucking mess jeopardize[myself]!
Não fosse eu um pseudo-depósito de compreensão e tudo isto já teria sido abortado, tudo isto que só me faz sentir cada vez mais e mais bipolar. Ofendo vezes sem conta quem padece de tal desequilíbrio químico, mas é assim que me marcam, como se de dois extremos me tratasse e esticassem cada extremo até ao limite pelo prazer de rebentar com ambos. Ambos, ambivalência, mais um conceito que me é familiar, quanto mais não seja do filme "Girl,Interrupted", que é como por vezes me sinto, "ambi", "os dois"...
Este tempo é inspirador, esta espera só faz com que seja invadida de pensamentos irrisórios e errantes... O tempo de harmonia virá, estou certa disso, ainda a semana passada assim o foi, encontra-se junto de determinadas pessoas, assim como outras me levam a este estado deplorável de auto-comiseração. Todavia, por mais que assim o façam [estas últimas] continuarei a pessoa forte e combativa na qual me tornei, e aprenderei mais sobre a minha pessoa, a mais lúcida e importante de todas!
I tend to forget
I tend to interiorize
But it´s time not to let
This fucking mess jeopardize[myself]!
Friday, May 13, 2005
Wonderful electric!
Não, não estou a ouvir goldfrapp, mas sim fischerspooner... Relembro-me de todos os momentos passados no triplex, amanhã devo lá voltar, e de lá tenho recordações excelentes. Eu e a Claudinha divertidas e sem preocupações, sem tempo para longas metragens de fim duvidoso... Por vezes o importante é sentir, sem pensar, só estar em contacto com o que nos causa prazer e não reflectir sobre coisa alguma. Tudo o que não somos capazes de racionalizar torna-se num sentimento dubio, em algo para ser esquecido, portanto talvez o melhor seja simplesmente (des)racionalizar de uma vez por todos e buscar o prazer imediato proporcionado simplesmente pelo apuramento dos nossos sentidos.
Não consigo dormir, e não obstante, não paro de pensar em parar de o fazer(?!). Apenas por uma hora que seja, experienciar tudo aquilo pelo que passam as pessoas descomplicadas, tudo aquilo pelo que passo quando estou a ouvir uma musica electroclash, que me impede de remeter para mais (des)associações da minha experiência passada.
Prendemo-nos a pensamentos surreais, a pinturas de Dali, com todas as suas associações à libido de uma forma, a meu ver, tão opressiva ou então, melhor dizendo, obscura. Gosto muito de Dali, apesar de não ser uma conhecedora de arte, mas desta feita quero ser eu a pintar a tela, ou melhor a "iluminura" da minha futura vida...
Não consigo dormir, e não obstante, não paro de pensar em parar de o fazer(?!). Apenas por uma hora que seja, experienciar tudo aquilo pelo que passam as pessoas descomplicadas, tudo aquilo pelo que passo quando estou a ouvir uma musica electroclash, que me impede de remeter para mais (des)associações da minha experiência passada.
Prendemo-nos a pensamentos surreais, a pinturas de Dali, com todas as suas associações à libido de uma forma, a meu ver, tão opressiva ou então, melhor dizendo, obscura. Gosto muito de Dali, apesar de não ser uma conhecedora de arte, mas desta feita quero ser eu a pintar a tela, ou melhor a "iluminura" da minha futura vida...
Wednesday, May 11, 2005
Return to hell
Começaram as aulas, e eu sinto-me mesmo deslocada. Não percebo nada do que se passa à minha volta e começo a perder o interesse. Se é suposto tudo ser um amontoado de peças que não tem encaixe possível, para quê o mínimo empenho? O que importa tentar alcançar isto ou aquilo, quando o que realmente queremos se encontra num horizonte tão longínquo?
Pareço uma bipolar a falar, às vezes é mesmo assim que me sinto: bipolar, borderline qualquer desculpa cliche para se ser patético e agressivo( desculpem-me os portadores de tais doenças...).
Já tentei mudar mas não é possível mudarmos algo só por nós mesmos, quando ninguém se disponibiliza para ajudar, e, neste caso concreto falo de certas e determinadas pessoas que se põem com joguinhos mentais próprios da idade da pedra, melhor ainda, da idade da perda! Pois será isso que vai acontecer. Mais uma vez, agradeço a todos aqueles que não são assim, a todos aqueles que me fazem pensar que tudo isto não é assim tão mau. Os outros... e sendo grossa: que se fodam! Pois a única merda que sabem fazer é destruir toda à sua volta, inclusive eles próprios... Cobardes que tem medo de se assumir e de assumir o que não entendem, que se acham de uma superioridade exarcebada quando a única coisa que possuem é falta de criatividade e de personalidade. Este é o meu grito de revolta para todos esses que não se dão ao trabalho de construir o quer que seja, que só sentem bem no seu mundo tão, mas tão limitado!
Pareço uma bipolar a falar, às vezes é mesmo assim que me sinto: bipolar, borderline qualquer desculpa cliche para se ser patético e agressivo( desculpem-me os portadores de tais doenças...).
Já tentei mudar mas não é possível mudarmos algo só por nós mesmos, quando ninguém se disponibiliza para ajudar, e, neste caso concreto falo de certas e determinadas pessoas que se põem com joguinhos mentais próprios da idade da pedra, melhor ainda, da idade da perda! Pois será isso que vai acontecer. Mais uma vez, agradeço a todos aqueles que não são assim, a todos aqueles que me fazem pensar que tudo isto não é assim tão mau. Os outros... e sendo grossa: que se fodam! Pois a única merda que sabem fazer é destruir toda à sua volta, inclusive eles próprios... Cobardes que tem medo de se assumir e de assumir o que não entendem, que se acham de uma superioridade exarcebada quando a única coisa que possuem é falta de criatividade e de personalidade. Este é o meu grito de revolta para todos esses que não se dão ao trabalho de construir o quer que seja, que só sentem bem no seu mundo tão, mas tão limitado!
Monday, May 02, 2005
Rules of attraction

Este filme, que exemplifica bem a vida pré-adulta inspirou-me hoje para a criação de um novo post. Andamos de tal forma com a cabeça à roda, que nada se resolve, tudo permanece guardado num cantinho da nossa mente, até que, por algum motivo "acidental", esse cantinho é desnudado.
Normalmente não é por um bom motivo, é o tal "acidente" que faz com que tudo o que não foi assumido assim o seja... Gostava que, por uma vez, se transformasse em algo positivo, e lá estou a ser demasiado pessoal, ninguém a conseguir perceber do que falo e por que motivo me lembrei disso. Falo de ti, falo dele, falo de tudo isto que não entendo mas que me dá alento, de uma forma mesmo engraçada. O teu jeito de falar é tão intenso, arrepia a forma como banalizas tudo e depois te tornas numa pessoa tão doce, sem te questionares sobre nada, tal como disseste"sou nervoso, indeciso e ansioso mas que gosto, gosto".
Esta semana foi demasiado intensa, a queima é sempre assim, uma pessoa acaba por não perceber nada do que vai na cabeça, nem querer perceber, o que importa é estar com os amigos, e nesse aspecto eu, a ju, a elsa e o liot curtimos muito.
Mas a última noite contigo também foi especial, pela tua naturalidade, és como eu, um aluado/louco/queridinho....
Tenha isto o rumo que tiver vai ser uma história para recordar sempre, e a nossa amizade não há de cessar, sinto-o...
Saturday, April 30, 2005
Perfect kind of love
Apeteceu-me fazer algo que em mim não é usual: homenagear os meus amigos. Não é que vocês não saibam tudo aquilo que vou dizer, mas sabem-no atrvés das minhas acções, que, não obstante, tonaram-se bem mais significantes que qualquer palavra proferida.
São vocês que merecem todo e qualquer tipo de análise emocional, dado que, no vosso caso, ela é instintiva, é por vocês, e só por vocês, que sei perfeitamente o que sinto e tudo aquilo que sou capaz de fazer.
Só a vocês opto por raramente mentir, não me apetece, digo-o, ou então quando minto são as mentirinhas mais insignificantes possiveís, e apenas para evitar futuras chatices. O ser humano é naturalmente "enganador", quem diz que nunca mente está obviamente a mentir a si mesmo..
Vocês dão outra cor à minha vida enublada, tornam-na vermelha e viva, tal é a cor de minha eleição. Podemos ter os nossos conflitos, com uns mais do que com outros: não é Ricardo? Mas isso só fortalece o nosso amor, e é por isso, e peço desculpa aos restantes, que sei que tu és uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Não me vou pôr com mais observações pessoais, amo-vos a todos, e pronto, para alguém como eu isso é demasiado importante, saber situar-me em relação a determinadas pessoas, sem ter dúvidas do que sinto.
Este post veio na continuidade do meu egoísmo, de tudo aquilo que não sei sentir, mas enveredou por um caminho muito mais digno, não altruísta, essa palavra reservo às ínfimas pessoas que assim o são.
Não sou pessoa de grandes escritos, para mim o essencial diz-se em poucas palavras: adoro-vos e a vocês nunca nada será metaforizado, visto que a naturalidade que nos une é o factor mais importante.
Dedico este post às seguintes pessoas: Ricardo, Claúdia, Joana(s), Ana(s), Ângela, Paulo, Ruben, Sandra e Hélio...
São vocês que merecem todo e qualquer tipo de análise emocional, dado que, no vosso caso, ela é instintiva, é por vocês, e só por vocês, que sei perfeitamente o que sinto e tudo aquilo que sou capaz de fazer.
Só a vocês opto por raramente mentir, não me apetece, digo-o, ou então quando minto são as mentirinhas mais insignificantes possiveís, e apenas para evitar futuras chatices. O ser humano é naturalmente "enganador", quem diz que nunca mente está obviamente a mentir a si mesmo..
Vocês dão outra cor à minha vida enublada, tornam-na vermelha e viva, tal é a cor de minha eleição. Podemos ter os nossos conflitos, com uns mais do que com outros: não é Ricardo? Mas isso só fortalece o nosso amor, e é por isso, e peço desculpa aos restantes, que sei que tu és uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Não me vou pôr com mais observações pessoais, amo-vos a todos, e pronto, para alguém como eu isso é demasiado importante, saber situar-me em relação a determinadas pessoas, sem ter dúvidas do que sinto.
Este post veio na continuidade do meu egoísmo, de tudo aquilo que não sei sentir, mas enveredou por um caminho muito mais digno, não altruísta, essa palavra reservo às ínfimas pessoas que assim o são.
Não sou pessoa de grandes escritos, para mim o essencial diz-se em poucas palavras: adoro-vos e a vocês nunca nada será metaforizado, visto que a naturalidade que nos une é o factor mais importante.
Dedico este post às seguintes pessoas: Ricardo, Claúdia, Joana(s), Ana(s), Ângela, Paulo, Ruben, Sandra e Hélio...
Wednesday, April 27, 2005
High Expectations
Gostava de saber porque esperam tanto de mim?! Eu não sei o que esperar no geral, e à minha volta cercam-me com um muro de expectativas enormes, como se eu tivesse alguma aptidão fora do normal... Tudo o que demonstro é uma enorme insatisfação, que é interpretada ora como se fosse capaz de grandes feitos, ora como se tivessem medo do que me podem dizer. De qualquer das formas sinto uma grande pressão, no sentido de desejar que me vissem como realmente sou, talvez "muito capaz de" mas sobretudo " mais frágil do que".
Estou farta de interpelar quem não me diz nada e não dizer o que quero a quem quero! É a minha maior falha, aquela que não vejo meios de superar, que perdurará e se eu não me acautelar irá pôr termo a qualquer vislumbramento de autenticidade. Sou genuinamente pessimista, mas também existe mais do que aquilo que tão intensamente mostro.
Peço-te desde já desculpas, visto que não sei se mesmo a ti, que supostamente conheces tudo de mim, serei capaz de acompanhar sem a maldita máscara dos relacionamentos. Como o Paulo e eu um dia discutimos, é díficil livrarmo-nos de algo que, apesar de nos destruir, sustém as nossas preocupações que tendem a ser exarcebadas...
Estou farta de interpelar quem não me diz nada e não dizer o que quero a quem quero! É a minha maior falha, aquela que não vejo meios de superar, que perdurará e se eu não me acautelar irá pôr termo a qualquer vislumbramento de autenticidade. Sou genuinamente pessimista, mas também existe mais do que aquilo que tão intensamente mostro.
Peço-te desde já desculpas, visto que não sei se mesmo a ti, que supostamente conheces tudo de mim, serei capaz de acompanhar sem a maldita máscara dos relacionamentos. Como o Paulo e eu um dia discutimos, é díficil livrarmo-nos de algo que, apesar de nos destruir, sustém as nossas preocupações que tendem a ser exarcebadas...
Sunday, April 24, 2005
Is this love that I´m feeling?!
Isto hoje vai assumir a forma de um relato... Sexta fiquei a saber que o Daniel gosta de mim, bem, já tínhamos bebido uns copos e foi muito estranho. Apercebi-me que também gosto dele, apenas tinha medo de o assumir. Somos dois seres loucos: foi preciso beber para confesssar os sentimentos. Ele tinha medo que eu não correspondesse aos seus sentimentos, escusado seria dizer porquê: não sou propriamente uma pessoa afectuosa e que transparece o que sente.
É estranho isto de gostar de uma pessoa que conhecemos há imenso tempo, que sabe quase tudo sobre nós, inclusive as histórias de outras paixões e as noites de bebedeiras desenfreadas... Mas por outro lado, conheço-o o suficiente para confiar nele, e se em cinco anos de amizade nunca nos chateamos, não estou a ver os problemas a surgirem agora...
Eu, que tendenciosamente, complico tudo, sinto-me agora segura e confiante, não sei se já para assumir uma relação, mas para estar com ele, e falarmos sobre isto...
Um post escrito num momento de alegria!!! Isto não costuma acontecer... :))
É estranho isto de gostar de uma pessoa que conhecemos há imenso tempo, que sabe quase tudo sobre nós, inclusive as histórias de outras paixões e as noites de bebedeiras desenfreadas... Mas por outro lado, conheço-o o suficiente para confiar nele, e se em cinco anos de amizade nunca nos chateamos, não estou a ver os problemas a surgirem agora...
Eu, que tendenciosamente, complico tudo, sinto-me agora segura e confiante, não sei se já para assumir uma relação, mas para estar com ele, e falarmos sobre isto...
Um post escrito num momento de alegria!!! Isto não costuma acontecer... :))
Monday, April 18, 2005
Pure Massacre
Encontro-me num seminário na Fundação Serralves e essa música dos Silverchair vai de encontro ao tipo de dor que me estão a infligir... Cada vez mais me sinto numa clausura labiríntica.
"Deformações e distorções", sim, é tudo isso que consigo visualizar momentaneamente... É claro que temos que nos conformar com coisas que nos desagradam profundamente, para conseguirmos transpôr o domínio do nosso amaldiçoado alter-ego, mas será que isto não termina?!
Estou farta deste tipo de pressão, como é que num espaço tão magnificiente quanto este se abordam as coisas de uma forma tão chata, tão estereotipada! Parabéns, acaba de superar um determinado professor a expôr a matéria de uma forma confusa e aborrecida!!! E depois queixam-se que Portugal não avança, e dinamismo? Onde é que ele anda?! Criatividade e interactividade, não?!
Alguns resultados que consigo atingir são satisfatórios, admito-o, mas maioritariamente colho as sementes oriundas dos meus próprios demónios, até que, "talvez um dia" acabe com essa reticiência impertinente!!!
"Deformações e distorções", sim, é tudo isso que consigo visualizar momentaneamente... É claro que temos que nos conformar com coisas que nos desagradam profundamente, para conseguirmos transpôr o domínio do nosso amaldiçoado alter-ego, mas será que isto não termina?!
Estou farta deste tipo de pressão, como é que num espaço tão magnificiente quanto este se abordam as coisas de uma forma tão chata, tão estereotipada! Parabéns, acaba de superar um determinado professor a expôr a matéria de uma forma confusa e aborrecida!!! E depois queixam-se que Portugal não avança, e dinamismo? Onde é que ele anda?! Criatividade e interactividade, não?!
Alguns resultados que consigo atingir são satisfatórios, admito-o, mas maioritariamente colho as sementes oriundas dos meus próprios demónios, até que, "talvez um dia" acabe com essa reticiência impertinente!!!
Sunday, April 17, 2005
American Beauty
Não, este post não é dedicado a esse excelente filme, mas de qualquer maneira relaciona-se com ele. Toda essa falsa beleza que as pessoas procuram incessantemente, esse ideal irritante. "Beauty is in the eye of the beholder" é uma frase que já não se aplica. Estamos na geração do físico, do ideal supremo da embalagem perfeita, e nulo interesse no conteúdo. Atrevo-me a generalizar, visto que em 90% dos casos é o que se constata.
"Tem pinta". Sim?! E o facto de snifar coca, isso não interessa?! Desculpa amiga, sei que interessou e muito, mas tinha que aludir a esse facto... Falo e também reparo nisso, obviamente, mas já não me desperta o mínimo interesse para além do estético.
Estou farta que falem comigo por me acharem bonitinha, e que não reparem que tenho um cérebro e que funciona plenamente. Fartei-me de conversas cliche, de lugares-comuns, como diria a minha tão amada Claire: "You know what I wish? I wish that just once people wouldn´t act like the cliches that they are".
Atrevo-me a atacar a minha própria geração, que em vez de mostrar que pensa, limita-se a agir pelo instinto animal. Sabem, se temos espírito criativo e construtivo, é por alguma razão... Não é para ser usado apenas nos campos mais básicos...
"Tem pinta". Sim?! E o facto de snifar coca, isso não interessa?! Desculpa amiga, sei que interessou e muito, mas tinha que aludir a esse facto... Falo e também reparo nisso, obviamente, mas já não me desperta o mínimo interesse para além do estético.
Estou farta que falem comigo por me acharem bonitinha, e que não reparem que tenho um cérebro e que funciona plenamente. Fartei-me de conversas cliche, de lugares-comuns, como diria a minha tão amada Claire: "You know what I wish? I wish that just once people wouldn´t act like the cliches that they are".
Atrevo-me a atacar a minha própria geração, que em vez de mostrar que pensa, limita-se a agir pelo instinto animal. Sabem, se temos espírito criativo e construtivo, é por alguma razão... Não é para ser usado apenas nos campos mais básicos...
Saturday, April 16, 2005
(none) feeling
Este post é dedicado ao Daniel, grande amigo, mas também amigo de grandes confusões. Normalmente não falo sobre paixões, não de forma tão explícita, mas hoje apetece-me, até porque, é sobre a falta de paixão( para não variar) que me vou debruçar.
Não percebo o que nos consome, sim, é o desejo, mas ao fim de cinco anos de amizade não é normal, mesmo tendo a pessoa em questão admitido, já há alguns anos que se sentia atraído pela minha estranha pessoa...
Bem, não sei se isto é saudável ou não, mas quando o nosso amigo é, (fisicamente) a perfeição, resistir, é tarefa que não se afigura possível. Hoje será mais uma noite de convívio, ou melhor será dizer, alcoól, e veremos o que se irá suceder. Seja como for, estou farta de ser a "miss non-sex", o celibato acaba por cansar, e , não é por ser com uma pessoa amiga, que até não é boa ideia.
Alguém que nos conhece, e pelo qual o sentimento é apenas de afeição simbólica, não possui o poder de nos magoar, o que, para alguém tão cobarde como eu é perfeito. Falo demais, mas já sei que na prática vou continuar à procura de alguém que não existe para partilhar qualquer rasgo de intimidade física comigo. Too much exposure? Who cares! A pessoa que me interessar, não há de ler isto antes que tal me apeteça. Até lá, obrigado por existires (blog) , aqui ficam mais uns pensamentos de uma miúda overrated...
Não percebo o que nos consome, sim, é o desejo, mas ao fim de cinco anos de amizade não é normal, mesmo tendo a pessoa em questão admitido, já há alguns anos que se sentia atraído pela minha estranha pessoa...
Bem, não sei se isto é saudável ou não, mas quando o nosso amigo é, (fisicamente) a perfeição, resistir, é tarefa que não se afigura possível. Hoje será mais uma noite de convívio, ou melhor será dizer, alcoól, e veremos o que se irá suceder. Seja como for, estou farta de ser a "miss non-sex", o celibato acaba por cansar, e , não é por ser com uma pessoa amiga, que até não é boa ideia.
Alguém que nos conhece, e pelo qual o sentimento é apenas de afeição simbólica, não possui o poder de nos magoar, o que, para alguém tão cobarde como eu é perfeito. Falo demais, mas já sei que na prática vou continuar à procura de alguém que não existe para partilhar qualquer rasgo de intimidade física comigo. Too much exposure? Who cares! A pessoa que me interessar, não há de ler isto antes que tal me apeteça. Até lá, obrigado por existires (blog) , aqui ficam mais uns pensamentos de uma miúda overrated...
Thursday, February 17, 2005
And... It´s February!!!
Não me perguntem por que motivo gosto dos títulos em inglês, serei obrigada a responder que é por me parecerem mais reais. Bem, posto isto já comecei a divagar e cá estou eu num momento importante para mim, insignificante para tantos outros: o meu ódio vago por este país de merda. Não tenho escrito nada, mas não é por não ter sobre o que escrever, estive em Londres e apesar dos contratempos que tive que enfrentar, desta vez sem um rasgo de culpa, o facto é que ao voltar senti mais uma vez tudo o que odeio... Apatia, tédio, tudo isso que me faz agir como se fosse uma cabra ingrata quando no fundo até sou uma cabra agradecida.
Não espero que alguém me entenda, eu sou mesmo um ser inexplicável, só quero que saibam que apesar de todo o nevoeiro ainda existe uma fatia de bolo de chocolate à vossa espera( tinha que brincar com comida, visto ser uma das minhas adições ridículas).
Também não entendo a razão da minha exposição, já que a vulnerabilidade que me é intrínseca causa-me nauseas, e apesar de hoje não estar a escrever merda nenhuma continuo a fazê-lo. Parece que agora estou oficialmente sem talento para o quer que seja. Preciso voltar a sair daqui urgentemente, em Londres vislumbrava-se um brilho no meu rosto, alegria, mas agora com mais estes problemas dos quais me recuso a falar isso não fará parte dos meus próximos projectos.
Bye 4 now*
Não espero que alguém me entenda, eu sou mesmo um ser inexplicável, só quero que saibam que apesar de todo o nevoeiro ainda existe uma fatia de bolo de chocolate à vossa espera( tinha que brincar com comida, visto ser uma das minhas adições ridículas).
Também não entendo a razão da minha exposição, já que a vulnerabilidade que me é intrínseca causa-me nauseas, e apesar de hoje não estar a escrever merda nenhuma continuo a fazê-lo. Parece que agora estou oficialmente sem talento para o quer que seja. Preciso voltar a sair daqui urgentemente, em Londres vislumbrava-se um brilho no meu rosto, alegria, mas agora com mais estes problemas dos quais me recuso a falar isso não fará parte dos meus próximos projectos.
Bye 4 now*
Sunday, January 23, 2005
Psychological needs
Tanta dor, não sei por que motivo me atacaste ultimamente... Tudo isto que não quero sentir, mas que se me impõe e me faz desfocar a lente, uma vez mais. Daqui a uma semana vou tirar férias de tudo isto, quem sabe, até da minha própria identidade, e assumir novas formas, formas essas, espero eu, mais aliciantes. Não consigo perceber o motivo de tanta ansiedade, talvez a nulidade do ser humano me assuste demasiado. Talvez esteja farta de todas estas conversas banais, pessoas sem conteúdo que se cruzam no meu caminho e que, inevitavelmente, acabo por rejeitar. Rejeito-as tal como rejeito o meu exterior. Nada se afigura mais importante do que a personalidade, se bem que também seria hipócrita se fingisse que a aparência não importa...
Onde estão todos esses que me entendem? São poucos os que falam a mesma linguagem do que eu. Recentemente incluí outra pessoa na categoria de "good achievements": a Ana Raquel. Não me admira que nos chateemos no futuro, mas já há muito tempo que não encontrava alguém com uma personalidade extra-ordinária( sim, sei que não é assim que se escreve, mas é para que entendam o que pretendo dizer...). De resto, só vejo mais e mais pessoas desbotadas e outras tais que são idiotas demais para merecerem uma qualquer forma de catalogação. "Eu quero", efectivamente, quero. Quero mudar e quero deixar de me afectar por toda a banalidade que me cerca. Um dia virá ao meu encontro, ou eu darei o derradeiro passo para enaltecer algo mais... Não será uma pessoa, essas são naturalmente enaltecidas quando surgem e me conquistam, tarefa tão árdua...
Onde estão todos esses que me entendem? São poucos os que falam a mesma linguagem do que eu. Recentemente incluí outra pessoa na categoria de "good achievements": a Ana Raquel. Não me admira que nos chateemos no futuro, mas já há muito tempo que não encontrava alguém com uma personalidade extra-ordinária( sim, sei que não é assim que se escreve, mas é para que entendam o que pretendo dizer...). De resto, só vejo mais e mais pessoas desbotadas e outras tais que são idiotas demais para merecerem uma qualquer forma de catalogação. "Eu quero", efectivamente, quero. Quero mudar e quero deixar de me afectar por toda a banalidade que me cerca. Um dia virá ao meu encontro, ou eu darei o derradeiro passo para enaltecer algo mais... Não será uma pessoa, essas são naturalmente enaltecidas quando surgem e me conquistam, tarefa tão árdua...
Saturday, January 01, 2005
Sentes a forma como te odeias? Odeias a forma como te sentes?
Estou a ouvir Bush, e a sentir toda uma ligação com esta música. Já há muito tempo que me apercebi que a minha verdadeira natureza não é a outra face da moeda. Tudo de trás para a frente, tudo uma distorção constante, a junção dos factos já não me amedronta, estou consciente de que não posso desistir desta luta, ou então nunca mais serei capaz de me reencontrar algures, onde alguém será capaz de ver tudo o que encobri neste nevoeiro dissimulado. Continuo a interpretar a minha vida como um quebra-cabeças, sei que existe uma mensagem subliminar que me vai ajudar a ser o que amo mas também tudo aquilo que ainda não fui capaz de apaziguar, num lugar de destaque do meu ser. Sei que a razão destes momentos de angústia está intimamente relacionada com o meu medo de ser feliz, e com todas as corrosões que deixei adormecidas dentro da minha mente. Já não gosto tanto de sonhar acordada, sinto que a minha imaginação foi catapultada, no entanto, quando me limito a sentir, nem tudo se perspectiva de uma forma tão negra como um dia quis pensar que assim o era. Foi tomada de assalto, e eu não ofereci a mínima resistência, porque deixei de reinventar o meu quotidiano, deixei subsistir uma pobreza de espírito, que parecia tão inofensiva mas poderia ter sido letal, se não a tivesse travado. Questiono-me se a terei travado a tempo e tudo o que sei é que, por mais momentos de inércia que viva, não me acomodo mais, o meu sofrimento absurdo mantém-me desperta, até que um dia, puderei resgatar o que perdi e reverter o que não cheguei a sentir...
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